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Simulador de investimentos é aliado de quem quer começar a investir em ações

Investir no mercado de ações é diferente e um pouco mais complexo do que trabalhar com renda fixa. Isso porque a Bolsa de Valores é um ambiente que possui suas peculiaridades, muitas vezes vistas como inacessíveis por grande parte do público.

Entretanto, investir na Bolsa não precisa ser assim tão complicado, desde que exista um preparo mínimo por parte de quem pretende adentrar esse universo.

O ideal é que a pessoa interessada em investir tenha um mínimo de familiaridade com o funcionamento da Bolsa antes de começar a investir. Uma boa maneira de fazê-lo é por meio do uso de um simulador de investimentos.

O que é o simulador de investimentos

Trata-se de uma plataforma que simula o momento atual da Bolsa de Valores, permitindo que o usuário faça movimentações como se, de fato, estivesse operando. Embora as informações sejam atualizadas em relação ao mercado de ações, os valores investidos são fictícios, o que significa que, mesmo errando ou acertando muito em determinada operação, não há riscos para o usuário.

Com o acesso ao sistema é possível lidar com as diferentes operações que fazem o dia a dia da Bolsa de Valores e ganhar experiência antes de dar o passo definitivo e investir dinheiro.

Como simular investimentos

Para acessar um simulador de investimento uma das opções é abrir conta em uma corretora de valores. Outro caminho, que aliás oferece uma série de outras vantagens, é se inscrever em uma rede social de investimentos como a Vexter, que conta com simulador próprio. Além da oportunidade de simular aplicações na Bolsa, o usuário recebe oportunidades de compra e venda de ações em tempo real enviadas por analistas e interage com outros investidores. O cadastro é gratuito. 

Uma vez cadastrado no sistema, o usuário pode escolher as ações que lhe interessam, definir a quantidade que pretende comprar e, se desejar, estabelecer limites de ganho ou perda, ou seja, delimitar valores que, quando atingidos, acionarão uma ordem automática para o sistema. Quando o valor diz respeito ao preço mínimo, ele é chamado de Stop Loss, quando é o máximo, Stop Gain.

Posteriormente, basta enviar a ordem e confirmar o envio. A partir de então, passa a ser possível acompanhar os resultados e encerrar a operação quando interessar.

De maneira geral, o simulador replica aquilo que será encontrado na conta real (aquela que utiliza dinheiro de verdade), onde é possível comprar e vender ações da Bolsa. Assim, conhecendo suas funcionalidades, o investidor pode se familiarizar com termos técnicos e procedimentos que farão parte de sua rotina no ambiente da Bolsa.

A importância do simulador

Quanto maior é a quantidade de operações que realiza, mais seguro o investidor se torna no ambiente da Bolsa de Valores. Isso permite a ele operar com maior agilidade e fazer bons negócios com frequência.

Vale lembrar que operar na Bolsa oferece riscos, uma vez que o dinheiro é o que está em jogo. Nesse sentido, recomenda-se um preparo anterior, capaz de dar ao interessado em ganhar dinheiro nesse mercado, uma experiência mínima para que entre nele com maiores chances de sucesso.

A questão é entender o simulador como uma etapa no processo de aprendizado. Mesmo com uma série de informações disponibilizadas sobre renda variável, o fato é que para operar bem é necessário prática, algo que pode ser obtido ainda que de maneira virtual.

Com o simulador, o investidor iniciante pode testar suas próprias impressões sobre o mercado. Acreditando que determinado evento ou circunstância fará com que um ativo se valorize muito, ele pode comprar ações da empresa e aguardar os resultados para saber se está certo. Também pode agendar um preço para venda automática caso visualize a desvalorização, dentre outros procedimentos. Essa, aliás, é uma prática que mesmo investidores mais experientes fazem antes de correrem maiores riscos.

As perdas no mercado de ações

É importante que o investidor esteja preparado para as oscilações comuns ao mercado de renda variável. Diariamente, os preços das ações variam de acordo com uma série de fatores, o que costuma gerar prejuízos em investidores menos preparados que, diante da primeira baixa, acabam por negociar ativos com potencial de valorização. Ao perder dinheiro, muitos deles desistem dessa forma de investimento e ajudam a reforçar o mito de que a Bolsa funciona como uma aposta.

O fato é que o investidor precisa aprender a lidar com perdas, pois está sujeito a elas nesse tipo de ambiente. Sem isso, não é possível trabalhar com gestão de risco, algo fundamental para o sucesso no mercado de ações. É nesse sentido que, saber perder usando um simulador se faz importante também no sentido de preparar psicologicamente o investidor para o que virá adiante.

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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