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Economia na hora de se vestir

Preço baixo e qualidade atraem consumidores aos brechós e outlets; tem artigos com valor até 70% mais baixo

Uma butique charmosa na rua 11, em Balneário Camboriú, pode mudar os conceitos de quem ainda acha que brechó é lugar de roupa velha e malcheirosa. O que se vê nas araras e prateleiras são artigos em tão bom estado e tão atuais que poderiam passar por novos. Naquele endereço, funciona o Armário da Maria, de Janete Luchtenberg, a Tata.
Ter uma loja de roupas usadas porém de qualidade era algo que jamais tinha passado pela cabeça de Tata. Afinal, toda a experiência que tinha de moda em São Paulo e depois com Marco Aurélio de Souza, o Kiko, dono da grife Beagle, a habilitava para outros voos. No entanto, foi a irmã de Kiko, Denise, quem a estimulou a começar o negócio de vender as peças que receberia em consignação. Foi assim que tudo começou, em 2005.
Atualmente com 53 anos, Tata coordena todas as etapas do comércio de artigos usados. Ela mesma lava, higieniza, passa, conserta e deixa zeradinho o material que vende. Bolsas, sapatos e acessórios também estão no rol das ofertas que seduzem a clientela de todas as classes, da madame chiquetosa ao povão. Gente que mora na cidade ou na região e muitos turistas também frequentam o brechó, garante a empresária. Casacos, vestidos, calças, modinha descolada, modelitos de luxo, enfim, sempre tem algo diferente e com uma história pra contar, mesmo que a dona da loja faça boquinha de siri.
“Quando eu vou até a minha fornecedora, ela sabe que não revelarei a ninguém a procedência da peça. É uma questão de respeito mesmo, porque são pessoas conhecidas, famosas até, que usam a roupa uma, duas vezes e não querem repetir. A solução é passar adiante. É o que eu faço por elas”, explica.
Entre os produtos usados, existe também muita coisa inédita, diz a proprietária do brechó de luxo. Tatá faz viagens ao exterior pra trazer roupas e garimpa outlets e liquidações. Tudo isso faz com que o preço seja cerca de 30% menor que o preço original. O valor das peças na loja variam de R$ 49 a 350 pilas, ou até R$ 600, se for um casaco de pele. “A média fica em R$ 89”, resume Tata.
O mega bazar que promove todo ano, de 20 de dezembro a 5 de janeiro, tá na agenda dos clientes como imperdível. Uma verdadeira limpa no estoque do ano, que vai dar lugar a novos produtos. As peças encalhadas, que não saem de jeito nenhum, são doadas a entidades beneficentes da Maravilha do Atlântico.
Tata admite que precisou mudar o conceito que tinha sobre brechós em geral. Tanto mudou que já está providenciando a instalação de um segundo Armário da Maria, este apenas com artigos para decoração.
Endereço já tradicional no centro de Itajaí, a loja Brechó e Cia. comercializa roupas, calçados, acessórios e até peças de decoração com preços 70% mais baratos, entre artigos novos e usados. Os proprietários, Edson Rodrigo Machado Lopes e Antônio Marcos Lemos Júnior, negociam com o interessando em se desfazer do artigo e calculam o preço que vão pagar à vista de acordo com a qualidade e a quantidade. “Maior volume de produtos agrega mais valor na avaliação”, explica Antônio Marcos. É ele quem prepara roupas e demais produtos pra expor na loja da rua Pedro Ferreira, número 81.
Em torno de 40 a 50 pessoas circulam pelo estabelecimento que não se limita apenas aos usados. Antônio adquire produtos em promoção nas cidades da região e até no Rio Grande do Sul.

Criança também tem vez
Criança cresce rápido, todo mundo sabe, e haja roupa quando muda a estação do ano. A aposta que Cláudia Müller fez no setor de vestuário e outras tralhas infantis, há oito anos, foi certeira. O brechó infantil Gente Miúda, na rua 1400, nº 370, em Balneário Camboriú, é um verdadeiro entreposto de compra, venda e troca da coisaradas que as crianças usam e logo deixam de servir.
Cláudia resume os produtos: tudo pra crianças de até 14 anos. Por “tudo” entende-se roupas de recém-nascidos, bebês, maiorzinhos, festa, batizado, móveis, carrinhos e calçados. Este último é o carro-chefe, segundo a proprietária. “Só não compramos essas coisas de chupetas, mamadeiras, a menos que sejam produtos novos, em embalagem fechada”, explica.
O sistema que a loja estabeleceu é o de compra, venda e troca. A cada dois meses, mais ou menos, durante uma semana fica aberta a temporada de avaliação de peças. A próxima, que rola de 26 a 30 de maio, só vai aceitar produtos de bebês a partir de um ano e de crescidinhos. “Por incrível que pareça, a temporada de verão não é o nosso melhor período de vendas; agora, quando começa a esfriar, a loja bomba”, diz Cláudia. MF n

Outlet do Bem no Maria’s
Já que o assunto é preço baixo, a alegria fica maior quando a promoção beneficia uma entidade como a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Itajaí. Esta semana, no Maria’s Itajaí Convention, o Outlet do Bem começa a venda de mercadorias até 70% mais baratas do que o preço de mercado. Ariane Gonçalves, organizadora do evento, conta que serão mais de cinco mil peças de grifes famosonas, como bolsas Victor Hugo.
“O pessoal pensa que é mercadoria apreendida e doada pela receita Federal, mas não é isso; são produtos novos, de marca e originais, que uma loja de Rio do Sul costuma liquidar o estoque em promoções como esta”, informa a promoter.
Ariane garante que vai ser tudo bem organizado, por ordem de chegada, e como o espaço é muito amplo e a quantidade de mercadoria é grande, vão ter roupas e acessórios pra homens e mulheres em número suficiente.
O outlet rola nos dias 16, das 14h às 22h; sábado 17, das 10h às 22h, e domingo 18, das 10h às 18h, no Maria’s Itajaí Convention, localizado na rua José Gall nº 1570 – Ressacada, em Itajaí.

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