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Família e amigos fazem as últimas homenagens

Biel, que mobilizou o Brasil na busca por um doador de medula, foi enterrado ontem em Itajaí

De um espaço para festas, o Centreventos de Itajaí se tornou um ambiente de luto e tristeza, ontem, quando recebeu o velório do menino Gabriel Coelho, 14 anos. Biel lutava contra uma leucemia mielóide aguda desde fevereiro de 2015, mas não resistiu ao tratamento e morreu na manhã de domingo, em um hospital de São Paulo.
O último adeus ao menino reuniu familiares, amigos, conhecidos e até quem nunca teve contato Biel. O corpo do garoto chegou à cidade na manhã ontem, assim como os pais Evaldo Domingues Coelho Junior e Andrea Costa. O velório foi até às 15h, quando ocorreu um culto e, em seguida, o sepultamento no Cemitério da Fazenda.
A notícia da morte foi uma surpresa para a família, já que Biel se recuperava do transplante de medula óssea ocorrido no dia 9 de julho. “O transplante deu certo, teve 100% de pega e no último exame ele não tinha mais câncer, o milagre tinha acontecido. Mas como estava muito fragilizado, acabou não resistindo”, conta o avô paterno, Evaldo Domingues Coelho.
De acordo com ele, após o transplante Biel pegou uma bactéria no estômago e teve insuficiência respiratória, o que acabou ocasionando uma parada cardíaca.
Coelho diz ainda que a luta do menino mobilizou o país e chamou a atenção para o sistema de saúde pública. “São 10 mil novos casos de câncer todo ano e apenas 300 leitos. Muitas famílias, assim como nós, não imaginam que é uma doença tão grave, e estão despreparadas. Os bancos de sangue também estão despreparados, tudo é muito demorado”, desabafa.
Para o avô, além de toda a luta e persistência para vencer a doença, Gabriel será lembrado por ser um menino sorridente e brincalhão. “Era baterista na igreja, um menino educado, enfim, uma criança muito boa. Estamos arrasados”, afirma. A família ainda não sabe se dará continuidade à campanha que mobilizou o país em prol do garoto.

Importância da doação
Quem conheceu Biel não consegue conter as lágrimas quando fala sobre ele. Sarah Beatriz descreve o menino como uma criança muito feliz, alegre. “A mãe dele, Andrea, é nossa líder no grupo de jovens e estava sempre com ele. Dizíamos que era nosso chaveirinho. Como eu morava perto deles pude conviver mais com o Gabriel. Ele era muito carinhoso e lutou até o final. O que mais queria era voltar para casa”, relata.
A amiga conta ainda que quando foi visitar o menino em São Paulo voltou fortalecida. “Eu achei que iria levar força para eles, mas foi o contrário. A família do Biel sempre se doou muito, até no hospital eles iam visitar outros pacientes para dar apoio. Viviam um dia de cada vez, sempre com esperança”, comenta.
Carol Milani também participa dos encontros do grupo de jovens e lembra que Biel era muito estiloso. “Ele adorava bonés. Tinha um riso fácil e gostoso”, emociona-se. Para ela, o menino ensinou a todos sobre a importância de se doar ao próximo. “Essa mobilização pelo Gabriel foi uma resposta por tudo que a família dele fez,” diz.
Conhecido da família, Carlos Silva acompanhava a luta do menino desde o início. De acordo com ele, Gabriel nunca desistiu de lutar e mesmo no hospital falava sobre Deus e dava apoio a outras pessoas. “O Gabriel lutou e venceu, assim como está escrito no cartaz perto do caixão. Através da vida dele, cumpriu sua missão”, observa.

Itajaienses se despedem
A luta do pequeno guerreiro Biel por um doador de medula óssea percorreu o mundo e mobilizou milhares de pessoas.
Muita gente soube de sua história pela internet, jornais ou televisão e fez questão de se despedir do menino ontem. Graziele dos Santos Machado e Letícia Raulino Bernardes souberam da morte ainda no domingo. “Ele mobilizou todo país, lutou até o último minuto e os pais largaram tudo por ele. Acho que nos deixa uma lição de vida e de nunca desistir”, afirmam.
As amigas Milena da Silva Corrêa, Pâmela Inês da Silva e Elaine Durigon Mehlhorn também seguiam a história do menino Biel e ajudaram a família comprando camisetas da campanha. Elas viram a notícia da morte pelo Facebook e decidiram comparecer ao velório. “Ele deixa uma lição de caridade, compaixão e das pessoas se doarem mais”, completa Milena.

Crianças da região precisam de ajuda contra o câncer
Duas crianças da região seguem lutando contra o câncer e precisam de ajuda para custear o tratamento. Uma delas é Camille Zanoello, 10 anos, que foi diagnosticada com um tumor no cérebro em maio. Desde então, a família de Navegantes corre contra o tempo para tratar a doença rara. Para isso, ela precisa ir aos Estados Unidos fazer um tratamento inédito, que custa R$ 119 mil mais taxa médica e medicação pagas em dólares. Como a família não tem condições de arcar com todos os custos, pede ajuda. Para colaborar é só entrar no site www.catarse.me/camille e escolher um valor. A doação pode ser em cartão de crédito ou em boleto. Quem quiser pode depositar direto na conta da família, no Bradesco, agência 0163, conta 0561609-3, em nome de Renata Aparecida Vieira Zanoello, CPF 003.988.579-89, ou Unicred, agência 1301, conta Corrente 225.228-7, também em nome de Renata. Atualmente, a menina faz quimioterapia e radioterapia no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) de Florianópolis.
Quem também precisa de apoio para fazer uma cirurgia é a pequena Isadora Hundsdorfer Gaya Pimentel, de 10 anos. A menina de Itajaí luta contra um tumor cerebral há oito anos. Hoje, ela está internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em um hospital de São Paulo com os pais. A família não tem como bancar todos os custos do tratamento, que deve continuar após a cirurgia. Para ajudar Isa, basta depositar qualquer quantia no banco Itaú, agência 0292, conta 778685, em nome de Klein Costa Pimentel, CPF 07091509978.

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