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Parceria entre a PM e a comunidade

Monitoramento das casas será feito por vizinhos em canal direto com a polícia

Os moradores de Penha estão montado grupos no aplicativo Zap-Zap que vão permitir contato direto com a polícia Militar. Sempre que rolar algum problema de segurança, é só pedir um help no grupo que a PM promete estar ligadona.
O projeto é chamado “Vizinho em Alerta”. Joinville e Balneário Piçarras já testaram e aprovaram a iniciativa. Em Penha, o grupo está sendo esquematizado pelo conselho Comunitário de Segurança (Conseg) em parceria com o 25º Batalhão de PM.
A polícia cria o grupo no Whats, adicionando os telefones celulares de moradores cadastrados. O grupo é administrado pela polícia, devendo ser usado só para questões de segurança. Nada de ficar mandando bom dia, piadinhas ou correntes furadas de internet. Quem se meter a besta, será excluído do grupo.

Líderes nas ruas
Para participar do projeto, os moradores precisam escolher um líder de cada rua. É ele quem vai mandar a lista com nome, CPF e identidade dos moradores para o Conseg. A listagem será repassada para a polícia, que vai analisar certinho a ficha de cada pessoa, até para ver se não há ninguém com pendência com a polícia ou com a justiça. Antes de o grupo começar a funcionar, rola uma reunião entre a PM, Conseg e moradores.
As ruas que participam do projeto são identificadas com placas, que levam letreiros e as marcas da PM e do Conseg. A sinalização fica na entrada e na saída das ruas, informando que no local os vizinhos estão atentos e unidos contra a bandidagem.
O morador que estiver cadastrado também poderá colocar uma placa na frente de casa, com a identificação.

Quatro grupos ativos
O presidente do Conseg de Penha, Carlos Henrique Régis, explica que o projeto permite uma ponte entre a comunidade e a PM. “Os moradores cadastrados têm ligação direta com a viatura de plantão”, disse.
Quatro ruas já estão com os grupos ativos e outras três se preparam para entrar em funcionamento em breve.
O objetivo é alcançar cerca de 70% das ruas da cidade. É um grupo para cada rua, mas dependendo do número de moradores, pode ter grupos com pessoas de mais ruas, se for necessário. Régis avalia que os resultados positivos já têm aparecido. “Onde foi implantado, houve uma diminuição das ocorrências,” comentou.
A cooperação entre vizinhos é outro ponto importante. As placas de identificação alertam à bandidagem que os moradores estão ligados naquela região. “A ideia é que um vizinho ajude o outro”, completou Régis. JB n

Parceria com a comunidade
O capitão Carlos Alberto Mafra Junior, comandante da PM de Penha, considera que o modelo dos grupos é uma prática de boa vizinhança aliada às facilidades da tecnologia.
A procura está sendo grande e já há uma lista de espera dos interessados em participar. “Nas ruas que implantaram o projeto não tivemos nenhum delito”, informou Mafra.
O capitão considera que os vizinhos funcionam como câmeras, monitorando a situação em cada rua e repassando informações à polícia.
Com mais interação com a comunidade, o trabalho da PM passa a ter melhores resultados. “Até pela falta de efetivo, a gente tem que fazer essas parcerias,” disse.
Os interessados em participar do projeto devem comparecer na sede da 3ª/25ºBPM, em Penha, ou procurar a diretoria do Conseg para mais informações.

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