Home Notícias Quentinhas Peixeiro fala sobre reconstruir vida após empresa sofrer dois ataques do PGC

Peixeiro fala sobre reconstruir vida após empresa sofrer dois ataques do PGC

O empresário José Laércio dos Santos, 57, nunca vai esquecer os dias 17 de novembro do ano passado e 5 de fevereiro de 2013, quando a sua empresa de fabricação de cordas sofreu ataques criminosos e acabou incendiada. Investigações da polícia apontam que os dois atentados foram orquestrados por membros do PGC. Sem a única fonte de renda da família, o empresário peixeiro tenta recomeçar a vida, mas já admite não ter esperanças de conseguir reconstruir tudo de novo. “Estou com 57 anos e não sou mais garoto. Eu comecei essa empresa há 37 anos”, lamenta.
No primeiro atentado, apenas parte do estoque foi atingida e a fábrica continuou funcionando normalmente. No entanto, a segunda ação dos bandidos foi fatal para o galpão na rua Orlando Ferreira, no bairro Machados, em Navegantes. Quase um mês após a nova tragédia, José calcula o prejuízo. “Perdemos tudo. Pelo menos 1200 toneladas de material viraram cinzas. Tive que dispensar um funcionário e estou pagando o salário de outros dois sem eles trabalharem. O prédio era alugado e eu ainda tinha mais quatro anos pra pagar, mas já entrei em acordo com o dono. Acho que perdi no mínimo uns R$700 mil com tudo isso”, lamenta.
O empresário garante que vai cobrar o prejuízo do Estado através de uma ação na Justiça, e ainda reclama da falta de ajuda da prefeitura de Navegantes. “Minha empresa foi atacada e eles querem que eu retire o entulho. Semana passada eu levei uma multa de R$20 mil da Fuman (fundação Municipal do Meio Ambiente de Navegantes) por causa disso. Mas eu não tenho dinheiro pra retirar. A prefeitura poderia ao menos me ajudar nisso, ao invés de multar. Pagava mais de R$ 50 mil em impostos por ano e é esse o tratamento que tenho”, lasca.
Vizinha da fábrica de cordas que virou cinzas, Otília Espíndola, 80, também teve prejuízo por causa do atentado na empresa ao lado de casa. “Tive que ficar dois dias fora de casa por causa da fumaça e ainda tive que reformar parte da casa, pois o muro caiu e parte da fumaça entrou e manchou o piso”, conta.

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