Home Notícias Quentinhas Folha de pagamento chegou no limite

Folha de pagamento chegou no limite

Luzia inchou a folha de pagamento e já não pode mais contratar ninguém e nem conceder vantagens pra servidores

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) informou que a prefeitura de Camboriú ultrapassou em 90% o limite máximo com despesa do salário dos servidores. Nos últimos 12 meses, o gasto com o faz-me-rir dos barnabés foi responsável por mais da metade dos R$ 142 milhões em receitas líquidas do município.
De maio do ano passado a abril deste ano, foram pagos R$ 76,9 milhões aos funcionários públicos, entre efetivos e comissionados. A prefa está a apenas R$ 200 mil do limite máximo e, se passar do percentual previsto como teto na lei de Responsabilidade Fiscal, não pode, por exemplo, receber transferências voluntárias ou contratar operações de crédito.
Pela lei, existem três faixas de alerta. O primeiro apito soa quando a administração municipal ultrapassa o limite de 48,6% do arrecadado com folha de pagamento. A segunda faixa, chamada de limite prudencial, é entre 51,3% e 54%. A prefeitura de Camboriú está em 53,86%, muito próxima de estourar o teto de gastos.
A partir de agora a prefeitura não pode fazer contratações nem dar vantagens a servidores.
Guido Vanderlinde Junior, 43 anos, assessor da Contabilidade da prefa, defende que não há motivo pra pânico. “O TCE emite os alertas e dá um prazo para a prefeitura de adequar à lei de Responsabilidade Social. As punições não são automáticas”, afirma.
Conforme dados do Portal da Transparência, o gasto mensal com folha de pagamento em 2016 vem crescendo mês a mês. Em janeiro, foram R$ 4,1 milhões. A previsão para a folha de julho é de R$ 4,5 milhões.
Guido reconhece que o gasto é realmente excessivo e uma das justificativas foi o aumento de 11,63% concedido para os professores da rede municipal. “A folha da secretaria de Educação representa 60% da folha do município. Para cada 100 reais arrecadados pra folha, R$ 60 vão para a educação. Sem contar que a verba do Fundeb (fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) não aumentou este ano”, carcou.
O assessor avalia que uma solução para o problema é cortar cargos comissionados e reduzir horas extras. “Vamos ter que enxugar”, concluiu.

“É má gestão”, alfineta presidente do sindicato dos Servidores
Doni Fausto Frainer, 35 anos, presidente do sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú (Sisemcam), avalia que o estouro das contas da prefeitura é reflexo de como a prefeita Luzia Coppi Mathias (PSDB) administrou a máquina pública. Pra ele, uma gestão desastrosa.
O sindicalista cita como exemplo as prioridades da administração municipal. “Dinheiro para festa Rural e Natal Luz não falta”, criticou.
Ainda segundo o Portal da Transparência, a prefeitura de Camboriú tem 812 funcionários efetivos, que é a turma que prestou concurso público. Tem ainda 256 comissionados, os aspones indicados pela prefeita e outros políticos.
Doni, porém, contesta esses números. Segundo ele, um levantamento feito pelo sindicato no ano passado, apontou que a administração municipal empregava 1600 efetivos e mais de mil comissionados. “Tem que cortar os comissionados e ponto final”, defendeu o sindicalista.
O assessor Guido, da contabilidade da prefeitura, argumentou que o site onde está hospedado o conteúdo do Portal da Transparência pode sofrer atualizações e falhas, por isso os números acabam não batendo. Ele não soube informar quantos eram os servidores do município atualmente.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com