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Suspensas castrações no canil municipal peixeiro

Saúde não poderá mais arcar com todas as contas do abrigo da cachorrada

O canil municipal de Itajaí suspendeu as castrações de cãezinhos e gatos desde junho. Tanto os animais do povão mais carente como aqueles bichos que estão abrigados no canil não estão sendo mais esterilizados.
A voluntária da causa animal, Diangeli Probst, luta pra que os bichinhos voltem a ir pra faca.
Diangeli conta que a prefa oferecia castração de graça aos animais cujos donos não podiam pagar. Os bichos do canil também eram submetidos à esterilização antes de irem para adoção. A voluntária conta que a prefa chegava a castrar até 300 animais por semana. Só que desde junho o serviço foi brecado.
A diretora de Vigilância Epidemiológica de Itajaí, Rachel Marchetti, responsável pelo serviço de zoonose do município, confirma que as castrações pararam.
Rachel conta que a secretaria de Saúde tá seguindo uma portaria de dezembro de 2014, do Ministério da Saúde, que proíbe o uso de dinheiro da Saúde pública para causas animais. “Suspendemos os procedimentos para nos adequarmos à lei”, defende Rachel.
A prefa diz que vai montar um convênio entre a Saúde e a Famai. Rachel espera que dentro de um mês as operações voltem a rolar. “Castração não é um procedimento emergencial. Os animais feridos continuam recebendo atenção”, explica Rachel.
Não precisava parar
O diretor de Defesa Animal da Famai, Roberto Pereira, acha que não há motivos para suspender a castração. “Precisamos continuar. Há muitos filhotes recolhidos nas ruas de Itajaí”, alerta.
No mês de maio, foram tirados das ruas 164 animais, e em junho, 153. “Enquanto isso não se resolve, que se mantenha a castração no canil”, opina Roberto. EG/FM n

Saúde quer dividir despesas com Famai
Embora a secretaria de Saúde tenha suspendido a castração com base numa portaria federal, a lei municipal 10.201, de fevereiro de 2014, prevê que é obrigação do município prestar o serviço de castração.
O secretário de Saúde, Osvaldo Gern, não sabia que a castração tava suspensa em Itajaí. Ele garante que vai resolver o problema até a próxima semana. Gern confirma que a grana da Saúde não poderá mais ser usada pra manter a estrutura do canil. O município, através do convênio com a Famai, continuará mantendo os serviços.
Para isso, várias reuniões já rolaram entre a Famai, Saúde e a procuradoria do município.
Gern explica que as contas da Saúde não foram aprovadas pelo conselho municipal (Comusa) porque todo o canil tava se mantendo com verba da secretaria. “A verba vinda via SUS só pode ser usada para a zoonose. Não é permitido o uso em estrutura. A saúde vinha pagando essa despesa do canil. Agora precisamos definir quanto da conta pertence à Saúde e quanto à Famai. Se for 50%, a Saúde paga”, avisou.
O secretário espera que a Famai assuma as despesas de estrtutura. A Saúde ficará, então, responsável pelos funcionários.“Eu vou poder fazer aquilo que é da zoonose, já tenho profissionais. A Famai colocando dinheiro, não vejo problema nenhum para retornarmos já”, conclui.

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