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Caem os chefões da cocaína em SC

Quadrilha movimentava um milhão de reais por mês em pó. Manos de Balneário foram presos; chefão era de Floripa

A polícia Federal colocou atrás das grades os patrões do tráfico de cocaína em Santa Catarina. Os manos Romildo Corrêa, 39 anos, o Mido, e Jonas Silva Corrêa, 32, moradores de Balneário Camboriú, foram presos com o joinvilense Jonas Ceser Cardoso, 39. O chefão do bando, Sebastião Pereira Barbosa, 35, o Tião, principal alvo da operação, foi preso em Floripa.
O grupo seria o responsável pela distribuição da droga no Estado. O fornecedor da porcaria, que mora no Mato Grosso do Sul, está foragido.
Jonas Corrêa foi preso na manhã de ontem na rua 4800, na Barra Sul, em Balneário. Nesse bairro e também na Vila Real, onde o trafica tinha casas, foram apreendidos documentos, joias, uma carreta de moto, outra de embarcação, além de uma BMW 320i, um Corolla modelo top de linha, e uma Hilux Toyota.
Mido foi preso em um sítio em Tijucas. Jonas Cardoso caiu em Joinville e Tião foi preso nos Ingleses, em Floripa. Pra PF, só faltou prender o fornecedor de drogas do trio catarinense, um bagrão lá do Mato Grosso do Sul que viveu dois anos em Balneário Camboriú e agora tá foragido.
O principal integrante da quadrilha, Tião, é suspeito de se passar por empresário pra lavar dinheiro do tráfico de drogas através da construção civil. Ele construía, vendia e alugava casas em Florianópolis.

Seis cidades
A operação Trinca de Ases foi desencadeada pela PF com apoio da PM, e rolou nas citys de Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville, Tijucas e Tubarão. Fora do estado, rolou em Curitiba (PR) e ainda Campo Grande (MS). Ao todo, foram presos sete pessoas e cumpridos 18 mandados de busca.
Segundo o delegado da PF de Itajaí, Thiago Giavarotti, foram formadas quatro equipes para os atraques. “Foram três mandados, dois de busca e apreensão e um de prisão”, explicou.
Todos os presos foram levados pra Floripa ontem mesmo, junto com os carangos de luxo apreendidos. Jonas já tinha sido preso por tráfico e lesão corporal. Tião caiu pela quarta vez por tráfico e Mido pela segunda vez. A polícia não confirmou se o Jonas Cardoso tinha passagem.

Baita organização e carrões luxuosos pra carregar o pó
O delegado chefe da delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em Florianópolis, Gustavo Trevisan, conta que a PF tava de olho na quadrilha há pelo menos seis meses. Durante este período, foram apreendidos cerca de 70 quilos de cocaína purinha, na região de Paulo Lopes. “Eles se associavam para adquirir grandes quantidades e depois revender a traficantes menores”, explica.
O que chamou a atenção da PF foi o poder de organização dos chefões em administrar o dinheiro, o patrimônio e a grande quantidade de drogas. Eles quase não deixaram rastros. “Estimamos que a movimentação financeira mensal deles com o tráfico era de R$ 1 milhão, isso numa projeção modesta”, fala Trevisan.
A droga trazida pelo bando era distribuída para todo o Estado e também no Rio Grande do Sul. Ela era transportada em carros luxuosos, com compartimentos especiais e com travas, preparados pra abrigar a cocaína.
“Eles eram considerados chefões do tráfico pela quantidade, qualidade e poder de organização da quadrilha, sem levantar suspeitas”, disse o tenente Riskalla Matrak Filho, do batalhão da PM de Floripa
A PF segue na cola da quadrilha e continua investigando pra chegar a quem mais tá ligado ao bando.

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