Home Notícias Quentinhas Ex-presidiário monta um “pronta-entrega” de munição

Ex-presidiário monta um “pronta-entrega” de munição

Guilherme de Lima foi flagrado com um arsenal que tinha até balas de armas exclusivas das forças armadas. Polícia agora investiga se os nomes que ele anotou num caderninho eram de clientes

Um homem suspeito de fornecer munições pra bandidagem foi preso durante uma operação da polícia Militar no loteamento Conde Vila Verde, região do distrito do Monte Alegre, em Camboriú, na noitinha de terça-feira. Guilherme de Lima, 49 anos, tinha em casa quase 350 balaços de armas de vários calibres. Parte da munição é de armamentos exclusivos das forças de segurança. Com ele também foi encontrada uma escopeta sem registro.
Uma denúncia anônima feita através do número 190, da PM, por volta das 21h, fez o comando dos fardados da Capital da Pedra mobilizar os parrudões do pelotão de Patrulhamento Tático (PPT). O dedo-duro contou que Guilherme tinha em casa, na rua Flamboyant, um carregamento de munições.
Ao revistar a casa do suspeito, os policiais se surpreenderam com o que encontraram por lá. As azeitonas tavam escondidas numa caixa de madeira. Foram recolhidos, ao todo, 344 munições de oito calibres diferentes. Havia balaços de revólveres e pistolas de calibre 32, 38, nove milímetros, ponto 40, 28, 22 e até de espingardonas de calibre 12, além da escopeta (que é uma espingarda de grosso calibre com o cano cortado).
Além das balas, também foram recolhidos da casa R$ 1.324 em dinheiro vivo. O dindim, suspeita a polícia, teria vindo da venda de munições e, provavelmente, até de armas.
Guilherme negou que era dono da mercadoria. “Ele alegou que pertencia a uma pessoa que mora com ele e teria trazido do Paraguai”, conta o tenente Tiago Ghilardi, da PM da Capital da Pedra. O colega de Guilherme não foi encontrado. “Ele não soube dizer o nome dessa pessoa e falou que ela teria viajado para o Paraná”, completou.
A polícia Militar suspeita que Guilherme esteja atuando como fornecedor de armamentos e munições pra bandidos do distrito do Monte Alegre, já que, além das azeitonas de calibres diversos, foi encontrado ainda um caderno com anotações de possíveis clientes. O suposto negociante do mal foi preso e levado à depê. A princípio, ele vai responder somente pelo crime de posse ilegal de arma.
Guilherme já tem ficha no mundo do crime. Saiu há poucos meses da cadeia e, segundo a polícia, teria dito pra várias pessoas que, como vingança, iria matar o PM que o prendeu. “Esta ameaça também está sendo investigada”, afirma o tenente Ghilardi.

Parte das munições é de uso exclusivo das forças de segurança
O tenente-coronel Marcello Martinez Hipólito, comandante do batalhão da PM de Balneário Camboriú, diz que dois tipos de munição encontrados na casa do Conde Vila Verde são de uso restrito das forças armadas. “O que nos preocupa mais são as aparições da nove milímetro e a da ponto 40”, comenta o estrelado.
O mandachuva da PM acredita que esse tipo de carregamento tenha sido trazido, principalmente, do Paraguai. “Até mesmo armas nacionais eles trazem de lá [do Parágua]”, acrescenta.
Ainda segundo o comandante da PM, apreensões desse tipo não são comuns, principalmente por ser mais de um calibre de munição apreendido numa taquarada só. “Nós tivemos outras apreensões de armas, mas poucas com tantas munições, inclusive de uso restrito”, concluiu.

Já fez trampo de disque-crack
O homem encontrado pela PM de Camboriú com farta munição ilegal não é flor que se cheire. Guilherme de Lima já foi preso por tráfico de drogas. Em 2010, a própria PM desmontou um esquema de tele-entrega de crack, tocado por ele.
Guilherme tinha um ponto de mototáxi em casa, na rua Flamboyant. Além de passageiros, também levava pedras do demo pra viciados. Era como se fosse uma delivery do mal. O cliente ligava, fazia a encomenda e Guilherme e seus comparsas levavam a droga.
Em 23 de outubro daquele ano, ele foi preso junto com Elza Ribeiro Santos dos Anjos, 30 anos, Moacir de Paz, 34, e Ciro Cordeiro de Jesus, 30. Com eles, a PM apreendeu cerca de 80 pedras de crack e R$ 3,6 mil em dinheiro vivo. O quarteto foi parar atrás das grades.
De acordo com a polícia, ao sair da cadeia, Guilherme voltou à atividade de mototaxista.

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