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Entrevistão com o escritor Cláudio Bersi de Souza

“A Penha teve duas fases importantes: antes e depois de Eugênio Krause e antes e depois de Beto Carrero”

Inspirado pelo mar, Cláudio Bersi de Souza começou a ler entre as viagens de marítimo. O gosto pela leitura fez nascer o desejo de escrever. Nos mais de 20 anos em alto-mar Cláudio leu e escreveu muito, até nascer o primeiro “filho”, o livro “Um beijo na tempestade”, em 1984. Hoje com 28 livros escritos, Cláudio busca, com a sua mais recente obra, fazer justiça a história de Itajaí. À jornalista Franciele Marcon ele falou sobre a pesquisa e o livro “2020 – Itajaí, 200 anos”, que propõe uma revisão histórica e a correção para a data de comemoração do aniversário de Itajaí, 5 de fevereiro de 1820. Com isso, daqui a quatro anos a cidade comemoraria o segundo centenário. O prefeito Marcos Konder chegou a comemorar os 100 anos da cidade em 1920, mas não conseguiu mudar a data de fundação. Além desse objetivo, o escritor falou sobre literatura, o gosto pela leitura, o crescimento de Penha, os livros publicados e aqueles que ele ainda esperar escrever. As fotos são de Douglas Schinato.

“Em 2020, nós vamos comemorar o segundo centenário de Itajaí. Tá perto e ainda dá tempo de preparar a festa.”

“Atualmente, você vê uma igreja em cada esquina. (…)Eu acho bom, porque deixa todo mundo à vontade.”

Raio X
NOME: Cláudio Bersi de Souza
NATURALIDADE: Itajaí, mas sempre viveu na Penha
IDADE: 81 anos
FILHOS: três filhos e três netos
FORMAÇÃO: fundamental
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: marítimo desde os 16 anos; motorista e maquinista da Marinha Mercantil aposentado há 30 anos; escritor com 28 livros publicados, cadeira de número 3 da Academias de Letras do Brasil seccional de Penha e colunista do DIARINHO

DIARINHO – Como surgiu o seu gosto pela escrita?
Cláudio Bersi de Souza: Começou pela leitura. Desde pequeno gostei de ler e isso foi me atraindo cada vez mais. Eu lia tudo. Quando eu comecei a ler autores famosos, como José de Alencar e Machado de Assis, me encantei. Eu fui marítimo desde os 16 anos, e a bordo lia muito. E veio aquela vontade de também ser escritor. Para levar isso a efeito, levou mais tempo, porque a gente não dispunha de computador, de internet, nada. Era só manuscrito ou datilografia. Eu cheguei a ter uma máquina de escrever a bordo e fui desenvolvendo. A maior parte era manuscrito, escrevendo sobre o joelho, em uma tábua, porque não tinha uma mesa a bordo. Meu barco era pequeno, depois passei para maiores. Em 1963 eu já rabisquei meu primeiro romance, que só fui editar em 84: o “Beijo na Tempestade”. Foi um sucesso. Na época eu vendi 440 livros na noite de autógrafo. Até a imprensa estadual comentou. Eu autografei 311 livros, me lembro bem, os que faltaram foram aqueles que não quiseram ficar em fila esperando. Fui um recordista nesta parte. E aí vem aquela cobrança “não vai sair mais nada?”. Eu parti para escrever outro livro, quatro anos depois, “Uma luz na solidão” – também um romance. O primeiro livro foi lançado nas dependências da Fucat – hoje é Univali, lá em Armação, na Penha. O segundo livro foi lá também. O terceiro eu fiz um livro histórico de Penha. [O gosto pela escrita veio em alto-mar?] O mar era inspirador. Na minha fase de adolescência e mocidade, tudo tinha um sentido para fazer romance. A gente usava aquele cenário marítimo. Aquele ambiente era bastante inspirador.

DIARINHO – O senhor é uma das figuras mais conhecidas de Penha. Como avalia o crescimento da cidade nas últimas décadas?
Cláudio: Penha foi emancipada em 1958, não tinha energia elétrica, custou a desenvolver, a dar uma arrancada para o progresso. Com relação à pesca, que era a base econômica do município, sem energia elétrica não tinha meio de conservação do pescado. O gelo natural não daria conta de suprir. Em 63, quando veio a energia elétrica, me parece que foi o desenvolvimento de tudo. O mundo deu uma reviravolta a partir daí. A Penha teve duas fases importantes: antes e depois de Eugênio Krause e outra antes e depois de Beto Carrero. Hoje Penha, através do parque Beto Carrero, tem sua economia alicerçada na rede hoteleira. Hoje estamos perto de 200 unidades de hotéis e pousadas. A pesca tem seus limites. Embora o município seja também campeão em maricultura, na criação de marisco e no camarão. Uma coisa puxa a outra: isso traz o desenvolvimento. O mercado imobiliário cresceu paralelamente. Hoje temos condomínios grandes e tem muitos prédios em construção.

DIARINHO – Penha não tem uma fundação cultural. Como a comunidade faz para manter as tradições culturais da cidade, que sempre foi povoada por homens do mar?
Cláudio: Isso é lamentável. Penha tem uma diretoria de Cultura vinculada à secretaria de Educação. Há promessas que na próxima gestão sairá essa fundação Cultural ou até a secretaria de Cultura. Ou as duas coisas juntas. Com certeza irá sair. Há muitas cobranças, muitas exigências e na próxima gestão, já no primeiro ano, ela deve sair. Ela dará um amparo, um apoio para quem está ligado à cultura. Temos muitos escritores na Penha, mas nem todos têm condições de editar um livro. Tendo um órgão que dê apoio, que dê incentivo, eu acho que vai crescer muito mais.

DIARINHO – Como o senhor banca a edição de seus livros?
Cláudio: Quando eu editei o meu primeiro livro, eu não tinha muitas escolhas, porque aquele sonho tinha que ser realizado. Eu procurei um editor em Florianópolis, Odilon Lunardelli, da editora Lunardelli, e ele gostou do meu trabalho, prometeu que iria editar. Mas veio aquele negócio: “olha, se você deixar por conta da editora, pode demorar um pouco mais. Se você puder negociar o trabalho gráfico e aquela coisa, a gente pode agilizar mais rápido”. Acertemos os detalhes e eu banquei a edição. Até, aquilo que seria a minha comissão, se deixasse por conta da editora, eu fiz o contrário: eu dei para a editora, que tinha a livraria, aquele 10% de bonificação. Banquei a edição pagando a gráfica. Daí para a frente, eu comecei a ver a possibilidade de ser ressarcido, pelo menos no custo da edição, o trabalho gráfico, e fui negociar com empresas, com as prefeituras da região e consegui, pelo menos, tirar o dinheiro de cada edição que eu fiz. Optei também por aqueles livrinhos de autoajuda, eu tinha muitos pensamentos escritos para representar uma seção de horóscopo que eu fiz no jornal na região. Eu tinha um jornal de quatro páginas que era encartado no Jornal do Comércio, de Piçarras, onde criei o suplemento “O Versátil”. Ali tinha notícias, história e social. O horóscopo, não sou astrólogo, mas eu criava, a cada semana, 12 pensamentos e sorteava aos signos. No fim, eu tinha uma quantidade razoável de pensamentos e resolvi fazer os livrinhos de autoajuda. Criei o “Fale comigo”, que já está em sua sétima edição, com uma boa tiragem; livro de bolso. Depois fiz “Pense comigo”, “Interprete comigo”, “Veja comigo” e ainda está para sair o “Reflita comigo”, da mesma série. O “Reflita comigo” um pouco mais atualizado, melhorado. [O senhor tem 28 livros, e todos foram bancados pelo senhor?] Eu só tive um livro que foi feito pela editora da Univali e eu fiquei só com a percentagem do autor. Um romance muito bom. A Univali lançaria livros didáticos e técnicos, mas romance de ficção, literatura, dificilmente. Como o tema abordado era muito interessante, a editora achou por bem editar o livro: Pirajá. Um romance muito bonito e entra no campo científico bastante acentuado. Os demais eu banquei dessa forma.

DIARINHO – Penha agora tem uma seção da academia de Letras do Brasil e o senhor é um dos “imortais”. A cidade tem escritores suficientes para montar uma academia?
Cláudio: A academia de Letras do Brasil é um pouco diferente da Academia Brasileira de Letras. A academia de Letras do Brasil congrega professores, jornalistas, não precisa ser só escritor. Qualquer pessoa ligada às Letras, pode fazer parte da academia. [Começaram com quantas cadeiras?] Começamos com 19. Não sei ainda se vai atingir o limite de 40 ou se pode até ter mais. De praxe é 40.

DIARINHO – “Beijo na Tempestade” é o romance que o tornou conhecido como escritor e foi um sucesso, como conversamos há pouco. O senhor o considera sua mais importante obra? O que ela significa em sua carreira de escritor?
Cláudio: Quando o livro ficou pronto lá na Lunardelli, o editor me ligou me dizendo: “o teu filho nasceu”. Foi uma euforia. Como em toda a família, o primogênito sempre é aquele mais querido, aquela coisa toda. Ele foi realmente o livro mais apreciado. O lançamento repercutiu muito, então posso considerar que como primeiro, foi. Tenho outros romances que ganharam muito cartaz, muita projeção. “O Beijo na Tempestade” teve terceira edição. [Qual o seu xodó, é ele mesmo ou tem outro?] Eu posso até dizer que seja ele, pelo fato de eu me representar muito nele. Não seria uma autobiografia, mas eu me espelhei muito nele. O tema que eu abordei, eu fazia parte, da área profissional da pesca de alto-mar. O porto de Santos eu descrevia muito aquela geografia marinha. Eu posso citar o livro “Uma luz na solidão” como um grande livro. O “Pirajᔠfoi muito bom também. Eu tenho biografias também. Três biografias muito importantes. A biografia do padre Cláudio Cadorin, que marcou uma época muito grande na paróquia de Penha e ele faleceu quando estava em uma missão apostólica no interior do estado da Bahia. Estava em Jacobina, e foi considerado o mártir dessa causa. A outra biografia é do médico de Blumenau, doutor Paulo Mayerle, que viveu 57 anos no hospital Santa Isabel. Ele entrou em 1940 e só saiu em 1997, quando faleceu. Seu corpo foi velado na capela do hospital. A biografia era “A vida pela vida”. Do padre Cadorin, foi “O anjo da humildade”. A terceira foi do Nicácio da Costa, armador de pesca, que é meu cunhado, inclusive [Da costa para o alto-mar]. Eu não só o focalizei como biografado, mas sim todo o setor pesqueiro de Santos e depois Itajaí. Essa transformação da pesca de Santos para Itajaí aconteceu quando foi feita a BR-101, com a ponte sobre o rio Itajaí-açu. Os barcos não precisavam mais ir a Santos descarregar. Eles pescavam no sul, descarregavam aqui e o pescado, via terrestre, para o mercado de São Paulo.

DIARINHO – O senhor é o autor do hino de Penha e resolveu fazer uma marchinha pra homenagear a cidade. Por que escolher um gênero musical mais alegre, quando a maioria dos hinos é de músicas em estilo mais formal e sisudo?
Cláudio: Todo hino é mais voltado para a marcha mesmo. Tem a marcha lenta, a marcha rápida, mas como marchinha eu fiz um pouquinho mais rápida, porque se torna mais alegre, mais prática. O hino de Penha realmente pegou. Muito bem cantado. [Qual foi a inspiração?] Eu dei um sentido de que como Penha acolhe bem, quem está lá, se sente bem, então quem vive lá é feliz. Eu joguei com isso aí. Começando dizendo: “sou feliz só por viver na Penha. Não precisa ser filho de lá, basta viver lá para ser feliz.”

DIARINHO – Em seu último livro, o 2020 – Itajaí 200 anos, o senhor propõe uma nova data para o aniversário de Itajaí. Qual a base dessa proposta e por quê?
Cláudio: Estudando a história de Itajaí desde o meu tempo de escola, já naquela época aprendi que o fundador de Itajaí era Antonio Menezes de Vasconcelos Drummond e era de 1820. Depois eu me deparei com Itajaí comemorando o primeiro centenário em 1960. Mas não seria 1820 para 1920?! Eu fui ver que Itajaí comemorava sua data pela emancipação política e não pela fundação. No último arquivo que eu fiz para o DIARINHO, fiz um resgate desses 40 anos de história. Nestes 40 anos, busquei a data de fundação, baseado em um documento ainda da Corte de Dom João VI no Brasil, que foi assinado pelo Conde Vila Nova, Portugal, convidando Antonio Menezes de Vasconcelos Drummond a fundar uma colônia na foz do rio Itajaí-açu. Drummond era envolvido com a Independência do Brasil, para dar uma acalmada na coisa, porque tudo estava se agravando, Drummond saindo em 1820, era um peso a menos naquela disputa, naquela Independência do Brasil. Em 21, a Corte de Dom João volta para Portugal e o Drummond foi chamado de volta para a Corte, porque ele era contador da chancelaria mor. Quando a Corte foi embora para Portugal, Dom Pedro I resolveu ficar e em 1822 deu o grito da Independência. O Drummond já estava de volta para lá, foi quando entrou o nosso colonizador Augustinho Alves Ramos. A história fecha direitinho. O documento de Drummond foi assinado em 5 de fevereiro pelo Conde de Vila Nova, Portugal, em 1820 e 1823 chega o Augustinho Alves Ramos; em 24, ele criou a capela que hoje é a igreja Imaculada Conceição. Ela é de 1824. Nessa capela, eu também fui batizado. Eu também comemorei minhas bodas de ouro. Eu com a minha idade também faço parte dessa história, porque já estou com 81 anos, mas graças a Deus muito lúcido, feliz e realizado. Espero que a municipalidade acate essa sugestão e faça o que não foi feito pelo prefeito Marcos Konder na época, em 1920. O senhor Marcos Konder, prefeito na época, festejou o primeiro centenário de fundação, mas não conseguiu oficializar aquela data. [Com esse livro o senhor espera que seja revista a data e corrigido o aniversário?] Com certeza. Em 2020, nós vamos comemorar o segundo centenário de Itajaí.

DIARINHO – Quem é o escritor mais importante na literatura na região e em Santa Catarina?
Cláudio: Na parte histórica, eu li vários autores aqui de Santa Catarina que considero fantásticos. Walter Piaza, que faleceu recentemente, o contemporâneo Wilson Farias, que escreveu muito da nossa história aqui do litoral. É difícil citar todos os nomes porque Santa Catarina tem mais de 400 escritores. Mas no momento eu posso destacar ainda a Urda Klueger, que, além de minha colega, morou muito tempo na nossa região. A gente é conterrâneo também. Ela, inclusive, tem os números de livros editados proporcionais ao que eu tenho, ela é o destaque.

DIARINHO – O povo de penha sempre foi ligado à religião católica. Isso mudou nos últimos anos? Quais as festas religiosas que se mantém tradição na cidade?
Cláudio: A religião católica prevalece em todos os sentidos porque é a mais tradicional, a mais antiga, é a religião fundada pelo próprio Cristo, digamos assim. Como igreja fundada pelo próprio Cristo, essa é a mais antiga. A primeira. A católica romana é a primeira – falando de igreja cristã. Depois vem as divergentes, alguém insatisfeito, sai e vai fundar uma igreja. Vem desde Martin Lutero. Atualmente, você vê uma igreja em cada esquina. Eu acho que como é uma empresa sem fins lucrativos, pode ser fundada a qualquer momento. Eu acho bom, porque deixa todo mundo à vontade. Cada um vai para onde se sente melhor, se sinta bem, contando que seja para o bem. [Das festas religiosas quais se mantém?] Na Penha temos duas festas religiosas grandes. Teria também a festa da Nossa Senhora da Penha, que não deixa de ser uma festa que já foi maior do que é hoje. Mas prevalece a Festa do Divino, que em Penha tem uma característica toda especial. Ela hoje é considerada uma das maiores festas de Santa Catarina. Nós temos a festa do Bom Jesus, em Araquari, que é grande também. A festa de Nossa Senhora da Azambuja, que é grande, em Brusque. Dessas festas religiosas, festa de paróquia, a festa do Divino da Penha é uma das maiores. Eu já acompanhei outras festas do Divino em Santa Catarina e ela é diferenciada das demais. Todas bonitas, lindas, mas com aquele estilo da Penha, não. [O que ela tem de diferente?] A Penha criou aquele estilo de convidar os “empregados da festa” e chegou hoje a mais de 1500. Com família, imagina quanto dá?! A terceira festa então, ou a segunda maior, é a de São João Batista em Armação, a festa de São João.

DIARINHO – Junho é o mês da tradicional festa de São João. Armação, bairro de Penha, é uma das poucas paróquias que mantém a festa com comida típica, barraquinhas e até fogueira…
Cláudio: Apesar da festa ter perdido muito a sua característica. Antes era uma festa de cunho religioso. Uma festa que tinha romeiros. Tinha gente que ia pagar promessas. Hoje é tudo diferente. O sentido musical, São João é mais voltado para o sertanejo, e hoje tem música de metal também. Perdeu um pouco a característica, mas não perdeu a atração. Uma das festas grandes! E tem a procissão marítima, que hoje quase não se faz mais naquele estilo, mas era muito linda. Porque a festa de São Pedro era junto, no dia 29 de junho. [Embora o senhor acredite que a festa perdeu um pouco das características, ela é uma das mais movimentadas e tradicionais. Mantê-la é mérito da comunidade que continua fazendo questão da festa?] Por exemplo, a Festa do Divino, o imperador é acolhido na casa de todos os empregados que ele convida. Depois, ele retribui dando um banquete para todos, ao mesmo tempo, no dia da festa e no dia seguinte, então são mais de cinco mil almoços. Às vezes, a arrecadação dele não é suficiente através dos empregados. Normalmente, as prefeituras acolhem. A festa do Divino é feita entre os municípios de Piçarras, Penha e Navegantes, embora seja na Penha o centro. Quando ela foi criada era uma comunidade só, então mantém essa tradição também. Navegantes é forte na festa do Divino na Penha e, então, as três prefeituras ajudam. Hoje vem verba até do estado.

DIARINHO – Qual livro que o senhor ainda quer escrever?
Cláudio: Eu tenho praticamente quatro obras prontas. Tenho um romance, o título não está definido ainda, mas fica valendo “A razão do amor”. O outro é um pouco mais técnico, “CPI da vida”. Não é Comissão Parlamente de Inquérito [risos], é Céu, Purgatório e Inferno. Eu tenho um livro muito interessante e estou vendo um futuro para quando o petróleo acabar. Se vier acabar um dia, conforme há previsões, como será esse mundo sem petróleo?! Claro, vai ter energia alternativa. Vai ser uma mudança para o bem. Tudo que está demais do lado negativo, vai melhor quando acabar o petróleo. O título desse livro é “Feliz ano novo”.

DIARINHO – Qual livro que o senhor leu e gostaria de ter escrito?
Cláudio: É um livrinho pequeninho, talvez tenha sido o primeiro livro dessa linha de romance que eu tenha lido, e se chama “Sonata do triste mar”. Eu não lembro o autor. Foi o primeiro, aquele que me deu aquela sensação de fazer parte daquilo ali, ser um personagem daquela história. É um livro pequeno, mas muito bonito.

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