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Mais de 600 ciclistas pedalaram em zicada

Mais de 600 bicicleteiros participaram, neste domingo, da pedalada de 90 quilômetros entre a city-peixeira e Cambu

Belas praias, um visual deslumbrante, muito suor e disposição em cima da magrela fizeram do segundo evento de Cicloturismo, um verdadeiro sucesso. Com um aumento de 50% no número de mulheres e crianças participantes em relação ao ano passado, o mais velho da tchurma tinha 71 anos e a mais novinha era uma garotinha de 10 anos. E o mais legal é que ambos completaram todo o circuito de 90 quilômetros entre os municípios de Itajaí e Camboriú.
Porém, o que mais chamou a atenção entre os amantes das zicas foram as novas amizades feitas. “Foi um dia lindo, de muitas amizades iniciadas e apenas um acidente, mas nada grave. Estamos muito felizes com essa segunda edição. As mulheres e crianças deram um show”, explica Marines Ronchi (a Mari), que é uma das organizadoras do evento, promovido pelas lojas Pedalli e Pedal da Mari.
A concentração rolou às 6h30 da manhã em frente ao Mercado Público de Itajaí. Logo às 7h, o grupo de 660 ciclistas inscritos no evento largou, passando pela igreja Matriz, molhes do Atalaia, Cabeçudas, chegando até Balneário Camboriú pela Praia Brava e pela Interpraias, onde a tchurma parou pra descansar antes de seguir pra Camboriú, onde os ziqueiros almoçaram na cascata do Encanto.
O retorno do passeio foi pelo Rio do Meio entrando pela contorno Sul, já na city peixeira. O entardecer já se encaminhava quando o grupo chegou novamente no Mercado Público, após 12 horas de pedal, percorridos 90 quilômetros.
Segundo a organização, participaram ziqueiros de 40 cidades da Santa&Bela, inclusive dois estrangeiros, um argentino e um italiano.

Amantes das pedaladas
Débora Duarte foi uma das ciclistas que encarou o pedal durante o finde. “Eu vim de Blumenau só para participar. Foi um sonho realizado. Parece que você não vai conseguir terminar o percurso, mas uma força entra no seu corpo e você acaba terminando. Valeu muito. Ano que vem estou aqui de novo. Já peguei os contatos dos novos amigos e vamos nos falando”, revelou a ciclista que contava com a torcida do pai e do namorado na hora da chegada.
Já o funcionário público José Inácio preferiu destacar a mudança radical que o cicloturismo teve na sua vida. “Eu jogava futebol apenas e não abria a mente para outros esportes. Somente no ano passado eu aderi ao cicloturismo e parece que entrou no sangue. Todo dia eu tenho que pedalar. Não somente o condicionamento físico melhora, mas a mente também, sem falar nas novas amizades que se formam. Hoje em dia, por causa do cicloturismo fui até para a Itália”, relata José Inácio, de 59 anos.
Um participante de Jaraguá do Sul, a 100km de Itajaí, preferiu destacar o trabalho da organização do evento. “Tinha banheiros químicos, água e energéticos toda hora que você precisava. Furou um pneu e rapidamente ele era consertado. Impressionante. Participo sempre de corridas e passeios de bike, mas esse foi uma das melhores”, considera Rafael Silva, administrador.
Rafael Zimermam, vendedor de Brusque, ficou encantado com o visual do passeio de zica. “É impressionante a diferença entre o visual de carro e quando a gente está de bike. Tudo fica mais bonito e real de bike”, explicou o ziqueiro que também fez novas amizades. “Agora é só ficar nas redes sociais conversando pra marcar outros rolês de bike”, diz.
A terceira edição do Pedal da Mari tá confirmada pela organização do evento, mas só pro ano que vem. No entanto, os novos amigos e o amor pelo cicloturismo seguem pela vida toda.

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