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Entrou doente e morreu acidentado

Hospital alagou com chuvarada do dia 5 de janeiro, senhor escorregou, bateu a cabeça e morreu cinco dia depois ao tombo

A família de Osmar Antônio Luciano, 70 anos, pretende processar o hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, por negligência. O morador do bairro São Vicente deu entrada no hospital no dia 28 de dezembro de 2016, com edema e infecção pulmonar. Onze dias após a internação na ala do Sistema Único de Saúde (SUS), ele morreu vítima de um traumatismo craniano.
Osmar caiu no corredor da unidade, que foi molhado durante um temporal que atingiu Itajaí no dia 5 de janeiro. Testemunhas contam que chovia mais dentro do que fora do hospital. Com a chuvarada, a ala onde o paciente estava alagou, Osmar escorregou e, com a queda, bateu a cabeça.
O paciente teve que deixar o quarto 411 porque segundo o que conta o filho da vítima, Rafael Luciano, 26, a chuva molhou todo o quarto. A cama ficava embaixo de uma luminária que virou uma cachoeira. Com tudo molhado, ele o paciente caminhou até o corredor e levou o tombo. “Ninguém apareceu para ajudá-lo. Meu pai ficou abandonado”, narra Luciano, com a voz embargada.
Para a família, o hospital alegou que o paciente escorregou na rampa de cadeirantes, versão que diverge do que diz Margareth Santos, 50 anos, que estava no hospital acompanhando outro paciente na mesma ala. “Eu o vi caído no corredor. Caía água pelas luminárias, canos e tudo ao redor. Nunca vi aquilo, chovia mais dentro do que fora do hospital. Um caos total”, lembra.

Quase ganhando alta
No dia da chuvarada, o paciente ligou para a família, por volta das 18h, para dizer que não havia necessidade de ninguém ficar como acompanhante, pois ele já se sentia bem. Mesmo assim, a esposa de Osmar foi ao hospital.
Duas horas após o telefonema, quando chegou ao hospital, a mulher recebeu a notícia do neurologista que seu esposo estava em coma, com um coágulo e diversos pontos de sangramento no cérebro. Cinco dias após o tombo, Osmar faleceu.
Segundo a família, a alta seria no dia seguinte ao acidente. O senhor era natural de Penha, mas há meio século vivia em Itajaí. Eletricista automotivo, ele tocava a empresa a FL (Família Luciano), mecânica e elétrica e pretendia se aposentar ainda este ano.

Família vai processar Marieta
Como a família acredita em negligência no atendimento prestado ao senhor, está levantando informações para processar o Marieta. “Estamos reunindo provas, mas até o final deste mês vamos ingressar com uma ação contra o hospital por evidência de negligência em uma situação de emergência”, explicou o advogado da família, Antônio Sereniski.
Através da assessoria de imprensa, o hospital Marieta informou que lamenta a morte do paciente, mas que não irá se manifestar antes de fazer toda a verificação interna do ocorrido.

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