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Nomes pra urna pra lá de esquisitos

Conheça a lista pra lá de exótica de candidatos a vereador que apostam em nomes chamativos pra ganhar voto

Grilo, Formigão, Rato, Tuiuiu, Bucica, Pokemon, Palhaço Sorriso, Meio Kilo. Não, não estamos falando de animais e nem de desenhos animados ou personagens infantis. Estes são os nomes de alguns candidatos a vereador da região.
A lista de nomes criativos, exóticos e engraçados é longa. Vai de Nair Bocuda a Pedrão Pão de Batata; de Nelson Bife a Prof. Kamikaze. Alguns são apelidos de infância e outros uma referência à profissão ou a uma característica pessoal do político.
O candidato pelo DEM de Balneário Camboriú Marcio Roberto de Paula Anhasco, 36 anos, faz parte dessa lista. Ele jura que o apelido Marcio Pokemon não foi escolhido por causa da febre do jogo Pokémon Go. Mas admite que adorou a fama e diz que isso tá ajudando na campanha.
Marcio é guia de turismo em Balneário e conta que o apelido veio há uns cinco anos, quando um argentino disse que ele era parecido com o Pikachu, personagem do desenho Pokémon. Desde então ele é conhecido como Pokémon e aproveitou o apelido para se lançar na sua primeira campanha como candidato a vereador. “Sou um cara bem divertido, sempre faço um agito com os turistas e este nome combina comigo. Com certeza tá me ajudando a ganhar votos”, diz.
Côco [isso mesmo, com acento circunflexo no primeiro “o”] é o apelido que o itajaiense Marco Antônio da Silva, 50 anos, carrega desde pequeno. Na infância, conta, quando brincava com os amigos num barrreiro atrás do cemitério do bairro Fazenda, recebia muita pedrada na cabeça. “Meu pai dizia que eu era cabeça dura, que não quebra”, conta. Foi aí que nasceu o apelido de Côco.
Há cinco anos Côco se envolveu com os passarinhos e organiza torneios de aves. Não demorou muito para ser chamado de Côco dos Passarinhos. Hoje, na sua primeira candidatura, resolveu usar o apelido de Côco Passarinheiro como nome de urna. “Optei pelo apelido porque ninguém me conhece por Marco”, justifica.
Para ele, o nome chama a atenção e é engraçado. “Ajuda bastante na campanha”, acredita Côco Passarinheiro.
Margarida Toto, Tatu, Valmor Folhetos Bíblicos, Mamão, J Ca, Everton Kexo, Drul Rapper e Zé do Cachorro são outros pra lá de esquisitos que se encontram entre os candidatos da região.

Para especialista, apelidos estranhos são jogada de marketing
O professor da Univali, Luciano Dalla Giacomassa, doutor em psicologia e especialista em administração de marketing, acredita que, se tratando de campanha eleitoral, a escolha dos nomes têm a ver com a intenção do candidato de ganhar mais popularidade. “Ele pressupõe que este nome vai ter uma adesão e uma lembrança maior por parte do eleitorado dele”, analisa.
Geralmente, observa o professor, os nomes são curtos, com no máximo três sílabas. Como Grilo, Bucica e Tatu. “Isso facilita a memorização e a lembrança na hora de votar”, ressalta.
Outra estratégia muito usada é o humor. Para Luciano, o uso de nomes engraçados ajuda na associação do candidato a algo positivo. “É o apelo pela emoção, por algo engraçado e não pelas propostas do candidato”, comenta.
Por último, muitos candidatos usam como nome de urna o apelido pelo qual são conhecidos no dia a dia. Além disso, o apelido geralmente vem desde a infância e isso acaba ajudando o candidato a resgatar o maior número de pessoas que o conhece desde pequeno.
Há também aqueles nomes que associam o candidato ao seu local de trabalho ou a sua função. Tudo isso, assim como o apelido, tem como intenção provocar a memória do eleitor e ganhar popularidade através do nome fácil de gravar na cabeça. 

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