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Foi assassinado em boate e polícia nem foi avisada

Polícia de Balneário Camboriú registrou o crime mas esqueceu de avisar a de Itajaí, onde a morte rolou. Investigações nem começaram

Clayton Braga Pires Júnior, 22 anos, foi morto com um tiro na cabeça na boate Infinity Clube, às margens da BR-101, em Itajaí. O crime aconteceu no sábado passado, durante uma festa promovida por uma galera que curte som automotivo.
A família está revoltada porque cinco dias depois do assassinato, a polícia ainda não tinha começado as investigações. A morte também não foi informada à imprensa pela polícia, como normalmente acontece.
Clayton, morador do bairro Nova Esperança, em Balneário, estava curtindo a festa com a mulher Rafaela Sacenda, 19, a cunhada e um casal de amigos, quando levou um balaço na cabeça.
Rafaela conta que Clayton estava abraçado pelas costas com a mulher, e que ela até ouviu o estampido da bala.
Embora estivessem mais de 100 pessoas no local, os bombeiros e a PM não foram acionados para o socorro.
Os seguranças da festa colocaram a vítima em um carro particular e a levaram para o hospital Ruth Cardoso. Clayton morreu antes de dar entrada no pronto-socorro.

PM foi avisada
A PM de Balneário foi chamada pela equipe do Ruth Cardoso e registrou o assassinato. O corpo de Clayton foi levado para o IML e enterrado na tarde de domingo, no cemitério da Barra. A mulher dele também registrou o caso na delegacia de BC.
O que causou estranheza à família foi o fato de a imprensa não ter noticiado o crime e nem a polícia Civil ter chamado as testemunhas na delegacia. “Queremos saber o que está sendo feito, queremos justiça”, reclamou a víuva da vítima. Clayton e Rafaela são pais de um menino de dois anos e meio.
A PM de Balneário, embora tenha atendido e registrado a ocorrência no hospital, informou que não houve a divulgação do assassinato aos jornais porque o crime aconteceu em Itajaí. A competência seria da PM peixeira de avisar. Já a PM de Itajaí alegou que nem ficou sabendo do assassinato.
Embora Rafaela tenha registrado a morte na delegacia de BC, a polícia Civil não repassou o caso à divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí. O delegado Weydson da Silva confirmou à reportagem do DIARINHO que as investigações nem começaram.
No próximo sábado, amigos e familiares da vítima se reunirão no posto Tigrão, na BR-101, para uma manifestação. O objetivo é caminhar até o centro de Balneário com cartazes pedindo justiça. O protesto terá início às 13h30.

Ninguém sabe motivo
Rafaela não viu o rosto do assassino do marido. Mas várias versões já surgiram para explicar o crime no meio da boate. Uma delas é de que Clayton teria cantado uma mulher acompanhada e teria sido morto por causa disso. Rafaela não acredita nessa versão, já que o marido passou toda a noite com ela. “Não houve brigas, nem desentendimentos com qualquer pessoa,” assegurou.
Outra versão é sobre um suposto acerto de contas. Clayton estaria devendo R$ 500 da compra de um som para o carro. O asssassino teria matado Clayton para se vingar.
Rafaela confirma que a dívida existe, mas diz que só soube depois do crime que o marido supostamente estaria sendo ameaçado de morte. A polícia vai investigar o caso.

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