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DIARINHO abre o octógono pro duelo dos candidatos a prefeito de Balneário Camboriú

Por Cláudio Eduardo

claudio@diarinho.com.br

– “Eu não questiono o resultado, até porque foi um projeto nosso. Eu questiono a forma de fazer”, lasca Spernau sobre obras na avenida Atlântica • Periquito não quis participar. A estratégia de campanha do atual prefeito é o silêncio

Os dois lutadores já foram escalados pelo DIARINHO. Edson Periquito (PMDB) e Rubens Spernau (PSDB) entraram no octógono. Quem será que vai levar a melhor no “MMA dos Prefeituráveis” de Balneário Camboriú? Neste vale-tudo, sai na frente quem souber golpear com as palavras. Insinuações são rasteiras – nem sempre precisas; acusações substituem os socos nas costelas; respostas bem dadas são os chutes certeiros no queixo do adversário. A decisão fica para os juízes. E neste combate, o árbitro é você, leitor!

O octógono foi aberto para os dois candidatos a prefeito de Balneário Camboriú. Desde o início, as regras foram colocadas na mesa. Uma delas informava que a desistência de um ou outro não eliminava o combate. E foi o que aconteceu. O atual prefeito – dono do cinturão – não quis sequer colocar as luvas. Edson Periquito (PMDB) manteve o discurso de que não vai falar com a imprensa como candidato.
Pelo regulamento, a primeira pergunta era a mesma para os dois adversários: “por que quer ser prefeito?”. Depois, viriam três questionamentos estrategicamente elaborados pelo oponente. Neste caso, Periquito não enviou perguntas para Rubens Spernau (PSDB). Então coube ao DIARINHO elaborar todas as questões para que o tucano não fosse afetado pela desistência do atual prefeito. Por fim, a reportagem preparou duas perguntas específicas para cada um dos candidatos – todas sem meias palavras, para não correr o risco de ouvir meias respostas.
A comunicação de campanha da coligação de Periquito informou que ele não participaria do “MMA dos Prefeituráveis” porque a entrevista fugia dos moldes legais de um debate – mesmo sendo comunicados de que não se tratava de um debate e, inclusive, foram enviadas cópias da edição do DIARINHO com o MMA foi feito com os pré-candidatos de Itajaí. “A resposta a perguntas antecipadas em formato próprio do veículo não atende ao interesse vigente de divulgação das propostas do candidato, pelo bem-estar dos cidadãos e sociedade civil como um todo”, mandou a asseria do Periquito através de email.
Já Spernau acredita que Periquito quer fugir de um ato democrático e transformar Balneário numa ilha. “Ele deixou a Amfri, se afastou dos vizinhos, agora está se afastando da imprensa e, por fim, acho que vai se afastar dos eleitores também”, provoca o tucano, já de luvas nas mãos.

AS REGRAS DO COMBATE:

Cada um dos lutadores deve fazer três perguntas para o adversário. Os questionamentos serão repassados exatamente como o outro prefeiturável enviou ao DIARINHO.
O limite de tempo por resposta foi igual para todos os lutadores: em média, dois minutos por questão, podendo usar menos tempo em uma pergunta para se prolongar em outra. No combate, controlar o cronômetro é uma das estratégias.
Quem não quiser participar terá o mesmo espaço que os demais. Na página, as perguntas estarão estampadas, só que no lugar das respostas constará o espaço em branco. Alerta dos árbitros: ao desistir, cuidado para não perder por W.O!

CANDIDATO A PREFEITO PELO PMDB
Edson Periquito

Não quis participar do “MMA dos Prefeituráveis”

Nome: Edson Renato Dias
Naturalidade: Balneário Camboriú/SC
Idade: 44 anos
Formação: Administração Pública
Trajetória profissional: entrou para a carreira política em 2000, quando foi eleito vereador de Balneário Camboriú. Quatro anos depois, já concorreu a prefeito, mas não venceu. Em 2006 foi candidato a deputado estadual, e foi o primeiro suplente da coligação. Por isso, no ano seguinte assumiu uma cadeira na assembleia Legislativa de Santa Catarina. Em 2008, foi eleito prefeito.
Candidato a vice-prefeito: Cláudio Dalvesco (PR)

DIARINHO PERGUNTA
Por que o senhor quer ser prefeito de Balneário Camboriú?

Edson Periquito – Não quis responder

RUBENS SPERNAU PERGUNTA
Em 2008, deixamos o Sistema Municipal de Saúde com oito unidades básicas e 10 unidades especializadas, além do hospital municipal equipado/em fase de finalização e cerca de R$ 3,5 milhões de consultas/procedimentos apurados entre janeiro de 2005 e janeiro de 2008. Por que hoje, em Balneário Camboriú, existe uma insatisfação geral tanto da comunidade quanto dos servidores da Saúde?
Edson Periquito – Não quis responder

RUBENS SPERNAU PERGUNTA
No item mobilidade urbana, construímos novas vias como a Sexta avenida, a avenida das Flores, o Binário, revitalizamos outras, além de diversas outras intervenções executadas. No item 5.1 do seu plano de governo, o senhor prometeu “construir novas vias alternativas de acesso e saída da cidade” e “abrir nova via de escoamento rápido de trânsito, que ligará as cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú”. Em três anos e meio nenhuma nova via foi construída. Sua administração se limitou a executar os projetos que deixamos prontos em 2008 e dar sequência às obras já licitadas/iniciadas e cujos recursos estavam assegurados no orçamento. Agora, estamos vivendo um verdadeiro caos com o fechamento de entradas e saídas da cidade junto à BR-101, sem falar da redução de caminhos a partir das intervenções na Terceira e Quarta avenida. Por que o senhor não deu à comunidade o direito de ir e vir, eliminando os gargalos que nos horários de pico transformam a mobilidade numa verdadeira tortura?
Edson Periquito – Não quis responder

RUBENS SPERNAU PERGUNTA
Na Educação, construímos unidades de ensino que elevaram Balneário Camboriú a um patamar de destaque no cenário da educação infantil e do ensino fundamental no Brasil, merecendo reconhecimento público do Ministério da Educação. Desde 2009, a pasta da Educação já teve cinco secretários diferentes. Sua administração construiu somente duas novas creches e nenhuma nova escola. Por que este setor tão importante e prioritário não mereceu investimentos em infraestrutura?

Edson Periquito – Não quis responder


CANDIDATO A PREFEITO PELO PSDB
Rubens Spernau

“O município tem que ser um incentivador do desenvolvimento da cidade”

Nome: Rubens Spernau
Naturalidade: Blumenau/SC
Idade: 54 anos
Formação: Engenharia Civil
Trajetória profissional: foi secretário municipal de Obras de Balneário Camboriú entre 1989 e 1992. No ano seguinte comandou a secretaria de Planejamento – cargo que retomou em 1997 e ficou até 2000. Foi vice-prefeito de 2001 a 2002 e depois assumiu a prefeitura. Em 2004, foi reeleito para mais um mandato de prefeito de Balneário. No Estado, ocupou o cargo de secretário de Infraestrutura em 2010.
Candidato a vice-prefeito: Fabrício Oliveira (PSDB)

DIARINHO PERGUNTA
Por que o senhor quer ser prefeito de Balneário Camboriú?

Rubens Spernau – Eu fui prefeito durante seis anos e sete meses, imprimimos uma série de ações que vão da área social à área de infraestrutura e, ao término do meu mandato, após as eleições, abri as portas da prefeitura para que houvesse uma transição – a passagem que, como cidadão, eu imagino que deva ter, para que não tivesse uma interrupção, uma inércia na condução do município a partir de 2009. Para minha surpresa, em 2009 e 2010 o município praticamente estagnou, embora houvesse uma série de obras em andamento, projetos executados e dinheiro em caixa. Deixamos R$ 55 milhões em caixa, fora as obras licitadas em andamento. E posterior a isso houve um atropelo no cronograma físico das ações que foram desenvolvidas pelo atual governo, que na área social e de infraestrutura são praticamente nulas. E por querer fazer em um ano e meio o que deveria ter sido feito em quatro anos, a cidade vem sofrendo, e vem sofrendo muito. Isso se reflete no incômodo e transtorno das pessoas, na diminuição do movimento econômico, uma marca negativa no turismo de Balneário Camboriú… E para tentar reordenar a cidade e buscar de volta aquela autoestima que existia é que a gente se propõe, o Fabrício e eu, a reconstruir essa imagem positiva que a duras penas nós construímos para Balneário Camboriú.

DIARINHO PERGUNTA
No período de discussões sobre desvios financeiros dos recursos para serem investidos no hospital municipal Ruth Cardoso, a base governista defendeu que – antes mesmo do funcionamento da unidade – houve irregularidades na construção e no contrato com a Organização Mundial da Saúde (WFO). Queriam, inclusive, incluir o nome do senhor na lista de indiciados da CPI. Afinal, o Ruth Cardoso foi entregue cheio de irregularidades?

Rubens Spernau – Eu desconheço. Na verdade, o que nós fizemos foi partir para um grande desafio, de construir o Ruth Cardoso diante das dificuldades que o hospital Santa Inês passava. Houve uma intervenção, primeiramente nós tentamos adquirir aquele imóvel, mas não chegamos num denominador comum porque o valor era excessivamente alto. Então, após uma audiência pública, nós decidimos encarar este desafio. Buscamos como parceira a WFO. Foi um convênio estabelecido que não preconizava somente a construção física, mas também todos os equipamentos, a parte de hotelaria do hospital, treinamento para gestão… Isso tudo estava incluído neste convênio. O município e o Estado foram parceiros na liberação de recursos e, evidentemente, havia fiscalização no que concerne à aplicação desse recurso. Até onde eu tenho conhecimento, não existe nenhuma irregularidade. Existe um questionamento, sim, e é bom que se diga isso, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do qual eu ainda não fui notificado, mas tenho conhecimento que existe, com relação a entendimento sobre algumas coisas. Só que um hospital com aquela envergadura, com os equipamentos todos, fora a construção em si, para os cofres públicos municipais custou R$ 10 milhões, fora os R$ 8 milhões que o Estado colocou. Dizer que houve desvio de recursos é absurdo. Sou engenheiro, sou da área, então, de construção pelo menos eu entendo. Isso é uma especulação. Agora, se houve alguma irregularidade na prestação de contas por uma falta de rotina, aí a gente vai saber no futuro. Mas irregularidade, eu não acredito.

DIARINHO PERGUNTA
Por dois mandatos o senhor foi prefeito de Balneário Camboriú. Pela sua experiência, como avalia a atuação do atual governo? Há como negar o crescimento da cidade?

Rubens Spernau – O município tem que ser um incentivador do desenvolvimento da cidade. Principalmente na área social e segurança, criando condições pra que o setor produtivo privado invista. E aí vai desde a organização da cidade, na questão de mobilidade, até o seu embelezamento, que pra uma cidade turística é fundamental. Embora às vezes me dessem um adjetivo de ‘prefeito florzinha’, não era uma coisa pejorativa para mim, porque a imagem que o turista leva da cidade tem que ser bonita. A cidade tem que ser bem cuidada. Então, houve desenvolvimento? Houve. Mas, na verdade, hoje, se você andar pelas ruas de Balneário, o momento econômico não é nada agradável. E ele vai nas duas principais matrizes econômicas: no comércio, na hotelaria, que é diretamente ligado ao movimento turístico; e vai também na indústria da construção civil. E aí me parece que o município, infelizmente, não tem contribuído para essas coisas. Quer queira, quer não, a principal via econômica de Balneário Camboriú, por motivos óbvios, é a avenida Atlântica. Você fazer uma intervenção urbana daquela forma como está sendo feita gera um prejuízo inegável para o município de Balneário Camboriú. Eu não questiono o resultado da obra, até porque foi um projeto nosso. Eu questiono a forma de fazer, a falta de cuidado, o despreparo na condução daquela obra. E isso é apenas um dos eventos que eu posso citar, que cria dificuldades econômicas. É óbvio que a nossa vertente principal é o turismo, e a imagem que o turista leva, o conforto que vai ter no lugar mais desejado de Balneário – e por onde todo mundo que vem a Balneário passa – gera um prejuízo não só a quem ali está como para o resto da cidade.

DIARINHO PERGUNTA
O atual prefeito rompeu com a Amfri. Se o senhor for eleito, Balneário volta pra associação de municípios? Ou o senhor concorda com o rompimento?

Rubens Spernau – Esta talvez seja a atitude mais arbitrária e um contrassenso absoluto do atual governo. E aí eu coloco realmente na responsabilidade do prefeito, porque cabe a ele essa decisão, não é uma questão de governo, é dele próprio. A conurbação, principalmente entre Itajaí, Camboriú e Balneário, está a cada dia mais acentuada. Tratar problemas que envolvem, desde mobilidade até saneamento e novas matrizes econômicas, é cada vez mais necessário. E o foro adequado para isso é a Amfri. Quando fui presidente da entidade em 2005, criamos uma série de colegiados para discutir problemas afins. É um embrião da Região Metropolitana, a região que eu lutei por muitas vezes junto com outras lideranças políticas para que se consolidasse. E até hoje isso não aconteceu. Enquanto isso, o foro adequado é a Amfri. Sair de uma entidade dessa é uma falta de preparo, falta de visão que não existe explicação para tal atitude. Então, eu classifico ela como arbitrária, que distancia os municípios na gestão. E a resposta é evidente: se eu for eleito, o retorno é imediato.


DIARINHO entra no octógono e pergunta:

Balneário Camboriú é uma cidade que cresceu a partir do mar e hoje é uma potência no ramo turístico. Em contrapartida, o mar acumula promessas: a “Onda Perfeita” não saiu do papel, o alargamento da faixa de areia não saiu – mesmo depois da viagem de uma comitiva para os Estados Unidos, paga com dinheiro público – e ainda os registros de poluição. Se for reeleito, no seu próximo mandato a praia vai receber algum cuidado especial?
Edson Periquito – Não quis responder

O hospital municipal Ruth Cardoso conseguiu, em seis meses de funcionamento, acumular: 176 óbitos, mais de R$ 3 milhões desviados, a intervenção municipal, três inquéritos instaurados pelo Ministério Público, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com 16 indiciados, inclusive o senhor, e um processo administrativo do município pra quebrar o contrato com a Cruz Vermelha. Em compensação, sua coligação vem com o nome “Proteção e Segurança à Família”. O senhor concorda que a situação do Ruth Cardoso deixou uma mancha em seu primeiro mandato e que pode colocar em xeque esta defesa de um governo voltado para a família?
Edson Periquito – Não quis responder

No seu plano de metas de governo consta, como último item: “promover intervenções urbanas que viabilizem melhorias na mobilidade com acessibilidade de pedestres, ciclistas, condutores de veículos e transporte coletivo”. Qual a saída para as pessoas poderem circular tranquilamente por Balneário Camboriú, ao invés de ficarem trancadas em filas de trânsito?
Rubens Spernau – Desenvolvemos em 2007/2008 o Plano Diretor, o novo, que talvez seja o maior legado que o meu governo tenha deixado para as futuras gerações. Nele há uma série de intervenções urbanas que estão mapeadas e, em forma de lei, evita que se construa nesse traçado de novas vias. Na parte mais central, que é a região mais caótica, onde, na minha avaliação, o atual governo falhou muito ao não avançar o Binário no sentido norte – que é uma interligação com a Quarta avenida – e a Quarta avenida no sentido sul. A alteração feita com destinação de mão única na Quarta e Terceira avenida, também projetos feitos no nosso governo, seriam feitos a partir do momento que essas duas intervenções acontecessem. Seria a parte final dessa intervenção. O que se fez hoje, na verdade, permite um maior acúmulo de veículos, onde a fluidez não acontece, porque continua com os gargalos. E eles precisam ser atacados. Então, seguir com essas avenidas, tanto no sentido norte quanto no sul; desenvolver uma nova, que também está prevista no Plano Diretor, uma nova ligação com a BR-101 no sentido norte; estimular a criação de uma marginal leste, ligando esse novo acesso que é na divisa com Itajaí, inclusive passaria em parte dentro das terras do município de Itajaí. Essas ações vão melhorar a questão do trânsito de veículos. Ocorre outro problema dentro de Balneário Camboriú e que, muitas vezes, os gestores não dão a devida atenção: o deslocamento de pedestres e ciclistas, que precisam ser considerados. A área central de Balneário, hoje, é acanhada para receber aquele número de pessoas. Não há conforto, não há boa condição de mobilidade para pedestres também. E, por último, uma coisa que é fundamental e que este governo piorou muito a situação – que já não era das melhores e que eu sempre me preocupei enquanto prefeito – que é a questão do transporte coletivo. Porque após todas essas intervenções acontecerem, se não tiver um transporte coletivo eficiente e que estimule o cidadão a se utilizar dele, você vai ter cada vez mais veículos transitando, e a dificuldade de mobilidade desses veículos, embora as intervenções minorem, lá no futuro vão acontecer. O transporte público não pode ser descartado. [E por transporte coletivo o senhor trata apenas de ônibus? Ou o senhor pensa em diferentes alternativas?] Tem várias alternativas, inclusive eu tive o conhecimento de uma possibilidade de parceria público-privada – embora eu não fosse prefeito, mas me foi apresentado um estudo técnico – de um monotrilho, que seria possível utilizando-se de espaços públicos. Porque, você abrir novas vias na parte central de Balneário, fora as que estão no Plano Diretor, é tarefa quase que impossível, dado a verticalidade que existe. E essa é uma alternativa possível, através de uma parceria público-privada. Mas é uma proposta que tem que ser amadurecida e visto a viabilidade econômica também.

Às vésperas da convenção municipal, o senhor afirmou ao DIARINHO que seria candidato a vice-prefeito porque tinha muitos compromissos na iniciativa privada e, portanto, não poderia se dedicar aos compromissos políticos que o cargo de prefeito exige. Afinal, o que mudou da noite para o dia? A população pode confiar que o senhor cumprirá plenamente o mandato, caso eleito?

Rubens Spernau – Quando eu fui eleito vice-prefeito, eu parei de construir. Eu tinha uma grande construtora em Balneário. E vou ter que fazer isso novamente. São decisões. Uma vez eleito, e eu já estou trabalhando nessa direção, vou fazer o que fiz da outra vez, que foi me dedicar somente à vida pública nesse período em que lá estive. Embora tivesse uma incorporadora respeitada em Balneário, com vários prédios erguidos na orla, e também fora da orla… Hoje é muito mais fácil, porque hoje a minha empresa é infinitamente menor do que aquela que eu tinha anteriormente. Eu tenho uma solução fácil, tenho sócio também, enfim, com certeza dedicação será como foi da outra vez, exclusivamente à vida pública. [E o seu staff de governo também será basicamente o mesmo que o do último mandato?] Não, muitas coisas mudam. Há pessoas que não concordam mais em participar do governo porque foram para a iniciativa privada conquistar um espaço. E eu gosto muito da renovação. A gente está trabalhando na formatação do plano de governo e nesse processo vão surgir lideranças. Algumas delas a gente imagina. Só tem um ponto que eu estou atacando desde o início, dada a gravidade, o caos, em que Balneário Camboriú se encontra, que é a questão da saúde. Todos os municípios brasileiros têm problemas na saúde, nós não vamos transformar num paraíso, não vou fazer afirmações falsas. Mas o momento atual requer intervenção imediata. Por isso, nessa área, além da equipe de médicos, enfermeiros, dentistas, que estão envolvidos na elaboração do plano diretor, eu já fiz o convite a uma pessoa, que é quem coordena o nosso plano na área de saúde, que é o doutor Pedro Cabral (PP). A princípio ele deve concordar. É o único nome que eu tenho hoje. Os outros vão sendo construídos ao longo do processo, e sempre com o foco na competência, que foi uma marca do meu governo. Eu, como cidadão, sou completamente contrário a que pessoas que ocupem cargos relevantes no aspecto técnico não sejam da área. Todos os meus diretores de escola eram professores da rede municipal ensino, pessoal da saúde era todo formado nessa área, na infraestrutura urbana, também tinham formação nessa área. E é nessa linha que a gente vai pra construir um governo eficiente e que atenda às demandas de Balneário Camboriú.

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