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Povão vai à justiça contra instalação de antena em Balneário

Segundo a galera, antena emite radiação cancerígena; especialista diz que ficar pendurado no celular faz mais mal

Moradores do bairro das Nações, em Balneário Camboriú, estão furiosos com a instalação de uma antena de telefonia na rua Paraguai. O medo da radiação que esse tipo de antena pode produzir motivou três reuniões da comunidade e uma ação civil pública deve rolar, visando impedir a instalação do equipamento.
Uma comissão formada por seis pessoas lidera o movimento, que deve finalizar um relatório hoje, para ser encaminhado ao ministério Público. De acordo com uma das organizadoras, a comerciante Kennely Momm, estudos elaborados pela própria comissão apontam que a radiação eletromagnética pode causar câncer.
“É uma antena da Vivo. É como instalar um microondas na nossa cabeça. Em torno da antena tem escolas, creches, casas de madeira e até mesmo a igreja”, reclama a mulher, que mora nas Nações há mais de 22 anos. “Não houve estudo de impacto ambiental, impacto na vizinhança, reuniões, nada”, complementou a mulher.
Para complicar, o DIARINHO apurou que a obra chegou a ser embargada no início da semana passada pela prefeitura de Balneário Camboriú, por falta de documentação. O secretário de Obras do município, Arlindo Cruz, assegura que o município não tem legislação específica que proíba essa instalação. “Solicitei junto à prefeitura que aguardemos até a próxima reunião do conselho da cidade, em 5 de dezembro, para que essa questão seja discutida também”, explicou o secretário.
A presidente do conselho fiscal da associação dos moradores do bairro, Vera Lucia da Silva, disse que associação tá junto com os moradores para brecar a obra. “Os moradores disseram que a obra só tem licença da Fatma. Vamos nos reunir com o advogado pra ver os meios legais para embargar”, disse a mulher.
A assessoria da Vivo informou ao DIARINHO que a construção da nova estação no bairro Nações é de responsabilidade de uma empresa de compartilhamento de infraestrutura, que poderá ceder a estrutura para uso não só da Vivo, como também de outras operadoras.
“Essa prática de mercado minimiza o impacto das torres na cidade. Em seus estudos, a Vivo identificou a necessidade de melhoria do serviço celular na região e planeja ativar novos equipamentos em 2016”, dizia a nota, que não abordou a suspeita da radiação ser ou não cancerígena.

Especialista diz que ficar horas no celular é pior
O doutor em engenharia e membro da câmara técnica de Interferência e Poluição Eletromagnética de Santa Catarina, Raimundo Peive, confirmou que a organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a radiação eletromagnética pode causar câncer. No entanto, garante que não há nenhum estudo sério que aponte uma relação da doença com a radiação de linhas de distribuição de energia e telefonia.
“Se falarmos de riscos sobre exposição de radiação, corre muito mais perigo a pessoa que fica muito tempo falando ao celular ou aquelas que estão próximas a aparelhos wi-fi do que as que moram ao lado de uma antena desta, por exemplo”, destacou.
Como nenhum estudo é esclarecedor, Raimundo recomenda que nestes casos é preciso ficar alerta e solicitar uma análise do conselho estadual do Meio Ambiente (Consema) que tem um setor específico para esse tipo de impacto. O telefone é o (48) 3665-4248 ou diretamente na secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, em Florianópolis, na rodovia SC-401, quilômetro 5, nº 4600, no Saco Grande.

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