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Mulher vai embora de casa e larga cãozinho

Peludo ficou 20 dias sem comida e água; tava comendo fezes quando foi resgatado

O guincheiro Gilson Tiago da Silva, 33, que mora no bairro Monte Alegre, em Camboriú, abriu o berreiro contra a ex-mulher que fugiu de casa e abandonou um cãozinho por mais de 20 dias sem água e comida.
O casal já está separado há cerca de seis meses e F. A.P.C., 33, vivia em outra casa, no mesmo bairro. Ela pegou suas coisas e sumiu no dia 27 do mês passado, deixando a cadelinha Belinha pra trás. A polícia Civil não quis registrar boletim de ocorrência por maus tratos.
Tiago só ficou sabendo do abandono depois que o dono da casa avisou que tinha um bicho preso e agonizando. O guincheiro foi até o local e Belinha foi resgatada pela janela. “Estava magra, fraca, irreconhecível. Não tinha comida, estava comendo as fezes,” conta Tiago, que garante que foi a segunda vez que a ex abandonou um bichinho..
Desde quarta-feira passada, Belinha está salva e morando na casa de Tiago. “Vou ficar com ela para mim”, avisa.

Polícia não deu bola
Tiago conta que o proprietário da casa onde a ex morava, foi até a delegacia do Monte Alegre pra denunciar o crime de maus tratos, mas o policial que estava de plantão se negou a fazer o registro, alegando ter coisas mais importantes no trabalho.
O delegado do Monte Alegre, Maurício Pretto, ouvido pelo DIARINHO, disse que os policiais são obrigados a receber todos os tipos de denúncias. Ele diz que vai apurar a conduta dos tiras da delegacia. “Maus tratos também é crime e os culpados precisam ser punidos”, tasca Maurício.
O dono da casa também foi até a ONG Viva Bicho, em Balneário Camboriú, pedir ajuda. A Viva Bicho ofereceu divulgar a história no Facebook e também orientou que fosse feito um BO na delegacia. A ONG Viva Bicho disse ao DIARINHO que abriga 1,4 mil animais, entre cães e gatos, e que não tem como atender toda a região.

Prefa não tem canil
O dono da casa alugada também procurou a prefeitura de Camboriú e lá descobriu que não há canil público na city. O engenheiro agrônomo da fundação Municipal do Meio Ambiente, Mauro Eichler, conta que a fundação faz a castração gratuita dos bichos, mas não tem como abrigá-los. “Até podemos tratar de ferimentos, hidratar, alimentar, mas acolher não há onde nem como”, afirma Mauro. Ele conta que normalmente os animais são encaminhados para a ONG Viva Bicho, de Balneário.
A sem coração que abandonou Belinha não foi encontrada pela reportagem do DIARINHO para dar a sua versão da história.

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