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Balança comercial tem segundo melhor superávit para meses de novembro

A balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrou o segundo melhor superávit para meses de novembro. Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, a alta na exportação tem a ver com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que pode afetar o Brasil de maneira positiva. “É claro que em alguns setores específicos, e a soja é o exemplo mais claro disso, houve alguns transbordamentos para o comércio exterior brasileiro”, afirmou Neto.

As importações subiram 5,7% em preço e 15% em volume. O secretário, no entanto, informou que parte dessa alta deve-se ao novo Repetro, regime especial de importação de equipamentos para o setor de petróleo e gás. Por causa do novo regime, que entrou em vigor este ano, o país está gradualmente importando plataformas de petróleo que estavam registradas no exterior, o que impacta o saldo da balança comercial.

Estimativas

No ano passado, a balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado da história para um ano fechado desde o início da série histórica, em 1989. Para este ano, o MDIC estima superávit em torno de US$ 50 bilhões, o que seria o segundo melhor resultado da história.

O mercado está mais otimista. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central, as instituições financeiras projetaram superávit de US$ 58 bilhões para este ano. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro, o Banco Central previu resultado positivo de US$ 55,3 bilhões, com exportações de US$ 231 bilhões e importações em US$ 175,7 bilhões.

A balança comercial registrou superávit de US$ 4,062 bilhões em novembro, informou nesta segunda-feira (3) o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Quando a balança comercial registra superávit, isto quer dizer que o Brasil exportou mais do que importou. Quando acontece o contrário, o resultado é de déficit.

O resultado positivo de novembro representa crescimento de cerca de 15% sobre o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um superávit de US$ 3,541 bilhões, mas ficou abaixo de novembro de 2016 (+US$ 4,751 bilhões).

 

Câmbio mantém alta nos custos de produção em novembro

O aumento na taxa de câmbio acabou por causar sem efeito a queda no preço dos fertilizantes no mês de novembro. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) fechou o último mês com alta de 0,67%. No acumulado do ano, o IICP apresenta um aumento de 10,82% reflexo de uma variação cambial de 16% nos últimos 12 meses. Os dados estão no relatório mensal de índices de inflação do agronegócio divulgado pelo Sistema Farsul nesta terça-feira (18/12).

Mas, se a alta do câmbio foi responsável pelo aumento nos custos de produção, o mesmo não acontece nos preços recebidos pelo produtor rural. Com o início da safra no hemisfério norte, os preços dos principais grãos caíram no mercado internacional, fazendo com que o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) reduzisse 5,04%. No acumulado do ano, o IIPR cresceu 17,17%, percentual distante do IPCA Alimentos que aumento 3,58% no período, comprovando o descolamento entre os preços do campo e das prateleiras dos supermercados.

Elaine Mafra
Jornalista formada pela Univali em 2006. elaine@diarinho.com.br
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