Home Notícias Quentinhas Moradores tão com medo de assaltos perto do antigo Correios

Moradores tão com medo de assaltos perto do antigo Correios

Emerson Ramos se sente inseguro ao passar pelas ruas próximas ao antigo prédio dos Correios, na esquina das ruas Gil Stein Ferreira e Felipe Schmidt, no centro de Itajaí.
O local está abandonado desde maio de 2015 e acabou sendo ocupado por andarilhos e moradores de rua.
Emerson diz que ultimamente o povão que passa por ali está sendo assaltado. “Isso acontece principalmente quando as pessoas saem para o serviço no horário das 8h e depois à noite, a partir das 19h”, comenta.
Segundo ele, em alguns casos a polícia Militar foi chamada, mas não apareceu.
Já a PM informa que não foi registrada nenhuma ocorrência de assalto. Esta semana, os policiais foram chamados por algumas pessoas reclamando que os andarilhos estavam pedindo dinheiro. Como pedir dinheiro não é crime, os policiais não puderam fazer nada.
A polícia aconselha o povão a sempre ligar para o 190, que é o número de emergência da PM, em caso de assaltos. A ligação deve ser feita o mais rápido possível, para que a polícia possa identificar e prender o suspeito.
Não é aconselhável reagir ao roubo, porque o criminoso poder estar armado e atirar.

Abandono
O abandono do prédio dos Correios não é recente. No dia 16 de janeiro, o DIARINHO trouxe a matéria “Prédio vira moradia de andarilhos” mostrando a realidade do local, que virou abrigo de andarilhos.
Na época, os vizinhos do prédio contaram que todos os dias, bem cedinho, os mendigos pedem comida, dinheiro ou falam gracinhas para os trabalhadores. Ontem, o DIARINHO voltou ao prédio, não encontrou os mendigos, mas uma baita sujeirada. Roupas, tralhas e restos de comida espalhados na antiga entrada dos Correios.
O secretário de Desenvolvimento Social, Marcelo Sodré, informou que 70% dos andarilhos são de outros municípios. Segundo ele, a prefeitura oferece ajuda aos moradores de rua, que geralmente não aceitam. “Infelizmente, essa é uma questão muito complexa. Eles têm o direito de ir e vir e não podemos retirá-los a força”, explicou.

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