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Povão espera até dois anos por um dentista

Professor é o número 277º da fila e tá desanimado

O professor Fernando de Tarso, 25 anos, está preocupado com o tempo que ainda pode levar a sua cirurgia no centro Odontológico Especializado (COE) de Balneário Camboriú. Ele consultou em fevereiro e foi informado que demoraria cerca de três meses para conseguir extrair os sisos. Ele é o 277º na fila de espera.
Fernando conta que consultou em fevereiro, mas retornou no COE, na rua Ceará, bairro dos Estados, no finalzinho de março para saber em que posição ele estava na lista de espera. “Ao questionar as atendentes, uma delas disse-me que havia cento e poucos na minha frente e que a previsão de atendimento é de três meses”, conta. Como Fernando queria saber exatamente em que posição estava na lista, foi orientado a procurar o site da prefeitura.
“Ao acessar o site percebo que sou o 218º na lista de espera para periodontia e o 277º na lista de espera para a cirurgia do siso, sendo que o primeiro da lista de espera está aguardando desde setembro de 2014”, diz, espantado. “O prazo de três meses será realmente cumprido pela prefeitura, visto que tem gente na lista de espera há quase dois anos?”, questiona.
Onésio Wippel, diretor do COE, afirma que são chamados cerca de 100 pacientes por mês para cirurgias, por isso a previsão é que Fernando seja atendido daqui dois meses.
Só que ele não pode bobear, porque o COE liga três vezes para a pessoa que está na espera. Se não atender, perde a vez e vai para o final da fila.
É por isso, segundo Onésio, que existe tanta gente na lista desde 2014. “Se a pessoa não atende ou não vem, ela vai pro último lugar. Tem gente de 2013 que já foi chamada, mas ainda tá na lista porque não apareceu ou não atendeu”, informa.
O diretor afirma que há dois anos a situação era bem mais complicada, e já chegou a ter mais de mil pessoas aguardando atendimento.
O COE dispõe de cerca de 25 dentistas, entre pediatria e clínico geral, e dois cirurgiões. Nos casos de emergência, como dente inflamado ou quebra e gengivite aguda, o paciente não entra na fila de espera, ele é atendido no plantão de emergência. 

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