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Se enrolou com a mensalidade da facul?

Veja como negociar as dívidas com as faculdades da região. Programas de financiamento e parcelamento de dívidas dão uma ajuda pra acertar as contas

Às vésperas das faculdades recomeçarem as aulas, muitos alunos precisam acertar as contas atrasadas para garantir a próxima matrícula. Pra ajudar o povo que se enrolou nas mensalidades, o DIARINHO procurou as principais instituições da região pra saber das condições de negociação de dívidas e de programas de financiamento pra alunada que tá com algum tipo de pendência financeira.
A Univali é uma das que tem política própria pra tratar desses assuntos. Antes do início de cada semestre é publicado no site da universidade um edital divulgando não só o calendário letivo e as matrículas, como também as orientações para pagamento ou renegociação de pendências financeiras.
O parcelamento das mensalidades vencidas, desde que a cobrança não esteja terceirizada, pode ser feito em até cinco parcelas (1+4). O valor de cada parcela não pode ficar abaixo de R$ 200. Até o dia 20 de dezembro, os devedores ainda poderiam renegociar em até seis parcelas, mas agora, explica a coodernadora de cobrança, Claudiana Faust, o limite é cinco.
Para parcelamento no cartão de crédito (Visa ou Mastercard), as parcelas podem se estender em até 12 vezes. Claudiana ainda informa que, se a negociação da dívida não foi paga como o combinado, a dívida não pode ser renegociada.
Sem estar em dia ou com a dívida negociada, o aluno não pode se rematricular. Conforme Claudiana, na maioria dos casos (95%) o aluno consegue quitar os débitos ou fazer os acordos para continuar estudando.
A inandimplência da instituição é de 3,31%, percentual que tá dentro da média, observa a coordenadora. Quando não há acordo, a cobrança vai para uma empresa terceirizada. A listagem dos devedores é enviada quando o semestre vira, listando os alunos que estão com as mensalidades vencidas há mais de 60 dias.
Para quem precisa de uma ajudinha pra não se enrolar com as mensalidades, a Univali oferta vagas pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Mas é preciso correr. A primeira etapa do processo de seleção, com a inscrição dos interessados pelo site fiesselecao.mec.gov.br, vai até amanhã.
Nas unidades em Itajaí e Balneário, são 53 vagas disponíveis para o primeiro semestre, em 47 cursos. Podem se inscrever quem fez o Enem e teve notas igual ou acima dos 450 pontos, sem ter zerado na redação, e possuir renda familiar de até três salários mínimos.

Não consegue negociar
É sempre melhor tentar acertar as contas com a própria instituição. Quando não há acordo e o atraso vai além de dois meses, a cobrança na Univali é terceirizada e a negociação fica mais difícil. Essa é a situação enfrentada pela estudante Cíntia de Melo Ferreira, de 28 anos. Ela tá tentando há dois anos acertar uma dívida com a instituição, referente a três meses de atraso das mensalidades.
Hoje Cíntia tá morando em Campo Grande/MS e não consegue chegar a um acordo e se livrar da dívida. O valor original era de R$ 1 mil. Com os juros, a dívida dobrou de tamanho e botou Cíntia no Serasa. “Meu nome tá sujo só por causa da Univali”, reclama.
Segundo Claudiana, do setor de cobrança da Univali, a instituição não pode negociar além dos limites previstos e nem fazer condições diferenciadas para a ex-aluna, o que prejudicaria os demais estudantes que estão sujeitos aos procedimentos. Ela ainda frisou que a Univali, como entidade filantrópica, não pode fugir às regras. A quitação do valor à vista, sem juros, também não é possível. “Como vou justificar isso ao Ministério Público?”, pondera.

Tratamento individualizado para não perder o aluno
Na faculdade Avantis, em Balneário Camboriú, as negociações são analisadas caso a caso. A gerente financeira Gabriela Werner ressalta que a instituição busca um atendimento mais humanizado com os alunos. “De uma maneira que fique viável para todos”, destaca.
O objetivo é não deixar que o aluno fique com mensalidades em atraso do semestre anterior e também mantenha em dia as negociações. Com isso, se evita que o aluno desista de estudar.
As dificuldades financeiras estão entre os motivos de evasão escolar. “Nosso aluno não sai daqui por problema financeiro. A gente faz o possível para conseguir ficar com ele”, frisa.
As aulas na Avantis começam em 20 de fevereiro, mas mesmo após esse prazo os alunos com valores em aberto podem negociar as dívidas para garantir a matrícula.
Além da possibilidade de parcelar as dívidas, a faculdade têm um programa próprio de financiamento estudantil, o Estude Fácil. O programa permite que o aluno financie o curso em até 10 anos, sem juros.
Para conseguir o benefício, o estudante precisa de um fiador, estar matriculado e ter renda familiar de até 15 salários mínimos. No último semestre, 70 alunos eram atendidos pelo programa. Neste ano, mais 28 ingressaram. “A proposta é beneficiar quem mais precisa”, avalia Gabriela.
O DIARINHO tentou conversar com os responsáveis pelo financeiro do Sinergia Sistema de Ensino, em Navegantes, e do Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior (IFES), em Itajaí, mas eles não atenderam a reportagem.

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