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Máquinas tão tirando sono de morador

Quem mora próximo ao campus da Univali, no centro de Itajaí, tá perdendo as manhãs de descanso aos sábados. Um morador reclama que a equipe de limpeza da secretaria de Obras tá abusando dos horários e perturbando o sossego da galera. No finde, a peãozada limpa as calçadas em frente à universidade e usa máquinas bem barulhentas. A prefa defende que o trampo só acontece a cada 75 dias, mas os moradores desmentem a afirmação.
De segunda à sexta-feira, o corretor de imóveis, Rafael Lira, 42, pula da cama cedo, às cinco da manhã. Sábado e domingo, o cara pode roncar até mais tarde, mas desde o ano passado ele perdeu essa tranquilidade. Rafael mora em um prédio ao lado da Univali e, todos os sábados, às 6h30 da manhã, os moradores são acordados com a barulheira de máquinas da secretaria de Obras.
Para recolher as folhas do chão, a peãozada usa um soprador de folhas. “Eu vim para Itajaí procurando sossego”, bufa. O cara entende que a limpeza das ruas é algo positivo para a cidade, mas defende que o soprador de folhas não é necessário e o trampo pode ser feito com uma vassoura. “A secretaria deve respeitar a lei do silêncio e utilizar as máquinas depois das 7h da manhã”, diz.

Bateu o pé
O ruído do soprador de folhas continuará. De acordo com o secretário de Obras, Tarcízio Zanelato, o cronograma de limpeza urbana não será alterado. As máquinas usadas no trampo, como o soprador e capinadeiras, seguem as normas da lei complementar número 24, de 2003, que dispõe sobre os ruídos urbanos. “Todos os nossos equipamentos de limpeza estão nos decibéis aceitáveis”, garante. O horário, segundo a lei, é das 7h às 19h.
Ele comenta que o barulho feito pelo soprador é semelhante aos ruídos de um ônibus e não atrapalha o descanso da comunidade. O barulho não pode ultrapassar os 65 decibéis permitidos por lei. A equipe de limpeza retorna ao local a cada 75 dias. “Nós temos pontos de partida. Não é todo sábado que começamos a limpeza no mesmo local”, diz.
O cronograma de limpeza urbana é alterado só quando há muitas reclamações. “Não tem como atender uma queixa individual”, lasca. Se houver mais de cinco queixas sobre o mesmo caso, a secretaria estuda o perrengue para melhorar o bem-estar do povão.

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