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Confiança no treinador

O Marcílio Dias foi buscar no interior paulista o seu treinador para o campeonato Catarinense. Moisés Egert é jovem, tem 42 anos, mas pelo currículo e pela primeira entrevista coletiva, chega inspirando muita confiança no torcedor e também nesse colunista. Moisés vem com um histórico de conquistas no último ano, tanto em acessos de divisão no forte futebol de São Paulo, quanto de títulos da Copa Paulista, outra competição de nível alto. O treinador mostrou ser uma pessoa muito direta e ciente dos objetivos traçados pelo clube e do tamanho do Marinheiro, algo que lembra outro técnico que deixou saudades por aqui: Waguinho Dias (que inclusive é amigo de Moisés). Outro ponto muito importante no novo técnico é o seu conhecimento de atletas no mercado paulista, que pode trazer para Itajaí peças-chave no elenco que está sendo montado junto da base que trabalha por aqui desde ontem.

Procura-se centroavante
A procura por um camisa 9 no Marcílio Dias está reaberta com a confirmação de que David Batista não vai ficar no Marinheiro para 2020. O jogador, artilheiro da equipe na Copa SC com oito gols, recebeu propostas financeiras muito mais altas do que o Marcílio poderia cobrir e a sua saída se tornou algo inevitável. Batista seria um jogador fundamental para o estadual, mas a diretoria acerta em não comprometer o orçamento e as finanças do clube para fazer um acordo que não poderia cumprir. Certamente o departamento de futebol já trabalha em busca de outro jogador do mesmo perfil, já que no Catarinense deste ano nenhum dos atletas que atuaram na posição conseguiram convencer. Além desse atacante de área, o Marcílio está no mercado em busca de mais alguns reforços, mas começou a pré-temporada com uma boa base, mesclando jogadores que se destacaram na série A, e outros que disputaram a Copa SC.

Força do empresariado
Todo mundo sabe que a diretoria do Marcílio Dias tem se virado de todas as formas para manter o equilíbrio financeiro do clube e ainda pagar as dívidas das péssimas administrações do passado. Com uma política de pés no chão, o Marinheiro fez uma grande campanha no ano, foi competitivo nos dois campeonatos que disputou e em ambos merecia algo a mais. Porém, como já acontece em outras cidades do estado, está na hora de o empresariado local também abraçar a causa. O Marcílio já provou nessa gestão que tem muita credibilidade, pois é administrado por pessoas sérias, e o Gigantão das Avenidas quase sempre lotado na temporada mostrou o tamanho do clube para a região. A saída de David Batista, por exemplo, é uma amostra do quanto a falta de apoio pode ser prejudicial dentro de campo. Com mais recursos, jogadores com o nível de Batista poderiam seguir carreira no clube.

Coluna do Janio
Coordenador de esportes da Rádio Univali na empresa Universidade do Vale do Itajaí.
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