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Prefeitura corta árvores gigantes na praça do antigo camelô

Esta semana a prefeitura detonou duas árvores frondosas, sob a alegação de que estavam doentes e atrapalhando.

O corte de duas árvores na praça Arno Bauer, no centro de Itajaí, na tarde de terça-feira, chamou a atenção de muita gente. As grandonas, das espécies Cinamomo e Grevílea, não eram nativas mas faziam parte do cenário da praça há pelo menos 60 anos.
A justificativa da prefeitura é que estavam com problemas de saúde e prejudicando o palácio Marcos Konder, sede do museu. Para um especialista ouvido pelo DIARINHO, antes de cortar as árvores, a prefeitura deveria ter plantado outras para substituí-las.
O trampo de corte foi feito pela equipe da secretaria de Obras. O secretário Tarcizio Zanelato informou que a retirada das árvores foi uma solicitação da fundação Cultural e que tinha licença da fundação do Meio Ambiente (Famai). Segundo ele, primeiramente elas foram cortadas a partir da base, mas posteriormente serão arrancadas as raízes.
Rogéria Santos Mussi, superintendente da Famai, diz que a licença para o corte das árvores existe há mais de um ano, antes do início das obras do museu. Segundo ela, um biólogo da prefeitura fez um estudo técnico e demarcou as árvores que poderiam ser retiradas. Ele apontou que duas delas estavam apodrecendo e já pendiam para o lado.
As árvores ficavam coladinhas no tapume que cerca o canteiro de obras do Palácio Marcos Konder, na praça Arno Bauer, ou antiga praça do camelô.
O superintendente da Fundação Genésio Miranda Lins, Antônio Carlos Floriano, afirmou que a retirada das árvores não era obrigatória para a obra de ampliação do museu. Mesmo assim, argumentou, precisaram ser arrancadas. “Uma delas já estava condenada e a gente temia porque tava colocando em risco a população. A outra tava causando problemas para o museu, sempre caía galhos nas calhas”, diz.
Floriano avalia que depois a conclusão do restauro e ampliação do museu, e com a retirada das árvores do meio da praça, o local ficará mais limpo e livre entre o museu e a Casa da Cultura Dide Brandão.

Obras
As obras de restauro do Palácio Marcos Konder estão quase prontas. Floriano informa que faltam apenas alguns detalhes e a instalação de ar-condicionado. O museu terá uma nova expografia, que é a forma como as obras são expostas. O prazo é que o restauro seja concluído no final de agosto.
Já as obras da área de ampliação do museu devem demorar mais um pouquinho. A instalação das estruturas metálicas está pronta, mas falta colocar os vidros, pisos e acabamentos.

Novas árvores teriam que ser plantadas antes
Apesar de não serem nativas, as frondosas Cinamomo e Grevílea tinham uma função importante na praça. O arquiteto e urbanista Carlos Antônio dos Santos explica que as grandonas ajudavam a filtrar gás carbônico, quebrar o vento e, claro, proporcionavam sombra.
Por isso, mesmo tendo que tirar as árvores, o ideal seria ter substituído as verdonas. Primeiro, sugere Carlos, deveriam ter sido plantadas outras árvores perto, esperado elas crescerem e, aí sim, retirado as doentes.
Carlos comenta que cinamomos, tulipeiras, flamboyants, figueiras fícus, falsas seringueiras, entre outras, são espécies exóticas que jamais deveriam ter sido plantadas em áreas urbanas. “Com o tempo elas sofrem com o apodrecimento interno”, explica.

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