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O mistério da casa do Mr. Grant

Uma das leituras da minha infância era a coleção de antologias de textos, organizada segundo os estados do Brasil. O volume referente a Paraná e Santa Catarina intitulava-se “Pinheirais e marinhas” – o quê, sobre ser poético é evidentemente reducionista. Mas denuncia uma obviedade: todo planaltino adora freqüentar as marinhas…
Lembro de uma senhora catarina, respondendo à filha que pedia autorização para o banho de mar em dia nublado:
_ Não, menina, praia hoje tá pra paranaense…
Mas o assunto diz respeito a essa assídua freqüência ao litoral catarinense. Era uma referência comum nas conversas, imediações da foz do Rio Itapocú e Praia de Barra Velha. Falava-se de uma “casa de ferro” na Praia do Grant – que teria sido um inglês very excentric ali morador, marcante o bastante para dar seu nome ao lugar.
O intrigante, no entanto, era e continua sendo a tal casa de ferro – que não investiguei na ocasião e agora me incomoda. Mesmo porque, li uma referência confiável mas pouco elucidativa, sobre a tal construção – portanto, não se trata de lenda. Existiu – terá desaparecido sem deixar rastro? O período deve corresponder – virada do século XIX para o XX – à intensa importação de construções de metal da Europa (Inglaterra, Bélgica, França) para o Brasil. Construções que se tornaram atração pelo inusitado da solução arquitetônica, inteiramente em ferro.
O sistema belga de chapas metálicas permitia importar e montar, a custo razoável, uma construção metálica – e, por incrível que possa parecer, o ambiente era habitável mesmo aqui nos quentes trópicos. Comprovei pessoalmente na Estação Ferroviária de Bananal – limites de São Paulo com Rio de Janeiro, região quente pra danar.
Já a coloquei a prêmio entre meus alunos: “quem conseguir uma boa notícia sobre a Casa do Grant, tira um 10!” mas não adiantou.
Então deixo esse apelo aos leitores do DIARINHO: alguém sabe alguma coisa sobre essa casa?! Não parece difícil que tenha despertado curiosidade e originado algum estudo que, na difícil circulação desse tipo de pesquisa no país, me tenha passado despercebido.
Se alguém dispuser ou puder localizar o suficiente para uma notícia, fica como sugestão publicar com o mesmo título desta crônica…

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