Deslocado

Acadêmica indignada – Os acadêmicos da Univali de BC foram pegos de surpresa esta semana. Foram encaminhados direto para o auditório por livre e espontânea pressão – nem o professor sabia – para acompanhar a sessão solene da câmara de BC alusiva aos 50 anos do educandário. A acadêmica diz que ficaram esperando mais de meia hora para começar (atraso é comum nas sessões da câmara) para, depois, ouvir um monte de baboseiras, inclusive um ‘Esta é minha vida’ com a vereadora Marisa. Quando chegou a vez do vice, Cláudio Dalvesco – prefeito não foi –, o auditório ficou vazio. Também pudera, quem aguentaria uma chatice desssas?!

Aqui é assim – Asfaltaram toda a avenida do Estado Dalmo Vieira e fazem isso para implantar canteiros e – maybe – a ciclovia. Tá sobrando grana? Não, né, porque é fruto de empréstimo. Então pode. Aliás, orgulham-se de que não cobram mais a tal contribuição para pavimentação de ruas, mas se esquecem que, para asfaltar até beco, assumiram um papagaio milionário no banco. Falsa impressão a de que não pagamos…

Na mesa com as autoridades é desconfortável a presença de Asinil Medeiros, refratário quando o assunto é o terceiro grau de escolaridade.

Outra sessão
Quem deveria fazer uma sessão solene de agradecimento seria a Univali. Afinal, a instituição ganhou de mão beijada uma área sem qualquer contrapartida palpável à cidade. Poderia ajudar a pagar a pendenga dos famigerados precatórios relacionados ao terreno como forma de agradecimento à acolhida.

Semântica
A “descoberta” das obras da Havan, publicada nesta coluna quarta-feira, acabou repercutindo na imprensa e revelando informações que a população não sabia. A primeira delas é que havia sim um alvará de construção. A irregularidade estava na emissão do alvará, o que é mais grave ainda.

Outras informações
Há mais informações não tornadas públicas. A mais surpreendente é que o conselho da Cidade aprovou a obra da Havan juntamente com o centro administrativo, o que eles chamam de espaço do cidadão. Os proprietários da Havan bancariam a obra pública. Quer dizer, alguém consegue imaginar um centro administrativo junto com uma obra privada como a Havan?

Mais informações
O que a população também não sabia é que não foi feito estudo de impacto de vizinhança, porque o prédio da Havan seria provisório (palavras do secretário do Planejamento ao DIARINHO). Como se, mesmo que provisório, não impactasse na vizinhança. E mais: é provisório então depois coloca abaixo e constrói novamente?

Mais questionamentos
Será que a população não tem direito de saber sobre o que estão decidindo? Como ficará Havan e centro administrativo, juntos? Alguém poderia informar? Publicar oficialmente uma perspectiva visual, um projeto, algo parecido?

Tá tudo errado
Sim, está tudo errado. Jogaram o futuro da cidade para meia dúzia de iluminados que não devem satisfação a ninguém resolverem. Sendo um conselho público, é obrigação que se dê publicidade a todas as suas ações. Criem um site, contratem assessoria de comunicação. Do jeito que está, só se cria expectativas e especulações. Um conselheiro desses leva o projeto para discutir com sua classe? Ao votar, ele está votando por ele ou como representante da classe a qual pertence?

Rua 1125
Agora, a população grita por informações com relação à rua 1125, que estaria sendo fechada. Ela foi vendida? A decisão seria governamental ou do conselho? Por que vender? Se ela não tem utilidade para veículos, pode ter para a população carente de espaços públicos e áreas comuns. Tornar áreas públicas terrenos particulares a quem interessa?

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