Home Notícias DIARINHO 39 anos: Planejamento urbano nunca foi o forte da região

DIARINHO 39 anos: Planejamento urbano nunca foi o forte da região

Balneário Camboriú, na década de 70, estava longe de ser a “Dubai” que é hoje (foto maior)

A arquiteta Luciana Coelho de Souza Ferreira, 45, participou da equipe do projeto “Borda D’água” (2001), de autoria de Dalmo Vieira Filho, que pretendia resgatar a relação dos itajaienses com o rio Itajaí-Açu, inspirado nos modelos de Barcelona, Rio de Janeiro e do Recife antigo, que tiveram as zonas portuárias revitalizadas. Ela é bisneta de Pedro Ferreira, outro ícone da história local, médico que foi prefeito e hoje dá nome a uma das ruas mais antigas da cidade.

Luciana não acredita que expandir a cidade para além dos limites da BR seja uma boa ideia. “O ideal é que as pessoas não precisassem se deslocar tanto para ir ao trabalho e estudar, até porque o sistema de transporte não é dos melhores e é um risco muito grande transitar na BR diariamente. Aqui em Cabeçudas, parece que voltou aos anos 80, passa ônibus de hora em hora”, reclama. Ela acredita que o processo de verticalização que se observa no centro, deveria ter acontecido primeiro nos bairros.

“Eu sempre digo que Itajaí nunca teve um planejamento de médio prazo, que previsse os impactos do crescimento populacional e toda a gama de serviços e infraestrutura que requer: atendimento médico, sanitário, educacional, transporte. O território foi sendo ocupado por conta da especulação imobiliária, que não tem preocupação com a cidade, e nem com as pessoas”. O TCC de Luciana foi um levantamento dos prédios históricos nos anos 90 com potencial para tombamento. Eram cerca de 60, hoje, metade está no chão. “E o pior é que apagam a história para dar lugar a estacionamentos”, lamenta.

Visão panorâmica de Itajaí em 1979 (foto acima) e a visão de hoje, também do alto do Morro da Cruz

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