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Conta de luz vai baixar a partir deste mês

Com menos consumo e mais chuva pra ajudar o trampo nas hidrelétricas, taxa extra de energia deixa de ser cobrada

A partir do mês de abril os consumidores não tem mais que pagar aquela taxa extra, conhecida como bandeira vermelha ou amarela, nas contas de luz. Os engravatados da agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinaram que a bandeira verde entra em vigor. Na prática, isso vai representar uma redução do valor da fatura em até 10%, se comparado ao mês de janeiro e de 3,4% com relação a março, anunciam os especialistas no setor de elétrico.
A chef de cozinha Fátima Vanzuita, 53 anos, de Itajaí, se surpreendeu quando a conta de luz veio mais barata. A fatura de março, conta, já veio com a tarifa um pouco menor e espera que a próxima diminua ainda mais. “Eu nem tinha me atentado a isso, mas agora estou ansiosa pra ver se as próximas faturas vão vir com um valor menor, que sempre ajuda”, comenta.
Pra auxiliar-administrativo Mirian Santos, 40, de Navegantes, a diminuição não vai representar muito mais dinheiro no bolso, pois será de pouco mais de 3% este mês. “Mesmo assim, se diminuir, com certeza vai ajudar no orçamento, pois esse valor vai para pagar outras despesas”, pondera.

Mais água, menos consumo
Vânio Moritz Luz, chefe do departamento de regulação econômica da Celesc, explica que os custos de produção e distribuição de energia diminuíram. Com isso, não haverá mais a cobrança adicional ao consumidor. Segundo ele, vários fatores contribuíram para isso. Um deles é o maior volume de água nas represas.
Com maiores períodos de chuva, principalmente no sul e sudeste do país, os reservatórios das hidrelétricas conseguiram operar com até 90% de capacidade, diz Vânio. Com isso, foi possível desativar as usinas termelétricas, que são movidas a carvão mineral e, por isso, três vezes mais caras para funcionar.
Outro fator foi a redução da demanda. Vânio informa que em 2015 houve uma redução do consumo de energia elétrica em 2,6% no estado de Santa Catarina. “Com a demanda menor, não necessitou tanto das usinas térmicas”, afirma.
O fim do verão também contribui pra diminuição do consumo. Principalmente no caso dos aparelhos de ar-condicionado, os grandes vilões do aumento do consumo de energia.
No mês de março, a Aneel já tinha autorizado a mudança da bandeira vermelha para a amarela. Mas a partir de abril, a taxa deixa de ser cobrada de vez d. “Se considerar de janeiro até agora a redução é de 10%. De março para abril terá 3,4% de redução na fatura”, contabiliza o chefe do departamento de regulação econômica da Celesc.

As bandeiras tarifárias da Aneel
As bandeiras tarifárias entraram em vigor em 2015. O objetivo foi repassar ao consumidor o valor do custo da produção e distribuição de energia e, com isso, também responsabilizá-lo pelo aumento do consumo.
Vânio Luz, da Celesc, explica que antes a Aneel determinava a cobrança desse “a mais” no reajuste da tarifa. Mas agora, pra ficar mais justo, o povão só paga a mais quando realmente os custos com a produção e distribuição aumentarem.
Por conta da seca do ano de 2015, que manteve os reservatórios das hidrelétricas operando com capacidade menor e a ativação das termelétricas, que são mais caras, entrou em vigor a bandeira vermelha. O povão pagou praticamente o ano inteiro uma taxa extra que variou de R$ 3 e R$ 4,50 por 100 quilowatts-hora. Ou seja, além de pagar a taxa normal da fatura, o consumo total era multiplicado por um fator de cálculo a cada 100 kWh.
Já em março, com a situação um pouco melhor, a tarifa aplicada foi a bandeira amarela. A taxa foi de R$ 1,50 aplicados a cada 100 kWh. A partir de agora, com a bandeira verde, não haverá mais taxa na fatura. Daí, a tão esperada diminuição no valor da conta da luz.

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