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Preconceito ainda existe, diz costureira

Preconceito é o que também sente a costureira Maria (nome fictício), 45, de Balneário Camboriú. “Hoje, se eu colocar abertamente para as pessoas que eu tenho HIV, acho que vou perder clientes”, acredita.
Maria convive com o vírus há pelo menos 25 anos. Teve três filhos. Somente a mais velha, hoje com 23 anos, herdou o HIV. A descoberta foi quando a menina tinha de 13 pra 14 anos. O baque, segundo a costureira, foi superado pela família com conversa e bom humor. “A questão emocional é preponderante,” garante. E emenda: “Conheço pessoas que nem eu, que não usam drogas, que não são promíscuas e adoeceram de tanto pensar a respeito da situação”.
A costureira foi contaminada pelo primeiro marido, que já faleceu. Nunca se quedou. Se casou novamente, separou, teve uma empresinha de costura, contratou funcionárias, criou filhos, chorou, sorriu, adquiriu a casa própria e mantém um pique de poucos. “Acordo às 6h30 e às vezes só vou dormir depois das 11 horas da noite, entre os trabalhos daqui e de lá”, cita, referindo-se ao ateliê e às atividades de dona de casa.
Ela também acredita que o número de infectados vem crescendo porque a AIDS não assusta mais tanto as pessoas. “Tenho ouvido muito isso, de que as pessoas não tem mais medo do vírus”, preocupa-se.

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