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Hoje e amanhã tem eleição pra diretor de escolas

Disputa vai rolar em 39 unidades de ensino. Saiba como escolher o novo diretor do colégio dos pequenos

Mesmo sob críticas de parte da comunidade escolar, o governo da Santa & Bela promove hoje e amanhã a eleição para os diretores de colégios estaduais. Das 42 unidades de ensino da região, 39 delas tiveram candidatos, informa a professora Isabel Cristina Cardoso Belizário, chefona da gerência Regional de Educação (Gered) de Itajaí.
São 52 interessados em virar chefão de colégio. A escola de Educação Básica Manoel Henrique de Assis, de Penha, foi a única em que três profissionais da educação disputam o cargo de diretor. Em outros 11 colégios, a concorrência é entre dois candidatos. É o caso do Colégio Nilton Kucker, de Itajaí, e o da escola Presidente João Goulart, de Itajaí, por exemplo.
Na grande maioria das unidades escolares, no entanto, não rola disputa. A eleição vai ser uma espécie de referendo, já que há apenas uma concorrente. Nesse caso, a cédula vai ter o nome do canditado e duas opções: um “Sim” e um “Não”.
Em três escolas não teve candidato interessado em participar, informa ainda Isabel Belisário. A 15 de Junho e a Ari Mascarenhas, no São Vicente, em Itajaí, e a Ruizelio Cabral, no bairro Nova Esperança, de Balneário Camboriú. “Vai continuar o mesmo diretor e se por acaso ele não quiser continuar, aí será indicado um dirigente pela gerência de Educação até a próxima eleição”, completa.

Candidatos tiveram que apresentar plano de trabalho
A campanha eleitoral já dura cerca de dois meses. Pode se candidatar todo professor ou especialista em educação que seja efetivo no estado, tenha 40 horas semanais de trampo e esteja, pelo menos, há um ano na mesma unidade de ensino onde disputa o cargo de diretor.
Todos os candidatos, diz a chefona da Gered, tiveram ainda que apresentar um plano de gestão, que foi avaliado por uma equipe técnica. Eles também têm que estar matriculados ou já formados num curso de gestão com no mínimo 200 horas como alunos.
Ah! Somente pode ser candidato quem tivesse, no máximo, cinco faltas injustificadas nos últimos três anos. Não foi o caso das escolas da região, mas em outros cantos da Santa & Bela muito professor interessado ficou fora porque participou da greve no começo do ano, reclamou Luiz Carlos Vieira, coordenador estadual do sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Santa Catarina.
Para Isabel Belisário, a grande sacada da eleição para os diretores de escola é porque o processo desvincula a ocupação do cargo das indicações político-partidárias.
O mandato tem duração de quatro anos, mas o diretor pode dançar no meio do caminho, caso o conselho deliberativo da escola, formado por pais, professores e alunos, entenda que o eleito não esteja dando conta do recado. “Esse é outro ponto positivo. Se a comunidade perceber que não está dando certo, tem oportunidade de rever a sua escolha”, ressalta.

A ELEIÇÃO EM NÚMEROS
39

ESCOLAS TERÃO ELEIÇÃO HOJE E AMANHÃ NAS CIDADES DA FOZ DO RIO ITAJAÍ-AÇU
20.000

ESTUDANTES (APROXIMADAMENTE) APTOS A VOTAR NA REGIÃO
1500

PROFESSORES, ENTRE EFETIVOS E TEMPORÁRIOS, PARTICIPAM DA VOTAÇÃO
A OPINIÃO DE QUEM VAI ESCOLHER OS DIRETORES

Luiz Carlos Vieira, coordenador estadual do Sinte
Apesar da democratização das escolas ser uma luta antiga dos professores, a forma da eleição dos diretores dos colégios estaduais não agradou a direção do sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Santa Catarina. A principal crítica, aponta Luiz Carlos Vieira, coordenador estadual do Sinte, é o poder de uma comissão formada pela secretaria de Educação em barrar o plano de gestão apresentado pelos candidatos. “Para poder concorrer, o professor tem que passar por uma banca avaliadora. E isso é uma sacanagem. Quem tem que dizer se aceita ou não o plano de trabalho do candidato é a comunidade escolar e não o governo”, critica.
Vieira também questiona o poder de voto dos pais, que vale duas vezes mais que o voto dos alunos e dos professores. “A intenção do governo é valorizar o pai para ele participar da eleição, mas não é isso vai fazer o pai ir votar”, avalia.

Osmar Teixeira, presidente da União dos Estudantes
Aos 17 anos, aluno do colégio Estadual Deputado Nilton Kucker, é o presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Itajaí. Representa cerca de 20 mil alunos que, entre hoje e amanhã, estão aptos a votar nos diretores de escola. “Acho um momento democrático. Mas não porque o governo quis, e sim porque houve luta para isso”, dispara o rapaz.
O líder estudantil também critica a exigência de ter no máximo cinco faltas não justificadas no ano pra poder ser candidato. Isso, segundo ele, inviabiliza bons candidatos que participaram da greve deste ano.
Outra alfinetada de Osmar é quanto ao período em que a eleição está acontecendo. “Já no final do ano, numa tentativa de realizar o pleito sem alunos”, acusa. Mas pondera: “Vejo uma grande conscientização dos estudantes em exercer a cidadania”.

Germano Wanderley Vieira, pai de duas alunas
Germando Wanderley Vieira, 46 anos, morador do centro de Itajaí, tem duas filhas no ensino fundamental da escola de Educação Básica Pedro Paulo Philippi, de Itajaí. “Tenho acompanhado esse processo há uns dois meses. As duas candidatas conversaram comigo”, conta.
Uma delas acabou desistindo e, admite Germano, ficou justamente a candidata que já havia ganho sua simpatia. “Conheço bem o trabalho das duas e já acompanhava o trabalho da candidata que ficou. Já era voto escolhido”, revela.
O pai das meninas, que têm 11 e 15 anos, elogia a democraticação das escolas estaduais catarinenses. “É muito importante essa eleição. Até então, era só questão de política. Agora tem a oportunidade dos pais saberem quem estão colocando na direção da escola”, analisa.
As filhotas, garante Germano, já disseram que também participarão como eleitoras.

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