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Preço do material escolar pode variar quase 400%

Pra não sair no prejuízo, Procon orienta os pais a baterem perna e fazerem pesquisa de preço antes de comprar

Final de janeiro já começou a entrar na lista de prioridades das famílias a compra de material escolar. Para ajudar, o Procon de Itajaí fez uma pesquisa de preços em oito estabelecimentos comerciais e observou diferenças que chegaram a 377,86% no mesmo artigo. A bizolhada comprova que se o consumidor bater perna comparando os preços vai gastar muito menos.
A pesquisa do Procon avaliou 23 itens que estão em todas as listas de material escolar, como lápis, apontador, caderno, borracha, caneta e tinta guache. O produto que apresentou a maior variação de preço foi a cola branca (40 gramas), que pode ser encontrada de R$ 0,45 a R$ 8,25. Já o que teve a menor diferença de preços foi o papel sulfite (100 folhas), vendido de R$ 2,39 a R$ 3,95.
A variação de preços entre os estabelecimentos diminuiu, se comparar com a pesquisa realizada no ano passado. Em 2014, a diferença foi de quase 900%. O consumidor também pode economizar mais que no ano passado se optar em comprar apenas os itens mais baratos da lista. Enquanto em 2014 era necessário desembolsar R$ 31,10, em 2015 pagará R$ 24,75. Porém, se optar em comprar os itens mais caros, eles ficaram 20,8% mais salgados que ao ano anterior.
“Na pesquisa não é levada em consideração a qualidade nem a marca dos produtos. Avaliamos somente os menores preços praticados para cada item da lista, uma das razões para tanta variação de preços”, explica o chefe do Procon, Rafael Martins.
Os produtos foram pesquisados na papelaria Dani, na avenida Reinaldo Schmithausen, em Cordeiros; Big Star, no calçadão da Hercílio Luz, papelaria Moderna, na rua Felipe Schmidt, no centro; Companhia do Papel, na rua Indaial, no São Judas, Colegial, na rua Cônego Tomaz Fontes, centro; Ellos, rua Tijucas, centro; Milium, na rua Silva, no centro, e livraria Catarinense, no Itajaí Shopping.

Tem que riscar da lista
Alguns produtos de uso comum estão proibidos de constar na lista de material, como papel higiênico, sabonete, toalha, esponja, algodão, fita, cartucho ou tonner para impressora, álcool, CD, giz, talheres e copos descartáveis.
Já com relação a folhas de papel A4, o Procon diz que só é permitido às escolas pedir uma resma por aluno. Mais do que isso é considerado abuso. As escolas também não podem exigir marcas nem indicar estabelecimentos para a compra dos materiais, nem mesmo a própria escola, a não ser quando somente um local venda o produto solicitado.

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