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Seis escolas estaduais adiam o início das aulas

Interdição rolou no final do ano e o governo ainda não deu conta do conserto

Alunos de pelo menos seis escolas estaduais de Itajaí começarão as aulas com atraso. Interditadas desde o final do ano passado, as unidades aguardam a instalação de equipamentos de segurança e prevenção de incêndio, exigidos pelos bombeiros. Em duas escolas há ainda o agravante de que toda a fiação elétrica foi furtada e ainda não recolocada. As aulas deveriam recomeçar na segunda-feira, dia 13.
A situação mais grave é a do Pedro Paulo Phillippi e do Ceja, que funcionam no mesmo prédio e foram vítimas de furtos e depredações. De acordo com Ken Ichi Becherer, gerente regional de Educação, eles somente receberão alunos a partir de 20 de fevereiro.
O atraso no retorno às aulas também afeta alunos do Henrique Midon, na Barra do Rio; do Ari Mascarenhas, no Rio Bonito; na escola Maria Nilza Ferreira Evaristo, nos Espinheiros; e na escola 15 de Junho, no bairro Cidade Nova. Juntas, as seis unidades têm cerca de 1,8 mil alunos , estima Ken Becherer.
Ao todo 11 escolas foram interditadas pelos bombeiros em 21 de dezembro. Nenhuma delas estaria adequada ao que exige a lei quando o assunto é sistema preventivo de incêndio. Elas somente poderiam começar a funcionar se o governo do estado instalasse extintores, iluminação, corrimãos e sinalizações conforme as normas legais de segurança. Nada disso foi feito no ano passado.
Além das seis que terão atraso no retorno às aulas, estavam na lista dos bombeiros o colégio Nilton Kucker, na Vila Operária, o Carlos Fantini, no distante Limoeiro (lá, quase em Brusque), o Victor Meirelles, no centro, o Henrique da Silva Fontes, no bairro São João, e o Francisco de Paula Seára.
As escolas têm cerca de cinco mil alunos. Cinco delas, de acordo com o chefão da Gered, já podem receber estudantes. “Apenas o Francisco de Carlos Seára que o serviço termina amanhã [hoje] e deve ser liberada na hora pelos bombeiros”, afirma.
Ken Becherer diz que somente foi possível fazer o pedido de uma licitação para a instalação dos equipamentos de segurança em 9 de janeiro, por não ser permitido, no orçamento público, fazer dívidas de um ano para outro.
Ele estima que durante a semana que vem, quatro das seis escolas ainda interditadas serão liberadas.
No caso do Pedro Paulo Phillipi e do Ceja, além do primeiro arrombamento dia 20 de dezembro, houve outros seis, onde também rolaram depredações. O alarme não tocou e as câmeras de monitoramento não registraram a ação dos bandidos. O sistema é monitorado pela empresa Casvig.

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