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Novas tecnologias transformam museu de Itajaí

Depois de dois anos fechado pra reforma, museu reabre com atrações de alta tecnologia que contam a história da cidade

Depois de dois anos de portas fechadas para reforma, o museu histórico de Itajaí, o Palácio Marcos Konder, no centro da cidade, reabriu ao público na manhã de ontem. O prédio com 91 anos de construção abriga obras que contam a história de Itajaí desde quando era habitada apenas pelos índios até os tempos atuais.
Mas o que chama a atenção não é apenas a reforma estrutural. O local ganhou novas tecnologias e formas de interagir com o público, ressalta Agê Pinheiro, o diretor do museu. “A partir do momento em que a história conversa com a pessoa, que ela sente, é o que dá o impulso para a interatividade do passado,” diz.
Essas sensações podem ser observadas por todo o museu. Desde uma sala com filme projetado por todas as paredes até pinturas que falam. A estudante de teatro Mariana Righetto, 17 anos, aprovou a reforma e, principalmente o uso do audiovisual. “Ele está muito diferente do que era antes. Está mais moderno e chama mais a atenção, pois faz referência ao passado com a modernidade”, comenta.
O museu ganhou climatização, iluminação específica para valorizar as obras, elevador transparente com capacidade para quatro pessoas e banheiros com acessibilidade.
Com a construção de um prédio anexo, que ainda está em obras, o subsolo do museu abriu espaço para receber exposições temporárias. O superintendente da Fundação Genésio Miranda Lins Antônio Carlos Floriano explica que antes o subsolo do palácio era usado para guardar o acervo, que chega a 12 mil peças. Por isso, o espaço era fechado para visitação.
Hoje, ele abriga uma mostra com quadros que retratam o andamento das obras de restauro do museu. O subsolo deverá receber a cada três meses novas obras temporárias.
Já o prédio anexo, erguido em aço e vidro, será usado para abrigar as reservas técnicas do museu e as áreas administrativas, de educação e de restauro. Segundo Agê, a obra mescla o passado, com o prédio histórico, e a modernidade, com um espaço contemporâneo. “A exemplo de vários museus, é preciso de um prédio anexo para as reservas técnicas, a limpeza das obras, o armazenamento. A integração dos prédios é fundamental”, comenta. A estrutura do prédio em vidro está pronta, mas ainda falta comprar os móveis e instalar equipamentos.
As obras de reforma e construção do anexo começaram em 2014 e custaram R$ 4,7 milhões. Neste finalzinho de ano, o museu vai abrir das 13h30 às 18h de segunda à quinta-feira, informou Agê Pinheiro. “No ano que vem vai depender da próxima administração”, afirmou.

O que o visitante vai encontrar
– Os primórdios (foto):
A primeira sala do museu é interativa e apresenta um vídeo. Os bancos, dispostos num formato que lembra um barco, ajudam a fazer com que o visitante se sinta navegando pelas águas do rio Itajaí-Açu. O vídeo, com membros da tribo indígena M’Biguaçu, mostra a fauna e a flora da região, os assentamentos indígenas e o aparecimento de posseiros, que ocuparam a cidade a partir do rio no século 18.

– Ocupação do território: A segunda parte da exposição também é interativa. Os quadros com os retratos de João Dias de Arzão, que foi autorizado pela coroa portuguesa a explorar as terras itajaienses, e Antonio Menezes Vasconcelos Drumond, primeiro homem a explorar as terras com madeira, literalmente conversam com o público.

– Villa de Ithajay (foto): A terceira sala possui uma maquete construída com papal machê e resina acrílica. Ela remonta a cidade entre as décadas de 1900 e 1930. A maquete se move conforme a década e mostra quando os casarões históricos foram construídos e como a rua Hercílio Luz já era o centro da cidade.

– O rio e o mar (foto):
A quinta sala conta parte da história do porto de Itajaí, possui ferramentas da carpintaria, além de uma estrutura de barco em madeira.

– Imigração:
Um painel com nomes e sobrenomes dos imigrantes relembra e homenageia as famílias que escolheram a terra peixeira para viver. O local ainda possui máquinas fotográficas e outros objetos da época.

– Relações internacionais (foto):
Nesta sala, o público é apresentado a alguns presentes que vinham de outros países para Itajaí, como do Japão. A ideia é mostrar a cidade no cenário internacional através da economia de cooperação com outros países.

– O século 20:
Uma sala com armários que lembram aqueles do tempo de escola guardam objetos do século 20. Cada armário possui uma peça, a maioria doada por moradores, que contam parte da história de Itajaí e do Brasil. Palmatória, máquina de costura, câmeras fotográficas são algumas das peças que os visitantes podem conhecer.

– Sociedade:
As paredes pintadas de verde escuro abrigam quadros com fotografias que contam como era a sociedade itajaiense nos anos 1900.

– Arte:
Este espaço é reservado a algumas obras plásticas, pinturas de artistas locais que fazem parte da história da cidade. Uma das obras é o retrato de Carmem Ehrardt, pistado por J. Brandão, em 1958. O professor e secretário de Educação de Itajaí, Edison d’Avila, comenta que Carmem foi a primeira itajaiense a se tornar miss de Santa Catarina.

– Fé e sincretismo (foto):
Nesta ala o visitante se depara com as culturas religiosas, como a festa do Divino.

– Espaço da poesia:
Uma sala exclusiva e dedicada as poesias de Marcos José Konder Reis. O acervo possui móveis da casa dele no Rio de Janeiro. Também há uma TV interativa que mostra todo o acervo de poesias de Marcos. Há vídeos com poesias declamadas por artistas locais.

– Salão nobre e subsolo: Fotos feitas pela arquiteta da prefeitura Rossana Ferreira. A mostra deve ficar até o mês de março. No subsolo também há acervo de armas e dinheiro antigo, além de objetos da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

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