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Moradores da região reclamam da falta de calçadas e ciclovias

Povão levou várias sugestões para a audiência pública de ontem à noite

Os problemas que os moradores dos bairros Itaipava, KM 12, Arraial dos Cunha, Paciência, Limoeiro, Campeche, Brilhante I e II, Canhanduba e Laranjeiras enfrentam para zanzar por Itajaí foram discutidos ontem em mais uma reunião pra discutir a mobilidade urbana em Itajaí. Na ocasião, o povão sugeriu soluções para facilitar o vaivém pelas ruas dos bairros, a pé, de zica, carro ou ônibus. Estiveram presentes cerca de 30 pessoas.
O funcionário público Luis Carlos da Silva mora e trabalha no bairro Itaipava, às margens da avenida que dá nome ao bairro. Ele fez questão de fazer sugestões. “É uma pena que pouca gente compareça. A cultura do povo é de não se meter porque acha que é política e que nada vai ser resolvido”, opinou.
A presidente da associação de Moradores do Itaipava, Emilene May Bento Dagnone, de 37 anos, avisa que a principal dificuldade no bairro é a precariedade das calçadas. Ela conta que a prefa cimentou o passeio dos pedestres nas bordas da avenida, há cerca de um ano, mas só em alguns trechos. Ela reclama da qualidade do material. “Além de não estar acabada, a obra apresenta rachaduras e quebras. Para uma calçada de um ano atrás, acho que deveria estar em melhores condições”, reclamou Emilene.
A estudante Schaiane Aline, 25 anos, tem uma filha de três meses e anda com um carrinho de bebê pra cima e pra baixo, passando dificuldades no bairro Paciência. Sem calçadas, garantir a segurança dela e da sua pequena é um desafio. Ontem, Schaiane dava passos pelo bairro Paciência ainda mais temerosa porque precisou buscar duas sobrinhas pequenas na escola, uma de cinco e outra de sete anos. “Andar pela rua com um bebê e duas crianças pequenas não é fácil, imagina então sem calçada”, conta.
As audiências públicas que discutem os problemas nos bairros seguem até o dia 16 de abril. Depois disso, a associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), que tá organizando os bate-papos, vai analisar os dados coletados. No começo de junho, rolam as audiências para a aprovação do plano. A redação final será entregue no fim de junho.
Os encontros com o povão são uma exigência da lei federal 12.587/2012, que determina que as cidades que têm mais de 20 mil habitantes tenham um plano de mobilidade urbana. EG n

A PRÓXIMA REUNIÃO É NO DIA 13 ABRIL
Bairro Cordeiros
das 18h30 às 22h
Salão Paroquial da igreja São Cristóvão
Rua Odílio Garcia, 445
Área de abrangência: Cordeiros, Murta e Salseiros

Lombadas são reinvidicação
A presidente da associação de moradores do bairro Itaipava reclama da falta de equipamentos que regulem a velocidade dos carros na avenida. Ela diz que já foram solicitadas lombadas à prefa, mas o pedido não foi atendido. “Quando o trânsito da rodovia Antônio Heil tranca, muitos carros desviam por aqui”, explica. Aí o bicho pega, com pernas e pneus dividindo o mesmo caminho por centenas de metros.

Zicas não têm vez
A questão das bicicletas também é um problema. Luana Franciane Pereira, 27 anos, mora na Itaipava há pouco mais de uma semana. Ela veio de Tijucas e se espantou com a falta de um espaço seguro pros ciclistas. Perto do quilômetro 12 da avenida, ela teve que descer da bike e empurrar a magrela em um trecho onde o asfalto terminava rente a dois paredões de terra. “Preferi vir empurrando porque não tem ciclovia ou calçada para passar. Qualquer descuido pode causar um acidente”, conta.

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