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Regatona deixa gostinho de quero mais

Da vila aos molhes, todo mundo se agilizou pra ver a partida dos barcões; aqui, a Volvo Ocean Race recebeu mais de 300 mil visitantes

Cerca de quatro mil pessoas foram até os molhes de Itajaí e Navegantes para acompanhar a largada dos veleiros da Volvo Ocean Race. Jovens, idosos, crianças, famílias inteiras que escolheram os molhes para dar o adeus, de camarote livre e com vista para o rio e mar. Nem o tempo abafado ou a ameaça de chuva espantou a galera, que tava firme e forte nas disputadas pedras.
Em Itajaí, o povão chegou cedo ao molhe para garantir um lugar de frente para a boca da barra, uma das vistas mais privilegiadas para acenar para os velejadores. Com bandeirinhas do Brasil e da Volvo Ocean Race em mãos, moradores e turistas vibraram e acenaram para os velejadores, que retribuíam o carinho do público dando tchau para a galera.
A equipe que mais arrancou o grito da galera foi Team SCA. As meninas fizeram até coreografia de uma dancinha no barco. Depois da passagem, o povão se amontoou nas pedras próximas ao farol para não perder a largada.
A família de Anderson de Freitas, 40 anos, veio de Palhoça e Tubarão só para acompanhar a despedida. Anderson é ceramista e trabalha em Itajaí, por isso, acompanha a etapa peixeira desde a abertura. Apesar de não entender muito sobre o esporte, ele acredita que o evento é perfeito para toda a família. “É muito interessante toda a estrutura, e traz um conhecimento a mais pra gente. Além de Santa Catarina ser o único estado a sediar a regata, o que é uma honra”, diz.
A moradora de Itajaí, Giovana Nunes Costa, 49, foi com o marido e os dois filhos para o molhe. Para ela, a maior vantagem do evento é o desenvolvimento econômico. “O turismo aumentou bastante, é muita gente na cidade, até pessoas famosas vieram pra cá”, elogia. Em segundo lugar ela ressalta o aprendizado que fica sobre o esporte. “O mar já é um desafio e por ser uma longa distância de competição, aumenta ainda mais as dificuldades para os velejadores”, opina.
Aos 60 anos, a aposentada Myriam Cami não quer saber de ficar em casa fazendo crochê. Moradora de Campo Mourão, no Paraná, ela está em Santa Catarina desde novembro do ano passado e pretende ficar por aqui até o fim da vida. Ontem, ela, a irmã e o cunhado, eram uma das pessoas que se arriscaram no meio das pedras do molhe só para ter uma visão privilegiada dos barcos.
Myriam conta que está torcendo pela vitória da equipe feminina da Volvo. Ela estava no píer da Vila da Regata no dia em que o veleiro cor-de-rosa atracou em Itajaí e ficou espantada com o tamanho interno dos barcos. “É muito difícil se movimentar lá. Tem que ter muita preparação”, afirma. A aposentada elogia a estrutura do evento, só reclama da falta de estacionamento ao redor da vila da regata e dos parquímetros. “Tive que ficar um tempão procurando a maquininha”, conta.

Dia nublado e clima tranquilo
Para garantir a segurança do povão, a polícia Militar enviou 60 fardados para monitorar a festa de encerramento da Volvo Ocean Race. Vinte e cinco homens ficaram no molhe peixeiro. Nenuma ocorrência foi registrada. A estimativa da PM é que quatro mil pessoas passaram pelos molhes de Itajaí e Navega.
O acesso de carros e motos ficou interrompido durante todo o dia, no acesso de Itajaí. O trânsito da rua Deputado Francisco Evaristo Canziani, nos acessos das praias de Atalaia e Cabeçudas, foi interditado do meio-dia às 14h. O guardinha Odair David explica que a intenção era fechar a via desde as 9h, mas como o movimento tava tranquilo, só brecaram na hora de maior fluxo.
O movimento foi menor que o esperado em Navegantes. Joab Bezerra Duarte Filho, do Navetran, ressalta que foi tudo tranquilo, sem tumulto. Na edição anterior da Volvo, cerca de oito mil pessoas deram adeus aos velejadores dos molhes de Itajaí e Navega.

Até piquenique com vista pro rio
Além de ver a saída dos barcos com vista privilegiada, o povão teve à disposição uma estrutura preparada especialmente para o evento. Em Itajaí, a organização disponibilizou sete tendas com cadeiras, tudo gratuito, para garantir uma sombrinha aos visitantes do molhe. A prefeitura também distribuiu seis mil bandeirinhas para o povão fazer bonito em toda a extensão do molhe peixeiro.
Foram instalados três food trucks (caminhões com venda de comida). Tinha hambúrguer, cachorro-quente, picolé e pipoca, além das barraquinhas de bebidas. Mesmo assim, muita gente preferiu trazer o rango, cadeiras e cangas de casa. Débora Coelho, 31, levou sanduiches para ela e os pais. “Estamos aqui desde às 8h30. Já passeamos pela Vila da Regata e depois paramos aqui para almoçar e aguardar a largada”, conta. Um palco, montado no início do molhe, levou boa música para a galera. As bandas Vintage Cult, Flerte, Volares e o Rapper Jav Gama garantiram a animação do início ao fim da festa.
Já em Navegantes, 26 banheiros químicos foram instalados ao longo do molhe do lado deng-dengo. Na parte de alimentação, quem comandou o evento foram os ambulantes. Carrinho de pipoca, churros e caldo de cana não faltaram. Do lado de lá, não teve shows neste domingo. Apesar do palco montado, as atrações rolaram apenas na noite de sábado.

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