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Ciclone mela largada para Itajaí

Saída de Auckland seria domingo, mas acabou adiada por conta do mau tempo

A organização da Volvo Ocean Race decidiu adiar a largada da quinta etapa da regatona, entre a Nova Zelândia e o Brasil, em razão de um ciclone tropical no Oceano Pacífico chamado Pam. Na classificação entre 1 e 5, o ventão ganhou nota máxima pelos meteorologistas.
Os veleiros sairiam de Auckland para Itajaí no domingo, mas as previsões meteorológicas assustaram com a ameaça de ventos de 200 km/h e ondas gigantescas exatamente na rota por onde devem passar os barcões da competição. A nova largada deve rolar na segunda-feira, mas ainda sem confirmação oficial.
O chefão da VOR, Knut Frostad, justifica a decisão baseado na máxima de que a segurança vem em primeiro lugar. “Não sabemos exatamente por onde o ciclone se move. Sabemos que os barcos podem suportar essas condições, mas foi melhor assim”.
O brazuca André “Bochecha” Fonseca, que integra o time espanhol do Mapfre, apesar de doidinho para chegar em terras catarinas, aprova a medida tomada pela organização. “A organização fez uma grande escolha, pois nessas condições é impossível controlar o barco, ou decidir o que vai acontecer. Acidentes ou danos poderiam ocorrer. Não vale o risco de estragar uma regata tão equilibrada com seis barcos de alto nível. A segurança precisa vir em primeiro lugar”, diz.
O representante do Brasil na disputa lembra que já passou pela experiência de velejar com mais de 60 nós de vento (cerca de 111 km/h) na temporada 2008/09, e não foi nada agradável pelos momentos de angústia e insegurança.
O ciclone não afeta a regata local, a New Zealand Herald Auckland In-Port Race, que vai ser disputada no sábado, 14, mesma data da cerimônia de troca de bandeiras entre os prefeitos e o desfile de velejadores, já confirmados. A liderança da competição até o momento pertence à equipe Abu Dhabi Ocean Racing, seguida pela Dongfeng Race Team.
A quinta etapa, entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (Brasil) terá 6.776 milhas náuticas – cerca de 11 mil km – e será o mais longo e mais difícil percurso da edição. A chegada deve acontecer a partir do dia 4 de abril, mas as condições do tempo devem influenciar muito o desempenho dos seis barcos competidores.

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