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Policial mata prima em acidente doméstico

Policial Militar e vítima passavam a temporada no litoral

Será enterrada na tarde de hoje, em Mafra, a jornalista Talita Regina Silveira da Glória, 32 anos. Ela morreu na noite de terça-feira, na casa onde passava férias, no centro de Balneário Piçarras, após ser atingida por um tiro acidental disparado pela prima, a policial Militar Karoline Cristine do Amaral, 28. A policial estava retirando a munição da arma, uma pistola Taurus .40, quando a arma disparou.
Talita foi acertada na altura do ombro. Os familiares colocaram a vítima em um carro e saíram em busca de um hospital. A vítima foi levada ao pronto-atendimento, mas não resistiu ao ferimento e morreu ao chegar na unidade.
A jornalista era de Mafra e tinha chegado em Piçarras na madrugada de terça-feira para passar férias no litoral com os pais. Casada e mãe de uma menina de três anos, Talita era diretora e sócia-proprietária da empresa Nine com Design, de Rio Negro, no Paraná.
O caso foi registrado na polícia Civil de Piçarras. A policial já entregou a arma e as munições na delegacia.
Em depoimento ao delegado Rafael Chiara, Karoline contou que trabalha na polícia Militar há três anos e que, quando chegou em casa, por volta das 21h30, tirou a pistola da bolsa para guardar a munição.
Ela contou que tirou o carregador da pistola e depois, quando foi tirar a munição do compartimento, a arma disparou. O disparo teria ocorrido sem que o gatilho fosse acionado, afirmou Karoline no seu depoimento.
Depois que deixou a prima no PA, Karoline se apresentou à delegacia. De acordo com a PM, ela está recebendo apoio psicológico.

Policial responderá por homicídio culposo
O delegado de plantão, Rafael Gomes de Chiara, já repassou o caso ao delegado titular da comarca, Wilson Masson, conforme nota à imprensa divulgada pela polícia Civil.
Foi aberto inquérito policial, Karoline foi interrogada e foram ouvidas as testemunhas que estavam na casa, bem como os policiais militares que atenderam a ocorrência.
O caso está sendo tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A pena varia de um a três anos prisão.
A polícia Civil ainda informou que os peritos criminais foram até a casa para confrontar os dados colhidos em depoimento. Com a ajuda das testemunhas, ainda foi feito uma reprodução do acidente.
O delegado também explicou que não houve prisão em flagrante porque Karoline se apresentou à polícia. “A responsabilidade por eventual crime militar será apurada pala PM de Santa Catarina”, completou o delegado na nota.

Amigos de trabalho lamentam morte
Na página do Facebook da empresa em que Talita era sócia, os amigos publicaram uma nota lamentando a morte da jornalista. “Ainda celebrávamos o seu retorno e os inúmeros projetos em que ela viria a somar, quando fomos tomados pelo susto de sua partida”, diz a mensagem.
Pela página, a empresa também repassava informações sobre o velório e o enterro, hoje, às 15 horas, em Mafra. “Nos cabe apenas permanecer unidos em oração para que, onde estiver, você sinta o quanto foi e é amada. Hoje, perdemos um pedaço de nós mesmos, um membro da nossa família que para sempre permanecerá em nossos corações”, encerra o texto.

Arma é da corporação
Em nota oficial assinada pelo tenente-coronel João Batista Réus, chefe do Centro de Comunicação Social da PM de Santa Catarina, o comando geral reforçou o depoimento de Karoline.
A PM confirmou que a policial estava na corporação há três anos e integrava o efetivo do 14º Batalhão de Jaraguá do Sul. O comando da PM ainda informou que a arma pertencia à corporação e passará por perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP).

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