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Coluna do César Valente

Sábado (!!!) foi feriado em Florianópolis. Comemorava-se o aniversário da cidade, que tem lá seus 287 anos. Há uma certa controvérsia sobre a data exata, mas isso é conversa para outra hora. Agora, o que me cabe, como florianopolitano por nascimento e opção, é dar-lhe, caríssima capital do meu coração, amantíssima Ilha dos ocasos raros, dulcíssima Desterro cuja magia ingênua e envolvente penetra na pele a cada rajada de vento sul, os parabéns. Ainda que com pequeno atraso. Temos na lembrança aquela cidadezinha pequena e parada, onde nos conhecíamos a todos pelos nomes, pelos apelidos e sabíamos de todos a vida quase inteira. Temos ainda a teimosia de achar que a vida de então era melhor. Nem nos lembramos mais da Elfa, companhia de eletricidade intermitente, que apagava à noite e tremelicava de dia. Esquecemos do pavimento de madeira da velha ponte, liso como sabão em dias de chuva. E apagamos da memória a difícil viagem para qualquer lugar além do Estreito. Viver de saudade, nos ensina a própria vida, só traz incômodo e desconforto. Mas esquecer o passado nos torna imbecis. A dosagem certa, sabedoria difícil de obter, permite alcançar um estado de graça que nos enche de felicidade sempre que, nos dias luminosos de outono, a Ilha se mostra sedutora e bela como deveria ter sido a Terra inteira, logo depois da criação. Aqui neste pequeno espaço queria materializar minha homenagem em três imagens.

Cabide ambiental
Começam a ficar claros os critérios com que a dupla Gean&Moreira pretende dirigir a Fatma. Ao exonerar servidores de carreira de vários cargos em comissão para abrir espaço para candidatos a vereador derrotados e amiguinhos do peito, Gean&Moreira mostram que o meio ambiente não tem a menor importância: a “construção do partido” é prioritária. Ainda mais em Florianópolis, onde o eleitor, esse ingrato, deu uma banana pro PMDB. Antes de continuar: por que incluo o Dr. Moreira na direção da Fatma, cuja presidência deveria ser exercida apelas pelo candidato derrotado Gean Loureiro? Ora, porque quando surgiram as reações contra a nomeação do ex-vereador, o Dr. Moreira veio a público avalizar a indicação e praticamente se colocou como defensor dativo do pupilo. Então podemos afirmar que o Dr. Moreira escolheu embarcar na mesma canoa do Dr. Gean e que, portanto, o que acontecer de bom e de ruim na Fatma terá as impressões digitais dos dois. Muito bem, no último dia 15 a dupla fez uma limpa em algumas gerências e diretorias da Fatma que eram ocupadas por servidores de carreira. Pra quê? Pra dar emprego para dois ex-candidatos a vereador do PMDB de Florianópolis e um assessor do deputado Gean. O novo gerente de Planejamento e Avaliação é Maycon Cassimiro Oliveira, professor do ensino médio que na administração Dário Berger tinha sido Diretor de Serviços Públicos da prefeitura de Florianópolis. Seus 2.368 votos não o elegeram. Como diretor de Administração entrou o advogado João Gabriel de Rezende Correa Pimenta. Teve 1.406 votos, que foram insuficientes para colocá-lo na Câmara, mas parece que bastaram para abrir-lhe as portas da Fatma. E o diretor de Proteção dos Ecossistemas é Alexandre Simioni, assessor do Gean Loureiro na Câmara dos Deputados. Natural de São José do Cedro, no extremo oeste, conseguiu que seu assessorado liberasse junto ao Ministério da Agricultura grana para que o município comprasse um caminhão basculante. Tal proximidade com o presidente da Fatma e com as lides da clientela qualifica-o suficientemente para gerir a proteção dos ecossistemas. A Fatma, antes da dupla Gean&Moreira era um órgão técnico de abrangência estadual. Agora, pelo jeito, virou um órgão político cujo objetivo é dar, ao derrotado Gean Loureiro, condições de ampliar seu patrimônio eleitoral na capital do estado. E o ambiente que se cuide.

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