Home Notícias Economia O Banco Central do Brasil busca novas formas para diminuir os juros dos empréstimos

O Banco Central do Brasil busca novas formas para diminuir os juros dos empréstimos

É conhecimento geral de que os juros no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Esse fato muitas vezes resulta na inviabilidade de muitos investimentos, além de fazer com que a obtenção de crédito seja muito cara e, às vezes, até mesmo abusiva.

Isso dificulta que aqueles que realmente precisam de um empréstimo ou investimento o consigam de forma justa, especialmente para quem tem urgência. Se este é o seu caso, pesquise cuidadosamente para achar a opção que lhe traga mais beneficieis. É possível, inclusive, conseguir um empréstimo para autônomo com Coolfinance.

Para que você consiga entender melhor a situação, a diferença entre as taxas de juros cobrados em operações de obtenção de crédito no Brasil e a taxa de juros básica – também chamada de spread de crédito – pode chegar à até 35%. Comparando-se às taxas cobradas nos Estados Unidos, por exemplo, as taxas brasileiras podem alcançar um número até 8 vezes maior.

O PLANO DO BANCO CENTRAL

Considerando o cenário atual do mercado financeiro no Brasil e tendo como objetivo diminuir os custos da concessão de crédito no país, o Banco Central do Brasil – ou Bacen – informou recentemente ao público que o Lift – Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas – realizou o acompanhamento de 12 projetos que buscam soluções para a problemática em questão.

O Lift é uma iniciativa da Fenasbac, organização coordenada pelo Banco Central do Brasil e apoiada por diversas empresas de capital privado e especialistas no ramo da tecnologia, e foi lançado em maio de 2018. Para que um projeto possa participar do LIFT é necessário que ele esteja relacionado à ao menos um de seus quatros pilares: Mais cidadania financeira, Sistema Financeiro Nacional mais eficiente, Legislação mais moderna e Crédito mais barato.

Estes projetos se utilizam de tecnologias de ponta, ainda sendo estudadas, para alcançar seus objetivos. São exemplos das tecnologias utilizadas o blockchain, que se trata de uma tecnologia de registro distribuído que tem como seu objetivo utilizar-se da descentralização como forma de segurança. Ou seja, são bases de registro e dados distribuídos e compartilhados, que visa o desenvolvimento de um índice global para as todas as transações de um mercado específico.

Outro exemplo trata-se da inteligência artificial, uma forma de processamento de dados e realização de funções exibida por maquinas e softwares que busca se assemelhar, até certo ponto, à inteligência humana.

Estes projetos foram selecionados pelo Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas dentre um total de 79 propostas que lhes foram apresentadas.

SOBRE A SELEÇÃO E ORIENTAÇÃO DOS PROJETOS

Cada um dos projetos teve a oportunidade de se apresentar ao Bacen para tentar sua sorte durante o processo de seleção. Aqueles escolhidos receberam um acompanhamento mais próximo por parte da instituição financeira, tendo sidos orientados sobre as melhores opções de práticas para sua implementação, além de serem apontados possíveis problemas centrais aos projetos que deveriam ser resolvidos pelos empreendedores.

Este processo de orientação teve a duração de três meses, durante os quais ouve constante interação entre o Banco Central e as equipes de cada um dos projetos. Durante este tempo as ideias puderam crescer e se aprimorar, ganhando muito mais foco quanto a aplicação de novas tecnologias aos problemas e às oportunidades presentes no Sistema Financeiro Nacional.

E COMO SERÁ O FUTURO DESTES PROJETOS?

Os planos para a edição de 2019 do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas, juntamente com os protótipos que já foram construídos, serão apresentados em um evento que acontecerá no mês de março de 2019.

Há muitos projetos com grande potencial sendo desenvolvido. Entre eles, o Digicash se destaca. O Digicash é uma forma de pagamento instantâneo que se utiliza de dispositivos móveis off-line. Apesar de seu nome e funcionalidade ser o mesmo ao projeto de David Chaum – criptografo estadunidense considerado o pai dos punks criptográficos e criador do dinheiro digital seguro em 1982 – o mesmo não é citado em nenhum local do projeto.

Também são relevantes de serem mencionados projetos como o Instant Spyglass, que se trata de uma plataforma criada com o objetivo de se detectar fraudes através do uso de tecnologia de aprendizado de máquina, e o Meu Primeiro Cartão, uma plataforma de cunho educativo que busca trazer conceitos de gestão financeira para crianças de até 10 anos de idade.

A verdade é que existem diversos projetos interessantes sendo desenvolvidos graças a esta iniciativa – um número muito extenso para que todos sejam propriamente tratados por este artigo –  e que podem, em um futuro próximo, trazerem mudanças significativas ao mercado financeiro. Se você quiser acompanhar de perto esta mudança, mantenha-se atualizado no desenvolvimento dos mesmos.

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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