Home Notícias Quentinhas Guentadas 16 motos suspeitas que tavam sendo “exportadas”

Guentadas 16 motos suspeitas que tavam sendo “exportadas”

16 motos foram apreendidas quando seriam embarcadas para o Maranhão

Um esquema de adulteração de motos que eram revendidas para o nordeste do Brasil foi desmantelado pela polícia Militar e a Civil de Bombinhas. Um ônibus fretado, que levava 16 motos pro Maranhão, foi apreendido. Quatro pessoas foram presas. A delegada Luana Backes investiga a origem das motos, mas quatro delas já foram identificadas como furtadas.
A polícia tinha a informação, desde o ano passado, de que trabalhadores do estado do Maranhão voltavam para casa, após o trabalho durante a temporada de verão, em ônibus fretados e cheios de motos.
Na manhã de segunda-feira, a PM conseguiu interceptar dois ônibus. Os maranhenses estavam carregando 16 motos na rua Capivaras, no bairro José Amandio, quando a polícia chegou. A delegada Luana determinou que todas as motos e os envolvidos fossem levados à delegacia.
A maioria das motos tinha alguma pendência no financiamento bancário. Elas foram vendidas para terceiros. Os maranhenses também não tinham recibo ou outro documento que comprovasse a compra das cabritas.
O Instituto Geral de Perícia (IGP) de Balneário Camboriú foi até Bombinhas e conseguiu verificar que quatro motos eram adulteradas. “Duas estavam com o lacre da placa com registro de furto e duas eram idênticas, com a mesma placa e o mesmo número de chassi”, informou a delegada.
As motos foram roubadas em cidades da região, como Blumenau, Penha e Joinville. “Os espelhos do CRLV das quatro motos também foram roubados em Joinville”, contou a delegada.
Aleilson Fonseca, 31 anos, Ismael Costa de Sousa, 19, Maria José Ferreira Araújo, 36, e Sérgio Nascimento Bastos, 20, foram autuados em flagrante por receptação e uso de documentos falsos.

Perícia
As motos ainda vão passar por uma perícia mais detalhada. Também vai ser investigado quem as vendeu.
Os outros 12 nordestinos foram liberados e puderam seguir viagem, mas sem as cabritas. Segundo a delegada, eles trabalharam como garçons ou vendendo produtos nas praias. Eles pagaram cerca de R$ 4 mil por cada moto, valor que seria bem abaixo do de mercado.
O grupo só conseguirá reaver as motocas se elas não foram adulteradas e se as dívidas com as financeiras estiverem em dia. “A esperança agora é que parem com essa prática que, de acordo com as denúncias, vem ocorrendo há muitos anos, sempre ao término da temporada de verão. Temos que identificar e punir a pessoa que vende essas motos”, explicou a delegada Luana. 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com