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Carlos do Bar é o novo presidente do Marcílio Dias

José Carlos dos Santos, o Carlos do bar, é o novo presidente do Clube Náutico Marcílio Dias na gestão 2015-2016. Com apenas seis votos de diferença, ele e o vice, Douglas Vinícios de Oliveira, o “Mão”, deixaram para trás Luiz Antônio Alves e Edson de Castilho Júnior. A vitória de Carlos representa uma reviravolta na direção do clube, já que a chapa, que faz oposição à atual gestão, foi montada pelo atual vice-presidente do clube, Benício Luiz de Medeiros, depois de um desentendimento com o presidente Marlon Bendini.
Das 38 pessoas aptas para decidir o futuro do Cílio, Carlos levou o voto de 20 delas. O seu opositor, Luiz Antônio Alves, fez 14 e a eleição teve ainda outros quatro sócios que não compareceram, entre eles o presidente da federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim de Pádua Peixoto Filho. Além destes, uma pessoa que não estava inicialmente prevista na lista de membros do clube que cumpriram todos os pré-requisitos para ir às urnas, pode votar de última hora. A cédula dele, no entanto, foi separada em uma urna à parte para o caso ser analisado mais tarde pelos membros do conselho do clube.
Como a diferença de votos entre Carlos e Luiz Antônio foi de seis e o tal voto extra não faria diferença, o nome do novo presidente foi anunciado ainda na noite de ontem, após a “longa” contagem dos votos. Daí, Carlos correu para o abraço. “Essa é a realização de um sonho de 15 anos”, disse emocionado o novo abobrão.

Diolho nas contas
A primeira medida antes de botar a mão na massa, adianta Carlos, vai ser pôr ordem no cofrinho do Marcílio. “Nós vamos fazer uma auditoria, contratar uma empresa de fora, para ver como vamos começar a trabalhar”, afirma o recém-eleito. Entre os membros que ele deverá contar para compor a sua equipe, o atual vice-presidente, que chegou a ser lançado como principal candidato da chapa, Benício Luiz de Medeiros, é tido como nome certo para ocupar algum cargo. “O seu Benício foi o meu braço direito o tempo inteiro e nós estamos juntos”, afirma. Sobre a Fúria Marcilista, que apoiou a chapa desde o início, o novo presidente limitou-se a dizer que “a torcida é sempre bem-vinda, mas a gente vai precisar conversar”.
Quem espera ver nomes de grandes jogadores vestirem a camisa do clube, no entanto, pode tirar o cavalinho da chuva. Carlos não revelou nenhuma medida imediata a respeito de contratações para a próxima temporada, mas seu braço direito, Benício, adiantou ao DIARINHO dias antes da eleição que o objetivo da chapa seria trabalhar com atletas de base e não extrapolar no orçamento.

Derrotado fez beicinho
Luiz Antônio Alves preferiu não conversar com a imprensa depois de a contagem dos votos. Ele deixou as dependências do clube assim que o resultado foi divulgado. “Vai falar com o outro que ganhou”, lascou o mau perdedor. Pouco depois, por mensagem, o conselheiro pediu desculpas pela atitude.

Fúria Marcilista e mais quatro organizadas tão na mira do MP
Ver membros da torcida organizada Fúria Marcilista, em arquibancadas de estádios de futebol, só à paisana. A decisão do ministério Público em conjunto com a polícia Militar e a federação Catarinense de Futebol (CFC), que proíbe a entrada de torcedores que estiverem caracterizados como membros de cinco torcidas organizadas de clubes catarinenses, não é nenhuma novidade. Mas, segundo o promotor do caso, Eduardo Paladino, é bom esses torcedores andarem na linha.
A medida foi tomada, explica o promotor, com base em um dossiê entregue pela polícia Militar peixeira ao ministério Público com uma série de fotos, vídeos e informações que registram o comportamento de membros da fúria durante confusões nos estádios. “Esse fato relacionado ao último incidente, que é extremamente grave, também foi levado em consideração, mas a gente já tinha informações negativas de alguns integrantes dessa torcida”, disse o abobrão fazendo referência ao assassinato do torcedor do Avaí após um jogo do campeonato Catarinense no fim do mês passado.
A decisão, no entanto, não impede que membros da Fúria entrem e assistam aos jogos. Eles apenas não poderão vestir a camisa do grupo organizador ou se identificar, de alguma forma, como pertencentes àquela torcida. “Nós não somos inocentes, sabemos que eles vão continuar indo aos estádios em grupo, mas nós estamos atentos”, argumenta Paladino.
O pito já foi dado e a decisão vai ter validade até o fim da 1ª divisão do campeonato estadual de 2015. Caso novas confusões sejam registradas envolvendo a torcida organizada ou algum membro descumpra com a ordem, adianta o promotor, “medidas mais drásticas” poderão ser tomadas daqui para frente. Até mesmo a extinção do grupo.

Fúria estuda recorrer
Membros da diretoria da Fúria Marcilista devem se reunir no próximo sábado para discutir a proibição anunciada esta semana. “A gente vai mandar um ofício para o ministério Público, para pegar a declaração por escrito e analisar junto ao jurídico da Fúria”, afirma Francisco Oliveira Júnior, o Cido, diretor-sócio do grupo organizado e também conselheiro do clube. Segundo ele, os torcedores irão avaliar a possibilidade de recorrer da decisão na justiça na semana que vem e anular o pedido das otoridades.
Além da Fúria, estão na mira a Força Independente, do Brusque, a Mancha Azul, do Avaí, a União Tricolor, do Joinville e a Gaviões Alvinegros, do Figueirense.

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