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Greve interrompe matrículas no Ifsc de Itajaí

Paralisação iniciou na segunda-feira

Os funcionários do instituto Federal de Santa Catarina resolveram cruzar os braços na segunda-feira. A paralisação não tem previsão pra acabar e acompanha as reinvindicações dos servidores federais. Estão suspensas as matrículas para novos alunos nas unidades de Itajaí e de Florianópolis.
Em nota oficial, a direção do Ifsc esclarece que a entidade possui cerca de 1,6 mil servidores e que o andamento das atividades depende do grau de adesão ao movimento. Além disso, a reitora argumenta que é provável que o atendimento ao público siga rolando em alguns campi, já que nem todos os servidores aderiram ao movimento.
Dos 22 campi do estado, apenas Itajaí e Florianópolis estão com as novas matrículas interrompidas. No entanto, como não há previsão pro berreiro acabar e as negociações são feitas diretamente entre os servidores e Brasília, os alunos precisam acompanhar as notícias atualizadas no saite do Ifsc pra não perder datas.
O instituto ainda não fez o balanço do número de funcionários paralisados, mas garante que as aulas não foram prejudicadas, pois nesta e na próxima semana os alunos estão em período de férias. O retorno das atividades depende do resultado das negociações.

Lista de pedinchos
As reivindicações dos servidores do Ifsc acompanham as exigências nacionais e também a lista de berreiros dos servidores dos institutos federais. A lista é grande. Os principais pedidos são o reajuste de 27,3% nos salários, mas o governo oferece apenas 21%.
Os servidores também querem jornada de trabalho de 30 horas, uniformização das políticas de progressão pros professores, democratização das instituições federais de ensino, fim do ponto eletrônico e do controle de frequência para os técnicos administrativos.

Povão reclama
Quem está sofrendo com tantas greves rolando ao mesmo tempo é o povão. O INSS, a Justiça do Trabalho e agora o Ifsc estão em greve. Um denunciante que não quer se identificar está bravo com a paralisação da Justiça do Trabalho. Nervoso, o homem questiona o porquê da greve se os salários por lá são tão altos. “Os maiores prejudicados somos nós, mortais trabalhadores. Tudo atrasa e nada se esclarece”, lasca.

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