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Presídio de BC começa a ser demolido

Quase cinco anos após o presídio Regional de Balneário Camboriú ser desativado, finalmente ele será demolido. Na quinta-feira da semana passada, a secretaria de Obras iniciou a limpeza e esta semana a demolição do prédio vai começar. Tudo que era aguardado dentro do presídio está ganhando uma nova destinação, segundo o delegado Regional David Queiroz de Souza.
O cadeião de Balneário foi desativado em 31 de maio de 2012, após o juiz Roque Cerutti determinar o fechamento. Desde que abriu as portas, há 45 anos, o prédio nunca tinha recebido uma reforma estrutural. Ele recebeu vários puxadinhos pra ficar maior, mas vivia superlotado e detonado. Não tinha condições de higiene e os presos viviam doentes.
O governo do estado ensaiou várias vezes a demolição para a sonhada construção do complexo da Polícia Civil de Balneário Camboriú. Só que o prédio nunca veio abaixo. Agora, segundo o delegado David, uma parceira foi firmada com a secretaria de Obras e o conselho da comunidade.
O prédio virou criadouro do mosquito da dengue e o programa de Combate à Dengue encontrou vários focos do mosquito aedes aegypti ali. “A demolição vai evitar principalmente que aquilo resulte acumulo de água parada e proliferação de dengue”, explica. Com a parceira, a polícia Civil também economizou R$ 50 mil com a contratação de uma empresa para fazer a limpeza e demolição do local.

Bens apreendidos
Antes de o prédio ir ao chão de vez, o pessoal está trabalhando na limpeza e na retirada de bens apreendidos que eram guardados dentro da antiga masmorra. No local tinha 20 carros e 100 motos. Os carros foram estacionados ao longo da rua Inglaterra, onde fica o antigo presídio, e a maioria das motos foi destruída ou levada para o pátio de veículos apreendidos.
As cerca de 200 bicicletas que estavam há anos largadas no local foram doadas para confecção de cadeiras de rodas. Os restos das tranqueiras foram retirados para dar lugar aos caminhões e às máquinas retroescavadeiras que vão demolir o prédio.
Assim que o terreno for limpo, a ideia do delegado regional é colocar contêineres no terreno para guardar os produtos apreendidos pela polícia, até que a construção do complexo vire realidade.

Novo prédio ainda não tem projeto aprovado
O delegado regional afirma que a delegacia da comarca, que fica ao lado do presídio, não tem mais condições de atender a demanda e por isso o complexo precisa sair do papel. “Não tem condições de a delegacia ficar do jeito que se encontra. Não comporta o número de policias, tem goteiras, as celas estão péssimas. A vítima de um crime acaba sendo vítima de novo quando chega na delegacia naquelas condições”, diz.
A ideia é que complexo abrigue a delegacia da comarca, a regional, a delegacia de trânsito e a divisão de Investigação Criminal (DIC). A polícia Civil tem uma verba de R$ 8 milhões do programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção do complexo. O problema é que o prédio ainda não tem nem projeto e nem aprovação do Conselho da Cidade e da secretaria de Segurança Pública.
A polícia chegou a trabalhar com a ideia de construir o complexo ao lado do fórum de Balneário, na avenida das Flores, mas como o negócio não deu certo, a Civil pretende manter a construção na rua Inglaterra. “A limpeza e demolição são os primeiros passos para que a gente verifique se há possibilidade de concretizar a construção do complexo na Inglaterra”, finaliza David.

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