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Teve de tudo na hora da despedida

Do barcão à prancha de surfe, cada um deu o seu jeito de dar adeus aos velejadores da Volvo Ocean Race

Cada um deu o seu jeito para dizer adeus aos barcões da Volvo Ocean Race. A Vila da Regata bombou, assim como os molhes da Atalaia e Navegantes, e a praia de Cabeçudas. Todos apinhados de gente que chegou à pé, de carro, ziquinha ou busão. No céu, helicópteros sobrevoavam a cidade. E do rio até o mar, uma centena de embarcações fizeram uma procissão para observar de pertinho a saída dos competidores.
Lanchas velozes, iates, escunas, catamarãs, jet skis, singelos barquinhos de pesca, e até pranchões de surfe ou stand up. Deu de tudo entre o mar da Atalaia e Cabeçudas. A delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí estima que 110 embarcações acompanharam a saída dos seis veleiros rumo a Newport, nos Estados Unidos.
Nenhum incidente marítimo foi registrado, foi tudo na santa paz. Nem o céu carregado desabou chuva até o fim da festa. Faltou vento, é verdade, e os velejadores que o digam, pois demorou muito até que eles conseguissem se afastar da costa.
Os barcos começaram a colorir a saída da barra por volta das 10h da manhã. Embarcações particulares e outras locadas por empresas levaram convidados para curtir a saída em confraternizações a bordo. A pesqueira Gomes da Costa preparou a escuna Corsário Negro para levar um grupo de 100 pessoas para conferir a saída do mar. O anfitrião, o diretor presidente da GDC Alimentos, Alberto Encinas, chamou o evento de uma comemoração ao sucesso da parada de Itajaí, cidade que abriga uma das maiores operações do grupo de beneficiamento de pescados.
O prefeito Jandir Bellini, acompanhado de familiares, curtiu a regata a bordo de um iate. “Ver os barcos saindo dá um sentimento de dever cumprido. É a prova de capacidade que Itajaí deu através do sucesso do evento. Que sirva de motivação para outros eventos náuticos que possam vir para a cidade. Esperamos que reflita no crescimento econômico de Itajaí, na geração de emprego e na qualidade de vida das pessoas. Esse é objetivo de todo esse trabalho”, analisou.
O prefeito ainda não sabe se Itajaí voltará a receber a etapa da Volvo Ocean Race em 2018. “Itajaí tem que fazer o papel dela. Não é mais o prefeito Jandir que tem que assumir a responsabilidade. O próximo projeto não vai estar sob o meu comando. Não serei mais prefeito… A cidade tem que se unir e assumir essa responsabilidade”, completou.

Barco brasileiro
O prefeito também comentou a vontade que a organização da Volvo Ocean Race demonstrou de o Brasil ter um barco para chamar de seu na próxima edição da regatona. A conta gira em torno de 15 milhões de euros [quase 50 milhões de reais]. “O CEO da Volvo, Knut Frostad, disse que Itajaí teve uma das melhores parada da Volvo. E que gostaria que o Brasil estivesse representado com uma embarcação própria an próxima edição. Precisaríamos de um consórcio de empresas, com a participação do governo federal e estadual. Uma união de forças”, explica Bellini.

Marinha garantiu a segurança
A Marinha do Brasil disponibilizou seis embarcações, entre lanchas e motonáuticas, navios e até um helicóptero. O capitão-de-fragata José Savio Feres Rodrigues, comandante da delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, explicou que foram cerca de 110 embarcações de passeio acompanhando a largada, bem menos do que esperavam. “O tempo nublado diminuiu a quantidade de embarcações. Se fosse um dia de sol, calculávamos mais de 600 embarcações”, explica. Os portos das cidades de Itajaí e Navegantes ficaram fechados para o recebimento de navios das 11h às 17h. Barcos pesqueiros tinham autorização de navegação, mas poucos sairám à boca da barra.

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