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Itapema tá entre as preferidas da turistada

Água quentinha, areia fofa e atividades pra toda a família atraem turistas de todos os cantos do Brasil

Entre o Canto, a do Centro e a Meia Praia, Itapema tem aproximadamente 12 quilômetros de orla. Um dos destinos mais procurados pelos turistas na região, a praia oferece opções de diversão, banheiros, estacionamento digrátis, mas peca quando assunto é servir o povão na areia da praia. Pra comprar água o povo precisa esperar algum ambulante ou atravessar a avenida beira-mar e procurar restaurantes e lanchonetes no asfalto quente. O mar também não anda lá essas coisas. De acordo com o último relatório da fundação do Meio Ambiente da Santa & Bela (Fatma), a água está suja perto do rio Bela Cruz, em frente a rua 129 E1.
O acesso à praia do Centro é fácil e deixar o carro coladinho à areia, na avenida beira-mar, não custa nenhum pila. Pra quem gosta de mamata basta alugar uma cadeira e um guarda-sol, com preços que variam entre R$ 5 e R$ 20, e montar o acampamento na praia. Pra quem não curte dar uma de siri e ficar torrando na areia escaldante, cerca de sete empresas oferecem o serviço de banana boat. Os passeios radicais custam R$ 20.
Já quem quer se aventurar no surfe, pode alugar uma prancha. Os preços variam. A de bodyboard custa cinco pilas a hora. As pranchinhas custas R$ 10 e os pranchões R$ 15. O surfista, que precisa soletrar o nome cada vez que conhece alguém, Abriosnai Raele Halbing, 36 anos, diz que a temporada está bombando por causa do tempo bom. “Estou trabalhando desde o dia 22 sem parar”, comemora o cara, que é chamado pelo apelido de Nai por causa do nome gringo.
O preço da comida é semelhante ao de outras praias. O milho verde e o churros custam R$ 4 e são vendidos nas barraquinhas improvisadas em cima da areia. Há quatro anos os quiosques foram demolidos e os lanches, água, refri e cerveja só podem ser vendidos nas lanchonetes da avenida. A garrafinha de 500 ml de água custa três pilas, o refri R$ 3,50 e a cerveja varia entre sete e nove reales.
Pra tomar coco em Itapema é uma novela. A fruta só é vendida em algumas lanchonetes na beira-mar. Na areia os ambulantes vendem o coco em copos de 400 ml que custam R$ 5. “O pessoal sempre reclama que queria tomar direto da fruta, mas acaba comprando por causa do calor”, conta o ambulante Rafael Zainedin, 25. Segundo ele, o sistema que é parecido com o de chope dá mais lucro. Isso porque, em média, cada coco rende um copo e meio de água. O lado bom dessa história é que não se vê resto de coco jogado na areia da praia.

Turistas adoram a praia, mas acham tudo caro demais
O advogado Erni Jandrey, 63, veio com a família passar as férias na praia de Itapema. Há seis anos, ele veraneia por essas bandas e escolhe a cidade porque tem amigos na Capital do Ultraleve. “O mar é quentinho e pros meus netos é uma beleza”, conta.
Ele é natural de Cruz Alta (RS) e diz que curte a praia, mas não gosta dos preços. Segundo o advogado, as comidas e bebidas nos supermercados estão cerca de 20% mais caros que nos pampas. Como alugou um apê bem pertinho da orla, a família traz a própria bebida pra areia. Na opinião dele, os quiosques de milho e churros deveriam vender, pelo menos, água.
Outra gaúcha, a professora aposentada Lora Magna, 68, tava curtindo a praia neste domingo e está contando as horas pra rever Bombinhas. “Eu gosto de praias mais agrestes. Adorei a Praia Brava, em Itajaí”, diz. Pra ela, o que falta em Itapema são mais shoppings de praia no centro. Um ponto positivo que ela destaca é a infraestrutura dos apartamentos alugados na temporada. “Deixam tudo muito confortável para os turistas, isso é muito positivo”, fala.
Já pro professor aposentado Luiz Mauhs, 67, que passou de turista a morador há sete anos, falta infraestrutura para os quiosques. Mesmo assim, ele paga o maior pau pela praia. “Amo o meu Rio Grande, mas sou apaixonado por Itapema”, declama.
Enquanto a turistada aproveita a praia, Marizete Manerich, 54, trampa pra sustentar a família. Com tino pro negócio, ela resolveu alugar pranchinha de more-bug no comércio de churros e milho verde. “Mas isso não dá dinheiro”, solta. Além disso, Marizete também aluga cadeiras de praia e guarda-sol. Mesmo com a variedade de oferta, ela reclama que a temporada é uma das mais fracas dos últimos 14 anos, tempo em que trampa na areia. “Ano passado, a gente trazia cadeira de casa pra sentar, porque alugava tudo; agora tá sobrando cadeira”, reclama.
A mulher também chia que falta infraestrutura e que todos os turistas vivem reclamando que ela não tem água à venda. “Mas não pode, é determinação da prefeitura”, explica Marizete, que paga R$ 2 mil pra prefa pra trampar na temporada.

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