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MPF denuncia 16 ex-deputados de Santa Catarina por ‘farra de passagens’

Da região estão na lista Paulo Bornhausen (PSB) e João Matos (PMDB)

Dezesseis ex-deputados catarinenses estão na lista dos 443 políticos denunciados esta semana pelo Ministério Público Federal (MPF) no caso da farra das passagens aéreas, que veio à tona em 2009. A denúncia é que eles usavam indevidamente a cota de bilhetes grátis do Congresso Nacional.
Se as acusações forem aceitas pela Justiça Federal, os ex-parlamentares viram réus e vão responder por crime de peculato, cuja pena vai de dois a 12 anos de prisão.
Os nomes foram entregues à Procuradoria da República na última sexta-feira. O documento reúne 52 denúncias assinadas pelo procurador Elton Ghersel. Conforme o MP, as passagens aéreas foram usadas não para o deslocamento entre Brasília e as bases eleitorais, como prevê o benefício, mas para fins pessoais. Foram examinadas mais de 160 mil passagens aéreas pagas com dinheiro público entre 2007 e 2009.
Entre os políticos listados estão o do presidente estadual do PSB e presidente do conselho consultivo do Inovamfri, da associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí, Paulo Bornhausen, e do ex-deputado federal de Navegantes, João Matos (PMDB), secretário de Administração. Também estão entre os denunciados o ex-prefeito de Joinville, Carlito Merss (PT) e o ex-governador Paulo Afonso Vieira (PMDB).
Além dos catarinenses, há políticos bem famosos, como o prefeito Salvador, ACM Neto (DEM), Ciro Gomes (PDT), Antônio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB), os dois últimos presos na Lava Jato.

Rombo de R$ 70 milhões

A farra das passagens foi denunciada pelo portal Congresso em Foco em 2009. As reportagens revelavam que deputados e senadores faziam viagens a passeio pelo Brasil e pelo exterior, quando não passavam os bilhetes para familiares e amigos darem os rolês. O custo ficava por conta da Câmara Federal.
Segundo a Procuradoria da República, os gastos com as passagens somaram cerca de R$ 70 milhões. Só com viagens internacionais, o rombo foi de R$ 3,1 milhões.
O ex-deputado catarinense Paulo Bornhausen foi ouvido pelo DIARINHO ontem. Ele disse que assim que tomar conhecimento do teor da denúncia do MP junto ao Tribunal Federal, se manifestará. “No dia de hoje (ontem) fui informado que o material não está disponível ainda”, disse. O ex-deputado João Matos, de Navegantes, não foi localizado pela reportagem para comentar a denúncia.

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