Home Notícias Quentinhas Conheça as praias mais perigosas da região

Conheça as praias mais perigosas da região

O sol veio matar as saudades ontem. Resultado: muita gente correu para a praia a fim de pegar um bronze e curtir um marzão. Enquanto isso, em Balneário Camboriú, autoridades participavam da formação de um grupo de 40 guardas-vidas civis que atuarão na orla da região e pra ouvir do coronel Onir Mocelin, comandante geral do corpo de Bombeiros Militares da Santa & Bela, uma boa notícia: nesta temporada um helicóptero atuará por aqui em situações de resgate de banhistas e, se preciso, transporte para hospitais. O avião de rosca tem até UTI móvel.
Ah! E mais outra. Também nesta temporada, um total de 420 guardas-vidas civis e cerca de 40 bombeiros militares estarão cuidando das praias mais movimentadas entre Barra Velha e Bombinhas.
O forte da operação Veraneio desta temporada será entre 16 de dezembro e final de fevereiro, informa o coronel Mocelin. Mas pelo menos até 1º de maio, pelo menos nas praias mais procuradas, ainda terão guardas-vidas.
A intenção, diz o coronel, é manter o bom resultado nos objetivos da operação vereaneio. No ano passado, por exemplo, só uma pessoa perdeu a vida nas praias da região em que havia a cobertura dos guardas-vidas. No estado todo foram apenas quatro. “Na década de 80, esse número já chegou a 80 pessoas”, lembra o chefão dos bombeiros.
A pedido do DIARINHO, o coronel listou as praias mais perigosas da região. Também explicou o por que elas são engolidoras de gente. Se você já tirou o mofo do guarda sol na fé de que vai tomar banho de mar neste verão, fique ligado pra saber onde ir e como se comportar, pra que sua praia seja uma boa curtição e não uma tremenda dor de cabeça.

Praia Brava
Ontem à tarde, a jornalista Ana Carolina Leite, 35, fincou o guarda-sol a poucos metros de um posto de guarda-vidas da praia Brava, em Itajaí. Fez certo, porque ficar perto de um posto torna mais rápida a ação de resgate, caso seja preciso. “Acho tranquila, essa praia. Não tanto quanto Balneário Camboriú, claro”, comenta, sem mostrar muita preocupação com a braveza da Brava.
Pois deveria. “Essa é uma praia exposta a ondulações de sudeste, sul e leste. Por isso, forma ondas grandes e tem muitas correntes de retorno perpendiculares”, afirma o coronel Onir Mocelin. Corrente de retorno é o que o povão costuma chamar de repuxo, que acaba arrastando o banhista desavisado mar adentro.
Por isso, não dá para brincar com a Brava. “Embora seja bem sinalizada e tenha muitos postos de guarda-vidas, é preciso ter um cuidado especial,” indica Mocelin.
No pico do verão, chegam a ficar 30 guarda-vidas pra cobrir toda a praia.

Atalaia
Fica no começo do caminho de Cabeçudas, em Itajaí. O chefão dos bombeiros considera uma das mais perigosas da região. O problema dela, segundo o coronel, é que é uma praia voltada pro sudeste e tem o molhe e costões nas laterais. “Isso faz com que toda a água que entre, acabe saindo perpendicular à praia e, aí, forma três, às vezes até quatro, correntes de retorno (repuxo)”, explica, completando: “Aí o banhista é arrastado direto pro alto mar”.
Por isso, é que por lá costuma fica sempre um jet ski dos vermelhinhos, pra agilizar os resgates, já que a embarcação vence as ondas e as correntes marítimas com certa facilidade. “Na atalaia, chegamos a 450 salvamentos numa temporada, há cinco seis anos”, conta o coronel. No verão passado foram 59 salvamentos.
O carpinteiro Marcos Rogério de Freitas dos Santos, 30 anos, deu umas braçadas ontem na Atalaia. “Ela tem quatro pontos perigosos aqui, dá pra ver o canal se formando”, diz o rapaz, informando que já fez um curso de guarda-vidas.
Na Atalaia costumam ficar oito guardas-vidas.

Cabeçudas
O policial militar Vagner Luiz de Mello, 39 anos, não se engana com a aparente calma da charmosa praia de Cabeçudas, em Itajaí. Por isso, deu pro filho um equipamento importante. “Ele tá sempre de colete”, diz, apontando para Lucas, de oito anos, que ontem aproveitou a folga do pai pra curtir a praia.
E Vagner tá certo em zelar pela segurança do filho. “Cabeçudas é danada. A areia afunda rápido. Ela é o que a gente chama de praia refletiva, que tem areia mais grossa”, diz o coronel Mocelin.
O comandante dos bombeiros lembra que a única morte na região foi justamente naquela praia. “Foram três arrastados e dois foram resgatados. A terceira pessoa faleceu”, diz.
Nos dias de maior número de gente por lá e nos picos da temporada, ficam quatro guardas-vidas.

Como fazer pra curtir melhor a praia
Por tudo isso, não dá pra marcar toca na hora em que for à praia. “As principais dicas são ficar atento às correntes marítimas, não ultrapassar o mar na altura da cintura e respeitar a sinalização colocada pelos guardas-vidas”, ensina o estrelado dos bombeiros militares.
E não pense que só porque você é jovem, tá livre dos riscos. “30% das mortes se dão entre masculinos de 15 a 25 anos”, informa o coronel. Ele estima que de 80 a 90% desses casos possam estar ligados a bebedeiras. “A embriaguez prejudica a habilidade motora, a pessoa se torna mais ‘corajosa’ e ainda faz com que haja pouca oxigenação, o que pode adiantar uma morte cerebral em casos mais graves”, cita Mocelin.
Outro cuidado que o coronel indica é com a petizada. “Crianças devem sempre estar à distância de um braço de um adulto”, ensina.

BC Central
A praia central de Balneário Camboriú é a mais frequentada de toda a região. “O problema dela é justamente o número de pessoas”, observa o coronel Mocelin. Mas, por lá, também há um outro risco. “O canto esquerdo [norte], entre os postos de guardas-vidas 1 e 3, a praia se expõe mais às ondulações e correntes fortes”, ressalta o chefão dos bombeiros. “Quanto mais para esse lado, mais agitado é o mar”, completa.
A partir do dia 20 de dezembro, até o Carnaval, serão 36 guardas-vidas por lá.

Navegantes
Navegantes tem praticamente uma praia só, já que a do Gravatá emenda com a central. “Ela é mais problemática por conta da extensão da praia”, ressalta o coronel Onir Mocelin. São cerca de 10 quilômetros de extensão. “Ela requer muito cuidado porque além de ser muito longa, as ondas quebram lá fora e formam muitos buracos. Ela é muito irregular”, alerta do coronel.
Por ser tão grande, a praia tem cerca de 30 guardas vidas por dia.

Vermelha
Fica na Penha. É praticamente uma praia agreste, mas tem uns dois botequinhos que costumam reunir a galera. Pro banho, é perigosa pra dedéu. “Entra uma ondulação muito forte e de vez em quando dá umas ocorrências mais bravas ali”, comenta o comandante. “Para
crianças e pessoas idosas ela é
extremamente perigosa”, afirma.
Pra essa temporada, foram escalados três guardas-vidas por dia.

Bombas
Não se engane, a praia de Bombas, em Bombinhas, é traiçoeira. “Por incrível que pareça, o maior número de salvamentos naquela cidade é nessa praia”, diz o coronel Onir Mocelin. “Ela engana, porque aparentemente não tem ondas muito grandes, mas abre muitas correntes de retorno no canto esquerdo [norte]”, explica. Em setembro deste ano, uma pessoa morreu afogada por lá.
Conforme o fluxo de turistas, ficam de 15 a 20 guardas
vidas por dia.

BC Central
A praia central de Balneário Camboriú é a mais frequentada de toda a região. “O problema dela é justamente o número de pessoas”, observa o coronel Mocelin. Mas, por lá, também há um outro risco. “O canto esquerdo [norte], entre os postos de guardas-vidas 1 e 3, a praia se expõe mais às ondulações e correntes fortes”, ressalta o chefão dos bombeiros. “Quanto mais para esse lado, mais agitado é o mar”, completa.
A partir do dia 20 de dezembro, até o Carnaval, serão 36 guardas-vidas por lá.

Mariscal
Outra praia de Bombinhas que é pra lá de perigosa é a bela Mariscal. “Ela é uma praia muito exposta ao mar aberto e por isso também com bastante risco”, avalia o comandante dos bombeiros.
Como também é uma praia longa, dá mais trabalho pra monitorar. “É um pouco pior que a praia Brava, em Itajaí, quase como a de Navegantes”, diz o coronel.
Por conta da extensão da praia, ficarão de 15 a 20 guardas-vidas por lá.

ONDE MAIS VAI TER GUARDAS-VIDAS
Balneário Camboriú – Além dos que ficarão na praia Central, outros 19 estarão espalhados pelas praias agrestes
Itapema – Serão 24 na Meia Praia e 18 da faixa do ‘Estreito’ (antigo castelinho) até o canto norte
Porto Belo – Quatro por dia, apenas no Perequê
Bombinhas – Cinco em Quatro Ilhas, dois em Bombinhas e dois no Retiro dos Padres
Balneário Piçarras – Ficarão 18 guardas-vidas espalhados por toda a praiona
Penha – As praias Grande, de Armação, Quilombo e Bacia da Vovó terão três guardas-vidas cada uma
Barra Velha – Serão 30 ao todo. As que mais terão serão a Central (de quatro a seis, dependendo do fluxo de banhistas) e do Tabuleiro (quatro num posto e três no outro)

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com