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Hospital manda grávida embora; Bebê nasce em casa

Enfermeira do Ruth Cardoso teria mandado a mãe embora porque criança iria demorar. Não deu 15 minutos a pequena nasceu

Um nenezinho com pressa de nascer. Uma mãe experiente que sabia o que estava acontecendo. Uma enfermeira mais interessada em encerrar o seu turno. Essas três combinações tiveram um final feliz, apesar das circunstâncias, conforme denuncia o empresário Jeimy Delgado Nunes.
Elisama Meister tem 19 anos e já era mamãe de duas crianças, quando no sábado de madrugada sentiu que o terceiro bebê estava chegando. O marido a levou ao centro obstétrico do hospital Ruth Cardoso, onde às 6h40 a grávida de nove meses foi examinada pela enfermeira Carina, que considerou que os três centímetros de dilatação e o sangramento não eram ainda motivo pra internação.
O paizão conta que a esposa estava com contrações fortíssimas, em intervalos de 30 segundos, fato minimizado pela profissional da triagem, que a mandou ir para casa comer alguma coisa porque o nenê estaria com fome. Indignado com a atitude da enfermeira, Jeimy lembra que ela mandou o casal voltar quando as contrações ficassem mais intensas.
“Nós moramos no bairro Nações, bem longe do Ruth, mas por sorte minha sogra mora a duas quadras do hospital, e foi lá, no banheiro, que a neném nasceu, em menos de 15 minutos”, relata. Para ele, a pressa para ir embora do trampo teria sido o motivo pelo qual Carina despachou a esposa.
O empresário continua a história fazendo questão de atestar o bom atendimento do pessoal do Samu e da maternidade do Ruth, que examinaram mãe e filha logo depois. Mas ele está irredutível na intenção de processar o hospital, especialmente a enfermeira Carina, pelos riscos desnecessários a que foram submetidas a recém-nascida e a mulher. Jeimy fez questão de voltar no domingo, quando houve a troca do plantão, para mostrar à enfermeira as fotos e vídeo do que aconteceu logo que ela os despachou com tanta pressa e grosseria.
Por sorte, Elisama e a filhota estão bem, em casa, sem nenhuma sequela do nascimento em condições improvisadas. Agora a família vai à Justiça para exigir seus direitos alegando negligência, danos morais e maus tratos. MF n

Hospital garante que fez tudo certo
A administração do Ruth alega que a jovem mãe estava há 12 horas sem se alimentar e com apenas três centímetros de dilatação quando procurou o hospital, às 5h52 do dia 28. Por esta razão, após um exame que detectou baixa atividade do bebê, foi aplicada uma injeção de glicose com um medicamento para enjoo. Foi solicitado que ela e o acompanhante voltassem às 7h para um novo exame.
O hospital se defende informando que a paciente coletou material para exame no dia 25 de fevereiro e não foi buscar o resultado, que deu positivo para uma infecção urinária que deveria ter sido tratada. Elisama teria sido atendida em todas as 10 vezes que procurou o hospital no mês de fevereiro.

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