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Chuva parou, mas indignação não

Chuvarava provocou alagamentos nos bairros Cabeçudas, São Viça, Promorar, Cidade Nova, Praia Brava e Fazenda

Os leitores do DIARINHO que sofreram com a chuvarada do finde não aceitam a afirmação de que os casos de alagamento só causaram transtornos no trânsito. Na maioria dos bairros, o problema é que a galera tá de saco cheio de sofrer com alagamentos a cada aguaceiro que cai.
De sexta até segunda-feira, a água que despencou do céu ferrou com a vida de muita gente. Alguns bairros de Itajaí sofreram mais do que os outros. Cabeçudas, São Vicente, Promorar, Cidade Nova, Praia Brava, Fazenda, Espinheiros e centro lideraram o ranking de locais alagados.
O coordenador da defesa Civil de Itajaí, Everlei Pereira, diz que o maior prejudicado com o aguaceiro foi o trânsito da região, que ficou muvucado. Entretanto, para ele não houve risco de alagamentos na cidade, mesmo em locais onde teve aviso de alerta. “O sistema avisa os moradores de áreas de risco para se precaverem, mas não houve necessidade de retirar ninguém das casas”, destaca.
O nível do ribeirão da Murta chegou à marca de alerta, no domingo. Muito desse volume de água que extravasa o leito rolou por causa do acúmulo de lixo que bloqueava a passagem da água. Everlei afirma que já foi feita a limpeza nas barragens.
Quanto ao acúmulo de água em locais como próximo ao Banrisul da rua Estefano José Vanolli, que sempre acontece com qualquer chuvinha, Everlei informa que a secretaria de Obras vai mexer na tubulação para dar fim ao problema naquele ponto.
As próximas 24 horas serão de monitoramento intenso, diz o coordenador, porque ainda há possibilidade de deslizamento em áreas v de risco. Ele lembra que desde 2013, quando foi feito o mapeamento dos pontos vulneráveis, o trabalho preventivo da defesa Civil está evitando acidentes. A previsão do tempo diz que fará sol em Itajaí nos próximos dias.

Audiência discute cheias
Amanhã ocorre uma audiência pública na câmara de Vereadores de Itajaí para discutir o licenciamento ambiental do melhoramento do rio Itajaí-mirim. A reunião será às 19h, e comandada pela fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma).
O ato público também servirá para apresentar o relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da barragem de contenção de cheias no Médio Vale do Itajaí, e contará com a presença dos técnicos que elaboraram os estudos para responder às dúvidas.
Em Itajaí estão previstas diversas obras de combate às cheias, entre elas o melhoramento fluvial do rio Itajaí-mirim e canal retificado, com a construção de duas comportas, limpeza e desassoreamento do curso antigo, além de contenção das margens e aprofundamento do canal retificado entre o bairro Km 12 e a foz do rio Itajaí-açu.
De acordo com o secretário-adjunto da defesa Civil de Santa Catarina, Rodrigo Moratelli, esta obra já tem orçamento garantido. “A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 250 mil”, destacou. A grana vem dos cofres do estado e União.
Já a barragem será construída em Botuverá, com impacto direto em pelo menos quatro outras cidades: Itajaí, Brusque, Balneário Camboriú e Navegantes. A construção terá 40 metros de altura e capacidade para armazenar 20 milhões de metros cúbicos de água. A previsão da secretaria de estado da defesa Civil é de que as obras comecem em 90 dias e que fiquem prontas em dois anos. O custo está previsto em cerca de R$ 85 milhões, garantidos através de financiamento do Banco do Brasil liberado à defesa Civil estadual e governo federal.

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