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Depois do último debate, chega a vez da urna

Juiz eleitoral chegou a pedir pra cancelar a transmissão, mas acabou negociando com candidatos e organizadores do evento

Por pouco o debate promovido ontem à noite pelo DIARINHO e pela TV Brasil Esperança não sai. Faltando alguns minutos para o começo das transmissões, o juiz eleitoral José Agenor Aragão apareceu nos estúdios da TV, no bairro São Vicente, com o objetivo de cancelar a atividade. O argumento do juiz foi o de que pretendia evitar um potencial conflito entre os cabos eleitorais, como aconteceu na noite de quarta-feira ao final de um evento similar da rádio Bandeirantes, no bairro Dom Bosco, entre partidários de Anna Carolina (PSDB) e Volnei Morastoni (PMDB).

Pacto pelo debate
O debate somente saiu por conta de um apelo dos candidatos e dos organizadores. “Negociamos um acordo com o juiz Aragão”, contou José Carlos Francelino, presidente da fundação que toca a TV Brasil Esperança. Assim que a transmissão começou, a primeira fala de Anna Carolina, João Paulo (PP) e Volnei Morastoni foi um pedido aos cabos eleitorais para que não se aglomerassem na frente da emissora e que assistissem o debate de casa. O apelo funcionou. A presença ostensiva da polícia Militar e de agentes da coordenadoria de Trânsito (Codetran) parece que também. As pessoas que tinham chegado se dispersaram e somente por volta das 22h30 um outro pequeno grupo, ligado a Anna Carolina, retornou para a frente da TV. De resto, o debate foi extremamente positivo. Durante boa parte das discussões, o teor das perguntas e das afirmações dos três candidatos foram propositivas. E, se depender delas, em 1 de janeiro do ano que vem Itajaí terá todas os problemas resolvidos. O debate teve quatro blocos. No primeiro, cada candidato falou sobre três temas, sorteados pelo apresentador. No segundo e no terceiro, os candidatos fizeram perguntas aos oponentes sobre assuntos sorteados. No quarto, responderam a perguntas de jornalistas presentes. Os temas abordados foram saúde, educação, meio ambiente, mobilidade urbana, segurança, porto, crise econômica, turismo e corrupção.

Confronto foi no estilo light
Diferente dos outros debates entre os três candidatos a prefeito de Itajaí, o de ontem foi extremamente positivo e sem grandes acusações. As poucas alfinetadas vieramprincipalmente de Anna Carolina e o alvo foi Volnei Morastoni. A chamada Operação Influenza foilembrada. Anna também se disse solidária com o adversário João Paulo sobe as acusações que ele sofreu, esta semana, de violência contra a mulher. De resto, só propostas. “O nível está muito bom, sem baixarias. As pessoas podem se aprofundar nas propostas e nas histórias dos candidatos”, elogiou João Paulo. “Tá muito tranquilo e é assim que deve ser, mais propositivo, para que se conheçam as propostas, respeitando as discussões e tratando as políticas públicas”, concordou Volnei. Anna Carolina ressaltou a importância do evento. “O debate é sempre importante, porque ainda há indecisos e a gente quer conquistar cada voto”, afirmou.
Um bom clima que ajudou a tradutora de Libras (a língua de sinais dos surdo-mudos) Tainá Moser, 16 anos, a tocar seu trabalho. Filha de um casal de deficientes auditivos, a jovem é estudante do colégio Nilton Kucker. A única coisa que Tainá não curte é o fato dos surdo-mudos serem lembrados somente em épocas de campanha eleitoral.
Samara Toth Vieira, diretora do DIARINHO, também considerou o debate positivo. “Durante toda a campanha, o DIARINHO abriu as suas páginas para que nossos leitores conhecessem mais sobre os candidatos a prefeito da região. Fechamos hoje com chave de ouro, atravé do debate em parceria com a TVBE.”

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